"Economia serve para gerar emprego e consumo", diz José Serra

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O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse ontem que economia "serve para gerar empregos e consumo", ao prever mais investimentos em infraestrutura de transporte no país caso seja eleito. "Eu não estou fazendo promessa, estou fazendo anúncio", disse o pré-candidato tucano no "Programa do Ratinho", no SBT.

Depois de atacar a política de juros do Banco Central na segunda-feira, Serra manteve ontem o discurso pró-crescimento econômico na TV. Disse que o Brasil precisa investir mais em hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos e ressaltou que irá reforçar o tema do emprego aos jovens junto ao programa Bolsa Família por meio da melhoria da educação formal e da maior oferta vagas no ensino profissionalizante. "Tem que inundar o Brasil com isso", referindo-se às escolas técnicas.

Serra citou que em sua recente gestão no governo de São Paulo, o número de alunos matriculados em cursos profissionalizantes saltou de 70 mil pata 170 mil. "Deu muito certo dar profissão para a garotada", afirmou. O pré-candidato do PSDB defendeu ser necessário "dar força" à agricultura e chamou o setor de "galinha de ovos de ouro" do Brasil, pois além de criar empregos, gera exportações.

Serra afirmou que, se preciso, mudará a Constituição para instituir o Ministério da Segurança Pública. "O governo federal tem de se envolver e supervisionar os Estados que não estão trabalhando bem. Se for necessário, mude-se a Constituição, mas não acho que seja necessário", disse

O pré-candidato citou a Bahia como exemplo negativo na questão e disse que o índice de homicídios na Bahia é três vezes maior ao de São Paulo e 50% superior ao da média nacional. É lá que Serra fará o lançamento oficial de sua candidatura no mês que vem.

Sobre as recentes afirmações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o próximo presidente terá de repensar a questão da CPMF, derrubada em 2007, para prover mais recursos à saúde, disse ser preciso tratar o assunto no contexto de uma reforma tributária. Afirmou que os gargalos na área têm relação com emenda constitucional que ele fez aprovar quando era ministro da Pasta, mas que não foi regulamentada. A emenda prevê investimento mínimo em saúde em 12% da arrecadação para Estados, 15% para municípios e alinhamento ao crescimento do PIB e da inflação ao governo federal.

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