Lula pode oferecer energia no lugar do gás

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja hoje para a Argentina com a disposição de dialogar com o país vizinho sobre energia. Porém, não pretende abrir mão do gás que importa da Bolívia em favor da Argentina. A informação é do porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach. "O Brasil está convencido de que é necessário que seja cumprida a meta contratada em termos de fornecimento de gás, disso não podemos abrir mão. É uma necessidade brasileira e o nosso mercado interno, nossas necessidade internas, vem em primeiro lugar", afirmou.

Segundo o porta-voz, embora ainda não haja nenhuma proposta concreta, o governo brasileiro deve discutir formas de cooperar com a Argentina, a exemplo do que ocorreu no ano passado com fornecimento de energia elétrica.

Em entrevista, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que uma das alternativas para ajudar o país vizinho seria exportar energia elétrica. Ele ressaltou, porém, que essa é uma decisão do governo, e não da Petrobras. Ele apenas reafirmou que a estatal não pode abrir mão do gás. "Não podemos abrir mão da molécula de gás para o mercado interno, que já está no limite. Somos produtores de energia elétrica, sendo que uma possibilidade é gerar energia (para a Argentina)", disse.

O compromisso de exportação da Bolívia com o Brasil é de mais de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, com destino a São Paulo, e outros 2,2 milhões para geração de energia em Cuiabá. Lula chega a Buenos Aires na noite de hoje. Na sexta, visita a Corte Suprema e o Congresso e se reúne com a presidente da Argentina, Cristiana Kirchner. No sábado, se soma ao encontro o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Com a Argentina, segundo Baumbach, será assinada declaração conjunta, seguida de declarações presidenciais em áreas como economia e investimentos, cooperação nuclear e espacial, ciência e tecnologia, energia, transportes e defesa.


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