Jornal do politico do PPS era usado para lavar dinheiro

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Na série de depoimentos ao Ministério Público e à PF, Durval Barbosa, secretário transformado em algoz de José Roberto Arruda (DEM), afirma diversas vezes que, além de usar a propina paga por empresas para abastecer o mensalão, o governador se serviu do dinheiro para "enriquecimento pessoal".

Barbosa acusa Arruda de ser "sócio oculto" de duas empresas: a Danluz e a Nova Fase, ambas com contratos no governo do Distrito Federal. A primeira é uma construtora que toca grandes obras em Brasília e tem entre seus clientes o jornal "Tribuna do Brasil", cujo proprietário, Alcyr Collaço, foi flagrado colocando dinheiro na cueca. A segunda, de consultoria, presta serviços à Codeplan, foco inicial do escândalo.

Nos depoimentos, Durval Barbosa diz que, para entrar na sociedade da Nova Fase, Arruda teria pago R$ 5,8 milhões, obtidos por meio de superfaturamento de um contrato de R$ 27 milhões. A empresa foi multada em R$ 4 milhões pela Justiça Eleitoral por doações ilegais na campanha de 2006.

Barbosa sugere ainda que Arruda teria comprado terrenos e um haras. Em 2006, o "demo" declarou à Justiça Eleitoral R$ 598 mil em bens. Com exceção de um apartamento em Brasília, os imóveis eram em Minas.

Um conhecedor dos personagens envolvidos explica a peculiaridade do atual escândalo em Brasília: "Não é briga de gangues. É briga dentro da mesma gangue".

Paulo Octávio (DEM), o multimilionário vice de Arruda, carrega na capital o apelido de "Trintinha".

Relator do processo de expulsão de Arruda do DEM, o ex-deputado José Thomaz Nonô passeou pelo Congresso levando a tiracolo fotos de suas mais recentes expedições de pesca.

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