País gerou mais de 2 milhões de empregos formais pela 1ª vez em 2007, diz levantamento

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Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, aponta que o Brasil gerou 2,452 milhões de vagas formais em 2007. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O crescimento foi de 6,98% sobre o ano anterior, maior taxa desde que esse tipo de coleta de dados se iniciou, em 1985. Foi a primeira vez, segundo o ministério, que a geração de postos formais superou 2 milhões.

O ministro chamou atenção para o fato de que a expansão do emprego, de quase 7%, foi superior ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de 5,4%. Na avaliação de Lupi, isso é um sinal de que "a empregabilidade no Brasil está muito forte".

O país encerrou o ano passado com um total de 37,6 milhões de empregos formais. A previsão do ministro é encerrar 2008 com mais de 40 milhões de postos de trabalho registrados. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam que foram geradas nos nove primeiros meses deste ano 2,087 milhões de vagas.

Os números do Caged, no entanto, não podem ser comparados diretamente com os da Rais. Para 2007, por exemplo, o Caged detectou a criação de 1,617 milhão de postos de trabalho. A Rais chegou a um número mais alto porque, segundo Lupi, não é uma pesquisa, mas um levantamento de "dados reais fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil". No total, 6,888 milhões de estabelecimentos declararam a Rais.

O setor de serviços verificou um crescimento de 6,29% em 2007 (criação de 705,9 mil vagas). A construção civil verificou expansão de 16,11% no emprego formal (224,5 mil novos empregos registrados).

A indústria teve geração de 487,4 mil vagas, uma expansão de 7,39%. Entre os 12 setores analisados, o de mecânica foi o que mais cresceu (16,08%). As indústrias metalúrgica, com aumento de 10%, e de produtos alimentícios, alta de 9,23%, também se destacaram na criação de empregos formais. Na agricultura, foram geradas 24,8 mil vagas, um crescimento de 1,83%.

Regiões
O Sudeste foi a região que mais gerou empregos com carteira assinada: 1,392 milhão, uma alta de 7,68%.Do total de postos de trabalho formal no país, 56,7% estão no SE.

O Nordeste apresentou o segundo maior crescimento em termos absolutos (381,9 mil postos, alta de 6,17%), seguido por Sul (332,1 mil; aumento de 5,38%), Centro-Oeste (183,3 mil, subindo 6,39%) e Norte (162,5 mil postos, avançando 9,07% sobre o ano anterior).

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