Juiz ligado à Operação Influenza é investigado

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O juiz que atuou no início da Operação Influenza, resultante na prisão de ex-executivos da Agrenco, está sob investigação. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou sindicância para apurar denúncia do prefeito Volnei Morastoni (PT), que tenta reeleição no município catarinense de Itajaí, contra o juiz estadual Paulo Afonso Sandri, da comarca da cidade.

Sandri é acusado de corrupção e de ter praticado ato ilícito ao autorizar grampos telefônicos e monitoramento de e-mails no início da Operação Influenza, quando se apurava apenas crime de sonegação fiscal. Nesses grampos, há gravações do prefeito, pois assessores próximos a ele eram objeto da investigação. Morastoni não foi preso na operação, mas houve um pedido de prisão por parte do Ministério Público Federal, que, no entanto, foi negado pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF).

O juiz considerou um "absurdo" a acusação. Ele defende que cabia ao juiz estadual a decisão sobre os grampos, pois no início da investigação ainda se tratava de um suposto crime de sonegação fiscal no município. Segundo ele, quando as suspeitas se ampliaram para crime contra o sistema financeiro, o caso foi enviado à justiça federal e a juíza Ana Cristina Kramer "ampliou e ratificou" suas ações.

Sandri diz que a sindicância foi instaurada na segunda desta semana. Ele preferiu apresentar defesa prévia em 18 de agosto, pelo fato de a denúncia ao CNJ ter ocorrido ainda em julho. O advogado de defesa de Morastoni foi procurado, mas não se pronunciou.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, não há motivos para a operação ser colocada em xeque. O delegado Airton Takada, à frente das investigações, não deu entrevista.

A Operação Influenza ainda não foi concluída e um novo prazo, que expira em 4 de setembro, foi pedido pelo delegado para a conclusão do inquérito da operação. Será solicitada prorrogação por mais 30 dias. A Operação Influenza levou à prisão de 24 pessoas no dia 20 de junho, entre elas os ex-executivos da Agrenco Antônio Iafelice, Antônio Augusto Pires e Francisco Ramos.


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