Na casa do demo. Lula vê risco de incêndio no Planalto

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Segundo presidente, palácio, que será restaurado, tem “gambiarras” e falhas no sistema hidráulico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Palácio do Planalto tem “tantas gambiarras” que “a qualquer hora tem o risco de acontecer um incêndio”. Lula começará em agosto a despachar do Palácio do Buriti, atual sede oficial do governo do Distrito Federal.

O empréstimo do palácio, feito para que o Planalto possa passar por obras de restauração, foi oficializado ontem, em uma curta cerimônia em que Lula justificou a necessidade das reformas pela “ocupação desordenada” do Planalto.

“O Palácio foi ocupado de forma desordenada. Todos os ministros querem ficar perto do presidente, todos os assessores querem ficar perto dos ministros e foram fazendo repartições. Foi ficando quase intransitável internamente”, explicou.

JK

Lula reclamou, ainda, do sistema hidráulico - haveria torneiras de onde a água sai com ferrugem - e dos carpetes sujos de alguns andares, a tal ponto que “parecia que tinham passado umas 80 carretas de petróleo” sobre eles. “Quero deixá-lo tal como era no tempo do Juscelino (Kubitschek, presidente que construiu Brasília)”, disse.

Sobre críticas feitas ao fato de querer investir recursos na reforma, o presidente afirmou que “sempre aparece aquele que faz críticas”. “Essas mesmas pessoas adoram visitar aqueles castelos milenares na Europa e depois perguntam por que o Brasil não preserva seu patrimônio como a Europa. Não se dão conta de que preservar tem um custo.”

Na cerimônia, realizada no Palácio do Buriti, Lula prometeu terminar a obra antes do final do seu mandato. O projeto de recuperação já foi feito pelo arquiteto Oscar Niemayer, a um custo de R$ 1 milhão. No entanto, a licitação para a obra ainda não está pronta.

Nos próximos 60 dias, o governo federal deverá fazer adaptações no Buriti para receber Lula e os cinco ministros que hoje ocupam o Palácio do Planalto. Mas, apesar do empréstimo, há a possibilidade que o local seja usado apenas para cerimônias.

O presidente poderá despachar também no Palácio da Alvorada e no Centro Cultural Banco do Brasil - primeiro local cogitado para a mudança, até o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, oferecer o palácio do governo.

ECONOMIA

O local, recém-reformado, está sem uso desde que Arruda transferiu a sede de seu governo para a cidade-satélite de Taguatinga.

Arruda colocou todos os secretários, sem divisórias, num prédio que antes era ocupado pela Polícia Militar do DF. Para o governador , isso agiliza as decisões do governo, além de significar uma economia sensível para os cofres públicos.


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