Lula e Brown decidem monitorar a crise americana

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Os efeitos da crise econômica nos EUA foram tema ontem de uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. O porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, disse que Lula e Brown falaram-se por telefone, e o presidente admitiu estar preocupado com os reflexos da turbulência americana na América Latina.

O presidente expressou a preocupação de que a crise não atinja as conquistas da América Latina e seus avanços - afirmou Baumbach, ao informar que Lula e Brown conversaram por cerca de 15 minutos, às 10h de ontem.

Segundo o porta-voz, Brown sugeriu a criação de um "corpo internacional", formado por representantes de vários países, para fazer uma espécie de monitoramento da crise econômica dos EUA.

Segundo Baumbach, Brown afirmou que esse comitê seria responsável por dar sinais de alerta sobre eventuais ameaças causadas pela turbulência norte-americana.

Durante a conversa, Lula e Brown trataram também dos acordos comerciais envolvendo Brasil e a Grã-Bretanha. Segundo o porta-voz, o primeiro-ministro britânico demonstrou interesse na produção industrial brasileira, enquanto Lula apelou que ele interfira nas negociações com o presidente dos EUA, George W. Bush, para reduzir os subsídios aos produtos agrícolas oriundos do Brasil.

O presidente e o primeiro-ministro britânico também trataram sobre a Rodada Doha - negociações para liberalização do comércio mundial com países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em geral, os subsídios agrícolas são o principal tema.

Brown e o presidente deverão se reunir, em Londres, no dia 4 de abril - durante encontro da Governança Progressista, que trata sobre a terceira via.


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