Em dia de eleição, Justiça Eleitoral recebe até 400 mil ataques por hora

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Dia 5 de outubro. A data teria tudo para ser um capítulo de pavor e tensão para a equipe de tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral. Curioso saber que é justamente o oposto disso. "É um momento bem engraçado, a gente se diverte bastante aqui", diz Giuseppe Dutra Janino, secretário de TI do TSE.

É muito provável que, durante o fim de semana das eleições, o site da Justiça Eleitoral seja um dos mais atacados da web. Segundo Janino, as páginas eletrônicas do TSE chegam a receber até 400 mil ataques por hora nesse período. Essas tentativas, no entanto, não passarão de golpes frustrados, garante ele.

Um dia antes das eleições, o TSE simplesmente desliga-se da internet. Seu site, que tradicionalmente fica conectado a grandes bancos de dados e servidores, é substituído por uma página falsa, usada apenas para espelhar dados e informações atualizadas sobre as eleições. É como se o internauta acessasse apenas uma máscara com informações, uma casca de ovo. "Vamos publicar os boletins de cada urna via internet, mas nossos servidores estarão desplugados da internet."

Os riscos da rede mundial de computadores também não conseguem alcançar as urnas. As 460 mil máquinas espalhadas pelo país não têm conexão com a internet. A máquina - que é um monobloco - é lacrada fisicamente e o acesso aos dados do disquete só é feito por meio de chaves de criptografia (ver quadro). Até o dia das eleições, a área de informática do TSE já terá testado 11 diferentes sistemas para inserir no equipamento. Um dos recursos colocados à disposição dos partidos é o dispositivo de assinatura digital, que será usado para validar os programas que suportarão as eleições.

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