A vez dos concursados

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A Caixa Econômica Federal vai convocar, até o final do ano, 3,1 mil concursados para substituir os trabalhadores terceirizados de sua folha de pagamentos. Do total, 1,6 mil funcionários foram aprovados no último concurso nacional realizado pelo banco, em 2004, e serão contratados até 11 de julho. As outras 1,5 mil vagas serão divididas com os candidatos que tiverem os melhores desempenhos na próxima seleção — a prova será realizada em 29 de junho e o resultado deve ser divulgado em 23 de julho. A substituição de terceirizados por concursados teve início em maio deste ano, com a contratação de 1.903 pessoas e o processo já foi concluído nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Acre.

Os profissionais vão ocupar as vagas de 9.229 terceirizados que serão dispensados por estarem exercendo funções exclusivas de concursados, como, por exemplo, a atuação em agências bancárias ou em áreas ligadas à tecnologia da informação. A mudança foi negociada durante quatro anos com o Ministério Público do Trabalho, que vem passando um pente fino no quadro de pessoal não só da Caixa como de outras instituições governamentais com o intuito de eliminar as terceirizações ilegais. Ontem o órgão assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Caixa estabelecendo prazos para as substituições. Até o fim deste ano, 4.446 serão dispensados e no primeiro semestre de 2009 o banco terá que desligar de sua folha de salários os últimos 4.783 terceirizados irregulares. Ao todo, eles somam mais de 12% do total de funcionários do banco, 75 mil. A Caixa terá que pagar multa de R$ 2,5 mil por cada terceirizado que for mantido em sua folha após a data estabelecida.

Segundo o procurador do Trabalho, Cristiano Paixão, a contratação de menos profissionais para fazer a substituição se deve à maior automação dos serviços bancários. “Cada vez mais, menos trabalhadores são necessários em função da automoção, mas, os que estiverem trabalhando têm que ser concursados”. A delimitação de 5.003 vagas de técnico bancário, no entanto, não elimina a possibilidade de a instituição convocar outros concursados, de acordo com o documento assinado ontem.

Com a intenção de dar uma assistência aos trabalhadores que serão demitidos, o TAC prevê ainda que a Caixa ofereça cursos e disponibilize 500 computadores para que possam se aperfeiçoar. Além disso, eles terão acesso gratuito a material didático para estudar para os próximos concursos da Caixa, segundo Carlos Alberto Gandola, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços em Informática e Similares (Fenadados).

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