Google fotografa SP e não descarta proteção policial para ir a locais perigosos

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Ser fotografado na rua em situações e locais constrangedores não é mais preocupação apenas de celebridades desde ontem na Grande São Paulo.

O Google espalhou pela região metropolitana 20 carros equipados com câmeras que registrarão imagens em 360º para o serviço Street View, no qual é possível transitar virtualmente entre ruas das cidades, fachadas e pessoas.

A ideia é registrar imagens de toda Grande São Paulo em vias "acessíveis por carro", inclusive favelas, segundo Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.

A empresa tomou precauções. Contratou especialistas em segurança para mapear possíveis "áreas de risco", onde os carros um tanto chamativos (vermelhos, adesivados e com uma torre de câmeras no teto) possam não ser bem recebidos. O Google não descarta usar proteção policial.

"Damos a orientação aos motoristas -"Aqui você não vai", "aqui pode ir, mas não tão cedo". Já fizemos isso em outros países", diz o engenheiro Marcelo Quintella, sem revelar os locais de restrição.

"Caso tenhamos algum problema, avaliaremos se há necessidade de pedir proteção policial. Por enquanto, ainda não pedimos", diz Quintella.

Os trabalhos começaram ontem, em regiões como a da avenida Paulista, e não há previsão para as imagens irem ao ar. Belo Horizonte já foi fotografada, e o Rio de Janeiro é a próxima cidade brasileira da lista do Google.

Em países como Inglaterra e Suíça, os veículos foram recebidos com protestos de moradores que se queixavam de excesso de exposição.

Uma vez clicada, a imagem (por exemplo, do namorado infiel de braços dados com outra) fica gravada na paisagem virtual do site, que toma ao menos dois cuidados: borra a imagem dos rostos (ainda assim, as figuras ficam bem reconhecíveis pelo corpo) e promete atender a quem se disser prejudicado pela cena.

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