A deriva do PMDB

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As relações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o PMDB não são o mar de rosas que parecem. Para muitos caciques peemedebistas, a coalizão não mudou a relação do partido com o governo e já começou a contagem regressiva para uma nova aliança em 2010. Dos cinco ministros da legenda, somente o da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, tem uma relação orgânica com a cúpula do partido. Os demais são enclaves inexpugnáveis: o das Comunicações, Hélio Costa, representaria os grandes grupos de comunicação; o da Saúde, José Gomes Temporão, o partido dos sanitaristas; o da Defesa, Nelson Jobim, o bloco do eu sozinho; e o recém empossado ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o clã Sarney.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, nunca teve uma conversa a sós com o presidente do PMDB, Michel Temer. É por essas e outras que o ex-governador Orestes Quércia mantém suas velhas restrições à aliança com o PT, inclusive nas eleições de São Paulo, e outros caciques do PMDB já espreitam o horizonte eleitoral.

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