Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris, reconhece qualidade de produto brasileiro

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) suspendeu ontem, em Paris, o bloqueio contra a carne brasileira produzida para exportação. Deverão ser reconhecidos como livres de febre aftosa com vacinação os Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. O desembargo, no entanto, não vale para o Mato Grosso do Sul.

Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o bloqueio não foi suspenso no MS por falta de informações adicionais científicas. No entanto, disse ele, o comércio desse Estado deve ser liberado em 60 dias. O MS tem o segundo maior rebanho do país.

As informações foram divulgadas pelo ministro, que acrescentou que o Brasil volta a ser um país com status de exportador de carne livre de aftosa com vacinação. O bloqueio à carne brasileira havia sido decidido pela OIE em 2005.

Segundo o ministro, este é o reconhecimento de um trabalho do produtor brasileiro.

– O Brasil está investindo muito nesta área de defesa sanitária animal e vegetal, não só na questão da febre aftosa, que acabou sendo simbólico. Neste caso, eliminamos todos os focos, adotamos todas as medidas da OIE e agora o Brasil retorna a posição de país livre da aftosa com vacinação – afirmou.

Stephanes evitou falar sobre os possíveis ganhos financeiros com a medida.

– Não tem ganhos financeiros no momento, por uma razão muito simples: a demanda está tão aquecida em nível mundial que, daqui a pouco, não teremos mais boi para exportar. Mas isso nos dá perspectivas a médio e longo prazo, porque a nossa produção de carne está aumentando – completou.

O anúncio oficial é aguardado para hoje, em Paris, durante a 76ª Sessão Geral plenária da OIE. A informação foi divulgada por membros da Comissão Científica para Doenças dos Animais da Organização.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, que está em Paris, trata-se do retorno de reconhecimento vigente até outubro de 2005, anterior aos eventos sanitários que envolveram os Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná.

Cana-de-açúcar

O governo federal está estudando formas de estimular a produção de feijão e de outros grãos com desoneração tributária e garantia de preço mínimo, segundo informou ontem o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

As medidas devem ser anunciadas ao fim de junho, no lançamento do plano de safra.

– Teremos algumas medidas diferentes das normais no sentido de manter o estímulo e o crescimento da produção agrícola – disse o ministro, ressaltando que o feijão "precisa de preço garantia", com um valor mínimo entre R$ 80 e R$ 90 por saca.

Para o ministro, a alta no preço do alimentos deve-se ao aumento do consumo, mas é preciso ter controle sobre os aumentos. No entanto, Stephanes acha que a pressão dos alimentos no Brasil é menor da registrada em outros países.

– A inflação que está batendo no Brasil também está batendo no mundo todo. No Brasil é com menor intensidade – arrematou.

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