Novo comando do PSDB deixa Serra de fora

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O ex-governador de São Paulo José Serra perdeu a briga interna pelo comando do PSDB e pela liderança na fila de pré-candidatos da legenda ao Planalto em 2014. No novo balanço de poder, definido ontem na convenção nacional do partido em Brasília, o grupo do senador Aécio Neves (MG) ficou com o comando de postos-chave na máquina partidária.

A saída para a disputa interna foi entregar a Serra a presidência do Conselho Político, apontado por muitos como prêmio de consolação. A decisão, confidenciaram tucanos, coloca Serra mais próximo da disputa pela Prefeitura de São Paulo.

O deputado Sérgio Guerra (PE) segue na presidência da sigla. Para primeiro-vice foi escolhido o ex-governador Alberto Goldman, aliado de Serra. Aécio conseguiu manter na secretaria-geral o deputado Rodrigo de Castro (MG).
Depois de uma madrugada tensa de negociações, Serra acabou forçado a recuar da pretensão de presidir o Instituto Teotônio Vilela (ITV), entregue ao ex-senador Tasso Jereissati (CE).

O novo conselho terá poderes para deliberar sobre alianças nacionais, fusões e incorporações partidárias, além de definir o processo de escolha dos candidatos a presidente e vice da República, quando solicitado pela Executiva Nacional. Mas Serra terá poder de mando limitado. Nenhum grupo terá maioria no colegiado.

Na lista dos seis conselheiros estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o próprio Aécio (representando o Congresso), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (como ex-candidato a presidente), e seu colega de Goiás, Marconi Perillo (representando os oito governadores do partido). Também terá lugar o presidente do PSDB.

O objeto real do duelo entre aecistas e serristas era o controle da estrutura partidária para a construção de uma candidatura presidencial na sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. No palanque, todos os discursos foram de união partidária para que o partido chegue à Presidência.

“Nossa desunião fortalece o adversário, trai nossos princípios e esteriliza nossas ações”, disse Serra. “As diferenças são normais, mas não podem falar mais alto do que a nossa união. Antes de ser oficial da política, sou soldado. E contem com esse soldado em qualquer momento.”JT

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