Vale desmente cancelamento de encomendas

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A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) chama a atenção para os "efeitos paradoxais" para a Companhia Vale do Rio Doce, que controla um terço do comércio global de minério de ferro, diante da situação do transporte marítimo de carga.

A mineradora brasileira entrou nesse mercado em 2006 adquirindo navios quando o custo do frete reduzia sua competitividade em relação a exportadores da Austrália. Em meados em de 2008, o transporte de minério de ferro do Brasil para a China custava US$ 108 por tonelada, comparado a US$ 45 da Australia para a China.


Agora, o colapso no frete de "dry bulk" (carga seca) baixou o custo do transporte de minério de ferro do Brasil para a China a menos de US$ 10 por tonelada, pela primeira vez em sete ano. Se é bom para a Vale mineradora, é porém ruim para a Vale proprietária de navios, destaca a Unctad.


Com base nesse cenário, porém, a agência das Nações Unidas publica uma informação falsa ao se basear em artigo da Lloyd's List, de Londres. Diz que a mineradora cancelou de encomenda de 12 navios por US$ 1,6 bilhão junto ao estaleiro chinês Jiangsu Rongsheng Heavy Industry Group.


"É mentira", reagiu o porta-voz da mineradora, no Rio. A empresa já pagou US$ 240 milhões ao estaleiro pelo pacote dos 12 navios com capacidade total de 400 mil toneladas para carga a seco. O porta-voz diz que a empresa tem visão de longo prazo, e a garantia de estabilidade no frete é essencial.


O rumor de cancelamento da encomenda é atribuída a um armador grego que perdeu o pacote da Vale e passou a dar entrevistas propagando a informação falsa.


A Vale diz que possui três navios próprios. Contratou outros seis em 2007, que são operados por terceiros. E conta com os 12 navios que serão construídos na China, o que dará um fôlego para os estaleiros chineses ameaçados de fechamento com a crise

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