Recorde de empregos com carteira assinada

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Março fechou o primeiro trimestre do ano com índices históricos na geração de empregos formais. Foram criadas 206.556 novas vagas com carteira assinada, representando uma alta de 0,70% em relação ao estoque de fevereiro e o melhor desempenho nos últimos 17 anos em termos absolutos e relativos. Os números constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante entrevista coletiva em Brasília. O saldo positivo entre admissões e desligamentos em março foi 41% superior ao recorde registrado em março de 2007 (146.141 postos) e 170% maior que o saldo de março de 2006 (76.455).

"O aquecimento da economia interna explica esses números. Tivemos um ganho real com o salário mínimo. O crescimento dos últimos cinco anos da base salarial de quem ganha até três salários é de praticamente 36%. As pessoas estão comprando mais e isso gera mais emprego. Muitas empresas estão contratando mais porque têm certeza do crescimento", disse o ministro.

O resultado contribuiu decisivamente para que o primeiro trimestre fechasse com a criação de 554.440 ocupações formais com carteira assinada, número 39% maior que o registrado no mesmo período em 2007 (399.628). Todos os setores da atividade econômica apresentaram desempenhos positivos no mês, em especial o de serviços, indústria de transformação, construção civil e comércio.

Serviços apresentou um saldo de 89.072 postos (crescimento de 0,77%), sinalizando a maior geração de empregos e o maior aumento percentual para o período. O comportamento está relacionado ao desempenho recorde de cinco segmentos dos seis que integram o setor, com destaque para serviços de comércio e de administração de Imóveis ( mais 30.216, ou 1,03%) e os serviços de alojamento e alimentação (crescimento de 0,46%, ou 19.470 novas vagas.

A indústria de transformação formalizou 40.389 vagas (aumento de 0,57%), o terceiro maior saldo para o mês. O balanço positivo está relacionado ao avanço de 11 ramos dos 12 que compõem o setor. Em número absolutos, os segmentos que mais contribuíram foram a indústria têxtil (7.403 vagas ou 0,80%) – segundo melhor desempenho na história do Caged –, indústria metalúrgica (7.397, ou 1,03%), indústria mecânica (6.696, ou 1,35%), estas duas últimas com resultados recordes.

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