Sem força para marcar novo depoimento da ministra, deputados vão ao Ministério Público

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Sem conseguir avançar na ofensiva contra a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Cartões, a oposição partiu para o Ministério Público Federal. Ontem, o sub-relator de sistematização da CPI, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), protocolou na Procuradoria da República no Distrito Federal representação contra a ministra e outras 15 pessoas .. A acusação de Sampaio contra a ministra é de improbidade administrativa.

Sindicância pronta

As últimas informações do Palácio do Planalto dão conta de que o relatório da sindicância interna sobre o caso já está pronto na Assessoria Jurídica da Casa Civil e pode ser entregue ainda hoje à ministra. A comissão foi criada em 25 de março e teve o prazo inicial de 30 dias prorrogáveis pelo mesmo período.

O Ministério Público ainda vai definir o procurador que vai analisar a representação. Esse procurador vai abrir uma investigação interna para verificar se há necessidade de propor uma ação à Justiça Federal do DF. A representação também pode ser arquivada. Não há prazo para a decisão.

Uma ação por improbidade administrativa pode resultar em sanções que vão desde o pagamento de multa até a perda de função pública, incluindo suspensão dos direitos políticos, devolução de dinheiro aos cofres públicos e proibição de firmar contratos com o poder público.

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