Lula cria linha de crédito do PAC

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O Presidente Lula deve lançar em breve uma nova medida para injetar crédito na economia e tentar evitar atrasos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), disse ontem que o governo praticamente já fechou a criação de uma nova linha de financiamento para o capital de giro de empreiteiras que executam obras do PAC.

A linha servirá para dar fôlego às empresas para que elas consigam concluir os serviços e receber por eles. Uma construtora que presta serviço para o governo só recebe depois de entregar uma determinada etapa da obra. "No meu Estado, por exemplo, a principal obra do PAC é a duplicação da BR-101, e temos várias empreiteiras que tocam a obra e recebem pelo trecho executado em 10 ou 15 dias. Mas, como elas estão com dificuldades para conseguir capital de giro, também têm dificuldades para executar a obra."

Ideli disse que conversou no último dia 18 com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ele havia afirmado que os estudos para a criação dessa linha estavam na reta final.

"Hoje houve uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vários ministros e foi batido o martelo. Faltam apenas pequenos ajustes", afirmou. Ela acrescentou que todas as empresas que têm contratos de obras do PAC poderão acessar esse empréstimo.

A senadora disse não saber o valor total que será disponibilizado para essa linha de crédito, mas disse que já ouviu, em momento anterior, que seria algo na casa dos R$ 5 bilhões. "Mas não tenho confirmação", ponderou. Segundo ela, provavelmente os recursos serão desembolsados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o prazo para o pagamento deverá ser de até 36 meses. O valor de cada operação será de até 20% do contrato ou até 20% da receita anual da empresa.

A garantia, segundo Ideli, será o próprio recebível do PAC. Ela disse que a solução deverá ser anunciada rapidamente. "O presidente está que nem um siri na lata para resolver esse assunto", disse Ideli, classificando a nova medida como um "PAC do Financiamento".

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