TRE impede Rosinha de tirar sobrenome ''Garotinho''

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio negou pedido da ex-governadora do Rio (2003-2006) Rosinha Garotinho para retirar o nome do marido, o também peemedebista e ex-governador Anthony Garotinho, do registro de sua candidatura à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Ela ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Rosinha havia pedido ao TRE para alterar o nome apresentado na ocasião do registro da candidatura. A alegação para retirar o "Garotinho" do nome que aparecerá na urna eletrônica foi baseada em resolução do TSE que autoriza um candidato a indicar "o nome pelo qual é mais conhecido". Ela argumentou que o objetivo era "evitar possível confusão", porque havia sido produzido material de campanha com o nome Rosinha 15. O requerimento de alteração foi feito em 28 de agosto, último dia fixado pelo TSE para verificação de fotos e dados da urna eletrônica.

De acordo com o TRE, o pedido de registro da candidatura, com o nome Rosinha Garotinho, foi protocolado em 5 de julho, data anterior ao início da propaganda eleitoral. "Conclui-se, então, que a requerente deveria observar o nome apresentado e não alterar a propaganda, já que esta tem início em data posterior ao pedido de registro", diz a decisão.

Ao indeferir o pedido, o TRE considerou que não houve prejuízo para a candidata. "Cabe realçar que não há no município outro concorrente a eleição majoritária com o nome Rosinha ou Rosinha Garotinho, isto sem falar que o nome vem acompanhado da respectiva fotografia na urna."

Partidários de Rosinha ouvidos pela reportagem relatam que a retirada do nome de Garotinho da propaganda foi motivada pela forte rejeição ao nome dele em Campos, berço político do casal. Segundo o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, pesquisas confirmam a avaliação: "Esse pedido só pode ter ocorrido em função da constatação de que a rejeição a ela é menor."


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