Financiamento habitacional da CEF vai a R$ 9,18 bilhões

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A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou ontem volume recorde de financiamentos habitacionais no primeiro semestre deste ano, com R$ 9,18 bilhões em novas contratações. O valor supera em 34% os R$ 6,86 bilhões de igual período de 2007, informou o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, ressaltando que o desempenho deveu-se, além da demanda reprimida beneficiada pelas mudanças nas regras do FGTS e das taxas e prazos atrativos da entidade, ao sucesso dos feirões, com R$ 626,5 milhões em negócios fechados no período.

Como o primeiro semestre é tradicionalmente mais fraco que a segunda metade do ano, quando esse mercado aquece mais nos últimos quatro meses, Hereda assegura que a instituição atingirá a meta de R$ 20,4 bilhões em contratações ao final de 2008. "Já estamos em R$ 10,4 bilhões e deveremos fechar julho com cifra próxima de R$ 11 bilhões. O valor previsto para este ano é quatro vezes maior em relação ao que a Caixa contratou em 2003." Conforme o executivo, com o resultado do semestre, o banco respondeu por 48,2% do total das aplicações realizadas pelo sistema financeiro brasileiro no segmento habitacional. Quando comparados aos financiamentos totais feitos pelos bancos no primeiro semestre com recursos oriundos apenas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a participação da CEF atinge 26,82%, com R$ 3,46 bilhões (de um total de R$ 12,9 bilhões) no período, um crescimento de 33% ante 2007. As novas contratações da Caixa realizadas com recursos do FGTS cresceram 47% no período, para R$ 5,36 bilhões.

Apesar do maior volume financeiro, o número de novos contratos caiu 12% na comparação dos semestres, para 201.956, o que, no entanto, representou 73,3% do total realizado pelo sistema no País, informou o vice-presidente da Caixa. Hereda explicou que a queda foi conseqüência, particularmente, da redução dos empréstimos para a compra de material de construção, que somaram R$ 268,77 milhões no semestre, um recuo de 28% ante 2007. O número de contratos dessa modalidade caiu 69% e totalizou 23.205. "Tivemos problemas com perdas nesse segmento, por isso, seguramos um pouco os negócios. Mas os problemas foram resolvidos e agora essas operações voltam ao normal."

Hereda lembrou que o valor médio de avaliação do imóvel financiado também aumentou no período, passando de cerca R$ 120 mil em 2007 para R$ 153 mil este ano, nas contratações com recursos do SBPE, e de cerca de R$ 44 mil para R$ 60 mil, por meio do FGTS. No primeiro caso, a Caixa financiou uma média de 60% do total, e no segundo ficou em torno de 71%, para imóveis novos. Os imóveis usados - cuja participação no total financiado cresceu dois pontos percentuais em valor, para 56% este ano, e um ponto em quantidade de contratos, para 48% - a proporção é praticamente a mesma.

O balanço da carteira total da Caixa ainda não foi fechado, mas o executivo estima que ela tenha ficado em torno de R$ 30 bilhões, com aproximadamente 2 milhões de contratos. Hereda disse que a inadimplência (superior a 90 dias) ficou em 2,63% no semestre, abaixo de 3,58% do sistema e dos 4,20% registrados pela instituição no ano passado. Maior mercado, o valor das contratações em São Paulo cresceu 34% no período, para R$ 2,4 bilhões.

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