Presidente do Bird dá apoio a etanol produzido no Brasil

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O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, afirmou ontem que o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil traz mais benefícios do que outros biocombustíveis e defendeu a revisão dos subsídios que protegem a indústria de álcool nos Estados Unidos, onde o milho é a matéria-prima utilizada.

Numa entrevista à imprensa, em que discutiu o impacto do aumento da produção de combustíveis alternativos sobre a alta dos preços dos alimentos no mundo inteiro, o presidente do Bird afirmou que o etanol brasileiro "tem os maiores benefícios em termos tanto do combustível como dos efeitos sobre o clima", se for comparado com outros tipos de biocombustível.

A manifestação de Zoellick reforça os argumentos que o governo e os usineiros brasileiros têm usado para defender a produção de álcool no Brasil contra as críticas que vêm sendo feitas por grupos ambientalistas e organizações não-governamentais.

Alguns desses grupos têm criticado o Banco Mundial especificamente pelo apoio que tem dado à expansão das usinas no Brasil. A Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), braço do Banco Mundial que financia empresas privadas, apóia três projetos no Brasil atualmente, no valor total de cerca de US$ 200 milhões.

Zoellick disse que os problemas criados pelos elevados preços dos alimentos deveriam fazer os países refletirem sobre a viabilidade econômica dos seus investimentos nessa área. Sem citar o nome do país, ele fez uma referência óbvia ao caso dos Estados Unidos ao dar exemplos de políticas que deveriam ser revistas. O governo americano gasta bilhões de dólares por ano para subsidiar a produção do etanol de milho e adota tarifas que encarecem a importação do álcool brasileiro.

"Se [os países que produzem biocombustíveis] têm subsídios, deveriam considerar se os subsídios fazem sentido", disse Zoellick. "Se têm tarifas que, ao mesmo tempo, impedem a importação de algo que eles estão subsidiando, isso certamente seria algo que as pessoas deveriam olhar e ver se faz sentido econômico", afirmou o presidente do Banco Mundial.

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