Chico Alencar promete governo de esquerda

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Por uma política de esquerda genuína, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) formalizou sua pré-candidatura na sede do partido no Rio, com a presença de nomes do Psol, como o da senadora Heloísa Helena.

Ao criticar as candidaturas apresentadas até aqui, Alencar se lançou seis dias dias depois de a Frente Carioca - composta por PSDB, PV e PPS - lançar Fernando Gabeira. O anúncio do nome de Alencar na disputa divide ainda mais o eleitorado esquerdista, que além de seu nome e do Gabeira teriam, ainda, como optar pela atual secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói, Jandira Feghali (PCdoB) e o deputado estadual Alessandro Molon (PT).

Cansado da "omissão do poder público" nos últimos anos, Alencar acredita que o prefeito Cesar Maia assumiu uma posição cada vez mais técnica em sua administração, "desprezando a cidadania da população".

É inegável o esgotamento do prefeito para a administração municipal - avalia.

Em suas linhas prioritárias de governo, o deputado defende cinco frentes que se resumem a participação popular, descentralização administrativa, transparência total das contas públicas, inversão das prioridades da prefeitura e articulação independente com os outros níveis do Executivo, "sem mesquinharia ou briga partidária".

Não acredito que seja difícil para alguém como o presidente Lula, que consegue apoio de Paulo Maluf e Jader Barbalho, negociar com o PSOL - ironiza o deputado, um ex-petista.

Falhas

Ao avaliar a gestão Maia, Alencar cita dois exemplos gritantes de falta de planejamento mínimo do poder público no Rio:

Desde 1992, época em que eu ainda era vereador, não houve atualização do plano diretor. A epidemia de dengue, por exemplo, já tinha ocorrido há 30 anos e chegamos à conclusão de que não houve política de saúde pública articulada.

Outros pontos como "concentração da riqueza social, exclusão e exploração no espaço urbano, degradação ambiental e violência crescente" devem ser retomados contra o que chama de rebaixamento da política. Este, critica, foi consolidado durante as eras FH e Lula.

Alianças eleitorais são armadas pelas cúpulas em máquinas de calcular recursos financeiros (boa parte de origem obscura) para as campanhas e tempo de TV e rádio.

Nossa aliança com PSTU e PCB, ao contrário, não será pragmática, e sim programada para fazer jus a interesses comuns.

O deputado do PSOL faz, ainda, críticas à Frente Carioca e ao próprio Gabeira:

Não sei se essa aliança descaracteriza o Partido Verde do Rio. Aliás, o PV que era verde tem estado muito mais multicolorido. Ao apoiar o Lula e aliar-se ao PSDB fica clara uma articulação para 2010. São escolhas e o Gabeira deixa claro que as faz quando passa a dizer que não há mais esquerda e direita.

Apesar da troca de farpas, Alencar se diz amigo "fraterno" de Gabeira, mas acredita que as idéias de ambos ainda brigarão bastante:

Quando vemos Gabeira dizendo que o Rio precisa de um choque de capitalismo vemos que ele, realmente, tucanou. Quem costumava falar nisso era o ex-governador paulista do PSDB Mário Covas

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