Superávit do governo central cresce 65%


O superávit primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) atingiu R$ 31,31 bilhões no primeiro trimestre, valor que, em termos nominais, é 65,48% maior que o obtido de janeiro a março do ano passado. O atraso na aprovação do Orçamento deste ano adiou despesas e ajudou o governo a acumular, em três meses, quase que toda a meta de superávit do quadrimestre, de R$ 33,6 bilhões. O resultado, divulgado ontem pelo Tesouro Nacional, representa um saldo equivalente a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), diante de 3,16% do PIB dos três primeiros meses de 2007. Diante desses dados, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, assegurou que o gasto público não será o "vilão" da inflação, numa resposta aos críticos da política fiscal expansionista.

Em 2008, o governo central tem de realizar superávit equivalente a 2,2% do PIB, ou R$ 62,4 bilhões. A meta fiscal consolidada do setor público é de 3,8% do PIB. Estatais federais terão de responder por 0,65%. Estados e municípios ficarão com 0,95%.

A receita total do governo no primeiro trimestre foi de R$ 170,36 bilhões, o que indica aumento nominal de 19,13% sobre o mesmo período do ano passado. A expressiva arrecadação dos tributos sobre o lucro das empresas em janeiro foi a maior responsável pelo aumento das receitas. No Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), o salto foi de 34,1% no primeiro trimestre. Na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a expansão foi de 24,5%. A arrecadação previdenciária foi de R$ 35,26 bilhões, o que representa crescimento nominal de 15,8%.

A despesa total do governo central, nos três primeiros meses de 2008, foi de R$ 107,59 bilhões, com crescimento nominal de 8,2%. Os gastos com pessoal e encargos (R$ 31,11 bilhões) elevaram-se 6,6%. Considerando custeio e capital, a despesa (R$ 30,8 bilhões) foi 9,9% maior. Na Previdência, o pagamento de benefícios consumiu R$ 45,02 bilhões, 8,1% a mais.

No primeiro trimestre, o Projeto Piloto de Investimento (PPI) consumiu R$ 1,17 bilhão, contrastando com apenas R$ 504,9 milhões no mesmo período de 2007. O salto foi de 133%. O primeiro decreto de programação orçamentária e financeira prevê que o PPI pode absorver R$ 2,6 bilhões de janeiro a abril. O valor para todo o ano é de R$ 13,8 bilhões e pode ser descontado do resultado primário .

Augustin destacou que os pagamentos acumulados (investimento total) no primeiro trimestre foram de R$ 3,89 bilhões, valor 21% maior que o da mesma época no ano passado. "O expressivo crescimento do investimento é uma mudança estrutural. O gasto não será apontado como vilão da inflação."

Ele disse que o governo está atento ao comportamento dos preços, mas, na sua avaliação, não há um aumento generalizado. Para ele, o fenômeno é mundial e está localizado nos alimentos. Augustin rebateu os críticos que chamam a política fiscal de expansionista e, portanto, pró-inflação. Apontou que, no primeiro trimestre, o ritmo de elevação da despesa foi, em termos nominais, menor que a metade da expansão da receita. Segundo ele, o perfil do gasto melhorou e o melhor exemplo, na sua opinião, é o recuo do déficit da Previdência. No ano passado, foi de R$ 46 bilhões e as projeções para 2008 são de R$ 42 bilhões.

O déficit de US$ 10,75 bilhões nas contas externas no primeiro trimestre está muito perto da previsão do Banco Central para o ano: US$ 12 bilhões. O resultado também mereceu comentário cauteloso. Ele disse que as reservas internacionais (US$ 195,28 bilhões) são confortáveis, mas alertou que é preciso "estar atento ao futuro".

O fato deste ano ser eleitoral implica limitações legais às transferências a Estados e municípios. Mas isso não significa, para Augustin, que o superávit primário será maior que o estabelecido. "Não vai mudar muita coisa na execução orçamentária deste ano", comentou.

Ele garantiu que, mesmo sem a arrecadação de R$ 40 bilhões prevista para a extinta CPMF e com o corte de aproximadamente R$ 20 bilhões no Orçamento aprovado pelo Congresso, o governo vai cumprir a meta de superávit primário neste ano. No início de dezembro do ano passado, quando era forte a pressão do Executivo para a prorrogação do tributo, essa afirmação seria impossível. "Trabalhamos com as projeções da Secretaria de Política econômica para um crescimento de 5% do PIB em 2008. Há um ciclo virtuoso de crescimento e formalização", analisou.

Galvão Bueno o pé frio que acaba com atletas brasileiros

Para a defesa do gordinho Ronaldo, a Globo achou um "homem que prefere não ser identificado" e que teria passado por uma situação igual à do jogador, notícia ontem pelo mundo inteiro, como deu a Record
É no minimo estranho, aparecer assim do nada "um homem" para defender Ronaldo.E na Globo! Justo na Globo. Está com cara de armação Global.



Ronaldo, "O Fenômeno", foi criado pela Globo e Galvão Bueno. Antes de Galvão iniciar a cruzada para endeusar o antigo Ronaldinho jogava bem, fazia sucesso nos gramados e fora deles. Entrou Galvão e seus berros, Ronaldo despencou pelas tabelas, é um jogador em decadência.

A vez de Daiane dos Santos

Daiane dos Santos, sem dúvida nenhuma ganhou grande notoriedade no Pan-Americano de Winnippeg em 1999.Foi uma marco para nossa Ginástica.
Daiane Garcia dos Santos (Porto Alegre, 10 de fevereiro de 1983) é uma ginasta brasileira. Foi revelada pelo Centro Olímpico de Curitiba,a primeira ginasta brasileira a conquistar medalhas de ouro em mundiais, é uma das maiores esperanças do país.

Era totalmente desconhecida em nosso país, mas brilhava mundo a fora longe dos holofotes da Globo e da urucubaca do Galvão Bueno. Um dia, a moça chegou no Brasil com a medalha de ouro na bagagem. Galvão Bueno, passoo a endeusar Daiane, a Globo, transmitia ao vivo os passos de Diane até para uma rápida parada no banheiro.

Daiane, operou o joelho, uma, duas, três....caiu de rendimento, não fez mais bonito, coleciona derrotas...É uma atleta em decadência.

Guga

O maior jogador da história do tênis brasileiro, Gustavo Kuerten

Gustavo Kuerten (Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, 10 de setembro de 1976), conhecido como Guga, apelido afetivo é um famoso tenista profissional brasileiro, o maior da história do país.

Guga ganhou o Open da Austrália,Open da França,Wimbledon,U.S. Open.Seu primeiro grande feito foi ajudar o time brasileiro da Copa Davis a derrotar a equipe da Áustria em 1996 e alcançar a primeira divisão da competição, o Grupo Mundial. Depois de dois anos como profissional, em 1997 Kuerten elevou-se à posição de jogador número 2 do Brasil, ficando classificado abaixo somente de Fernando Meligeni.

No mesmo ano, tornou-se o primeiro tenista masculino brasileiro a vencer um torneio em simples do Grand Slam, a série das quatro mais importantes competições de tênis do circuito profissional mundial.

Todas às vitórias de Guga eram apenas comentadas na imprensa, sem serem "televisionadas". No Brasil, Guga era um nobre desconhecido. A Globo, de olho nos patrocinadores e, em como fazer dinheiro, escalou Galvão Bueno para endeusar Guga. Com rritos histéricos de Galvão Bueno ao vivo e a cores, a Globo passou a transmitir os jogos de Guga.

A partir dai, Guga caiu de produção, fez cirurgias, não foi mais o mesmo.Na na terça-feira 15,de março de 2008 em São Paulo, Guga anunciou sua despedida dos torneios profissionais.Chegou ao fim a era Guga. O maior tenista brasileiro de todos os tempos. É o pé frio de Galvão Bueno em ação.


Felipe Massa

Felipe Massa foi o protagonista de uma das maiores mudanças na Fórmula 1 nos últimos tempos: deixou a Sauber e foi contratado como piloto principal da Ferrari no lugar de Rubens Barrichello, agora defensor da Honda. Em seu segundo ano na escuderia italiana, Massa chegou a lutar pelo título mundial, mas acabou festejando a vitória do seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen Massa teve uma trajetória vitoriosa nas categorias de base até chegar na Fórmula 1. Foi campeão na F-Chevrolet brasileira em 1999; da F-Renault italiana em 2000 e da F-3000 européia em 2001. Esteve na Sauber em 2002, 2004 e 2005 e na temporada intermediária foi piloto de testes da Ferrari.

Felipe teve um só azar na vida. Encontrar em seu caminho a Globo de Galvão Bueno. Galvão tentou fazer de Felipe o sucessor de Ayrton Senna, fez comparações, griou, berrou nas transmissões de F1. A partir da entrada de Galvão com a narração escandalosa, Felipe passou a colecionar derrotas, quebras no carro e outros problemas eté então nunca visto. Há um mês atrás, Galvão decretou em uma transmissão que Felipe não desputaria o título esse ano por estar muito atrás na pontuação...É o pé frio de Galvão derrotando Felipe.

Rubens Barrichello

Assim como fez com Felipe Massa, Galvão Bueno, tentou fazer de Rubinho, sucessor de Senna logo no inicio da carreira do piloto.

Barrichello, conquistou cinco títulos brasileiros de kart, sendo considerado imbatível na época, e foi competir na Europa. Foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estréia, 1990, com seis vitórias, sete pole positions e sete voltas mais rápidas. No ano seguinte foi campeão da Fórmula 3 inglesa, pela equipe West Surrey Racing, derrotando David Coulthard. Aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.

Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan, na qual em 1994 conquista a sua primeira pole-position, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

Em 1997 transfere-se para a equipe Stewart, conseguindo como melhores resultados um segundo lugar, em Mônaco (1997) e dois terceiros lugares, em Magny-Cours e Nürburgring (1999).

Rubinho, em entrevista para o próprio Galvão Bueno, disse: 'Se me derem carro serei campeão Deram uma Ferrari. Foi contratado para correr pela Ferrari. Não teve êxito. É um piloto em decadência. É a o pé frio de Galvão derrotado Rubinho



Iguais e esses casos mais conhecido, existe outros milhares em que Galvão colocou o dedo podre acabou com o atleta. Porém, vamos agora, nos preocupar com a ginasta brasileira Jade Barbosa que levou a medalha de prata na final dos saltos da etapa de Cottbus da Copa do Mundo, e já começa a ser endeusada pela Globo e por os gritos histéricos de Galvão Bueno

Quem representa o povo?

É louvável a iniciativa do governo, sob a responsabilidade do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, de promover debate sobre a modernização das relações entre capital e trabalho no Brasil. Trata-se de tarefa hercúlea, mas absolutamente necessária. O sexagenário regime trabalhista aposta no trabalho barato e desqualificado e, ao mesmo tempo, custa caro às empresas e, portanto, à sociedade. Já passou da hora de ser reformado.

"De todas as iniciativas em que estou engajado, talvez seja essa a mais complicada e a que tem maior alcance para o país", disse Mangabeira a esta coluna. Nos últimos oito meses, ele se reuniu amiúde com lideranças sindicais e empresariais para discutir o tema. Ontem mesmo, recebeu durante uma hora e meia em seu gabinete, em Brasília, Jorge Johannpeter Gerdau.

O diálogo com a elite dos trabalhadores e dos empresários não é propriamente um desafio. O desafio é encontrar convergências entre os dois grupos e, a partir daí, fazer com que elas atendam aos interesses da maioria excluída e desorganizada. Se a maioria dos trabalhadores está fora do sistema, atuando no mercado informal, sem a proteção da lei, quem a representa numa discussão que interessaria primordialmente a ela?

O debate corporativista fracassou. Ele aconteceu no Fórum Nacional do Trabalho, criado pelo presidente Lula em seu primeiro mandato justamente para debater a reformulação dos regimes trabalhista e sindical. Eleito presidente, Lula, um ex-sindicalista, acreditou que trabalhadores e empresários, reunidos sob a batuta do governo, chegariam a um consenso sobre a necessária superação da Era Vargas. Enganou-se.

Mangabeira diz que uma mudança substancial no regime trabalhista não exige consenso entre patrões e empregados, mas uma convergência sobre temas importantes. O que ela exige de fato é uma grande base de apoio no país e no Congresso. Mas, se já é difícil encontrar convergência entre os atores organizados, mais complicado será construir o apoio parlamentar e na sociedade. "Isso tem que ser construído à luz da dificuldade que o contraste com o exemplo de Vargas demonstra - ausência de crise e democracia. Temos uma situação radicalmente diferente da situação que Getúlio operou. Não sabemos se num ambiente como o atual é possível", reconhece o ministro.

Em qualquer país do mundo, a mudança do modelo institucional das relações entre capital e trabalho não se dá de forma pacífica. Nenhuma nação fez isso sem grandes lutas. Trata-se de uma estrutura que mexe diretamente com a distribuição da renda, da riqueza e do poder.

"Não é concebível que haja uma transformação desse modelo sem conflito. O vital é saber quanto conflito. Até certo ponto, o conflito, além de ser inevitável, será benéfico. Além de certo ponto seria incompatível com a mudança. Não sabemos se vamos conseguir ficar aquém daquele ponto ótimo. Tudo isso é um experimento", confessa Mangabeira.

Democracia vai além das corporações, diz ministro

O ministro rejeita, com veemência, o papel de sistematizador de propostas alheias. Acha que cabe ao governo e ao Congresso, em nome da maioria excluída, arbitrar e propor mudanças, ouvindo antes as elites dos empresários e dos trabalhadores. Uma proposta de transformação, insiste, só avançará se tiver o apoio de grande convergência entre os dois grupos.

"Ouvi-las não significa, porém, delegar a essas lideranças a decisão a respeito do desfecho. A cortesia (de ouvir centrais e sindicatos patronais na primeira fase do debate) pode levar ao mal-entendido de que temos uma espécie de colégio eleitoral que vai definir as futuras leis do trabalho. Não pode ser assim. Isso não seria democracia, e democracia não é corporativismo", pondera. "É óbvio que não estou funcionando passivamente como secretário e anotando o que eles têm a dizer."

Lula não é mais um líder sindical, mas um líder popular, nacional. Isso, em tese, pode ajudar no projeto de mudança. Embora dê essa impressão em muitos casos, o presidente não deve governar apenas para os metalúrgicos de São Paulo e os sindicalistas em geral, ou seja, para a minoria organizada. Na reunião da semana passada com as centrais, quando foram identificadas as primeiras convergências, Lula se mostrou, segundo Mangabeira, entusiasmado com a perspectiva de uma transformação profunda do regime trabalhista.

O ministro, claro, está ainda mais animado. Encara sua passagem pelo governo como uma chance de ouro para imprimir suas idéias, mas não só isso - ele quer vê-las implementadas. Tendo atuado anteriormente como assessor e guru intelectual de três líderes nacionais - Ulisses Guimarães, Leonel Brizola e Ciro Gomes -, só agora, na gestão de Lula, de quem foi crítico mordaz durante a crise do mensalão, ocupa cargo de destaque.

A caminhada é longa. No início dos debates, as centrais desconfiaram que toda a discussão era para flexibilizar os direitos trabalhistas, algo que interessa aos empresários. Depois, concordaram que, da forma como está, o regime de Vargas exclui mais do que inclui trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, julgaram que acabar com a contribuição patronal sobre folha seria expor a previdência a ataques e mudanças radicais (nas regras das aposentadorias). Adiante, os sindicalistas sugeriram a taxação do faturamento das empresas como um sucedâneo da contribuição patronal. Depois, a maioria das centrais aceitou o fato de que taxar o faturamento penalizaria as empresas intensivas em capital, as mais produtivas. Surgiu, daí, a primeira e mais importante convergência até agora- a de que a contribuição sobre folha deve ser substituída por um imposto geral.

"Confesso que fiquei surpreso com a convergência alcançada, mas tenho que qualificar isso: é muito mais fácil prestar-se a essa convergência em reuniões fechadas. A dinâmica das centrais pode mudar diante dos sindicalizados", diz Mangabeira.

Ao lançar um debate crucial para o país, o governo Lula, na prática, criou um teste para si mesmo - ou avança e decide pela maioria ou agarra-se às minorias e governa para poucos.

Lula pede diplomacia e vice paraguaio endurece discurso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar os ataques de países industrializados à produção de biocombustíveis e a comentar o recente desencontro de interesses com o Paraguai em relação à energia elétrica produzida na usina de Itaipú.

Sobre os biocombustíveis, Lula criticou o fato do produto ser acusado de ser um dos principais culpados da escassez de alimentos e subseqüente alta nos preços de produtos alimentícios em todo o mundo e aproveitou a ocasião - uma cerimônia de formatura de diplomatas pelo Instituto Rio Branco, do Itamaraty - para atribuir à política externa brasileira, sobretudo ao foco dado às relações com países do hemisfério sul, o estado de relativa segurança experimentado hoje pela economia do País frente à crise de crédito nos Estados Unidos.

De acordo com o presidente, a diversificação nas relações comerciais do Brasil é o que separa a situação econômica atual do cenário enfrentado em 1997, com a crise dos países asiáticos. "Dessa vez nós estamos não tão tranqüilos, mas maduramente tranqüilos e assentados. Já não dependemos mais de uma potência ou de duas potências, temos produtos para vender em vários lugares do mundo e temos dinheiro para comprar em vários lugares do mundo", disse.

Lula chamou de "distorção absurda" as críticas de nações desenvolvidas ao cultivo de oleaginosas e cana-de-açúcar para a produção de combustível. E cobrou o fim dos subsídios agrícolas na Europa como forma de aumentar a produção de alimentos no mundo "Se os países ricos desejam realmente aumentar a oferta de alimentos, por que não eliminam os subsídios que dão à sua agricultura", questionou Lula, em seu discurso. "Isso estimulará a produção nos países mais pobres que têm mais terras, mais mão-de-obra e, agora, como ficou provado no caso do Brasil, tecnologia avançada. Espero que essa discussão tenha impacto positivo na Organização Mundial do Comércio", acrescentou o presidente.

Paraguai

Ao Paraguai, que pleiteia a revisão de contrato na compra de energia excedente produzida em Itaipu e teria reavivado a disputa territorial com o Brasil na área de fronteira vizinha à hidrelétrica binacional, o presidente destacou que os objetivos de longo prazo da política externa brasileira devem se basear na cooperação, e não no confronto. "Não importa se nosso interlocutor é de um país grande ou pequeno, o respeito tem que ser recíproco. O Brasil procura tratar cada parceiro com a mesma atitude de concórdia, abertura ao diálogo e desejo de chegar a um denominador comum", disse o presidente.

O Brasil paga US$ 1,5 bilhão por ano pelo excedente da parte paraguaia da produção de energia em Itaipu, algo em torno de 45%, dos 50% de eletricidade que cabem ao país vizinho na divisão de energia gerada pela hidrelétrica. Desse montante, o Paraguai fica com US$ 400 milhões e o restante do dinheiro vai para o pagamento da dívida de financiamento da obra de construção da usina.

Diálogo

Em visita ao Brasil, o vice-presidente paraguaio eleito, Federico Franco, se disse favorável ao diálogo para renegociar o preço da energia produzida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, mas num discurso duro, afirmou que o Paraguai não vai abrir mão da renegociação. "Esse é o princípio das conversas", disse Franco. ‘Quando o Brasil vir que a autoridade paraguaia não se vende, vai mudar seu temperamento. Não vamos nos submeter, não vamos trair a vontade do povo", completou.

Apesar de não falar em valores, o vice-presidente paraguaio disse que o objetivo é buscar um "preço justo" pela energia. "O preço justo vai surgir no diálogo. É óbvio e natural que não se pretende chegar a um preço justo de um dia para o outro", disse.

Franco se reuniu ontem com o vice-presidente José Alencar no Palácio do Planalto e com deputados e senadores do Paraná (região de Itaipu) no Congresso Nacional. Apesar das declarações de Franco, José Alencar negou que o assunto principal da reunião tenha sido Itaipu. "Ele fez uma visita de cortesia", disse. "Eu não conheço o pleito deles porque não se tocou nisso (no assunto Itaipu)", completou.

Alencar disse também que o Acordo de Itaipu é "intocável". "O Brasil sempre foi generoso com o Paraguai. O acordo é intocável e não foi objeto de tratativa entre nós", comentou. Segundo Federico Franco, na reunião com parlamentares, tratou-se também da possível construção de uma segunda ponte entre os dois países e da simplificação de tributos em Ciudad del Este e Foz do Iguaçu.

Estudo revela que só 15% vivem de esmola

Na maioria homens, que sabem ler e escrever, trabalham para se sustentar, mas se afastaram de casa por problemas de álcool, drogas, desemprego ou desavenças familiares. É esse o perfil, traçado por uma pesquisa inédita divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), das pessoas adultas que vivem em calçadas, praças, viadutos, avenidas, lixões, praias e obras abandonadas do país. De acordo com o estudo, feito em 71 municípios brasileiros, os moradores de rua representam, em média, 0,061% da população que habita essas cidades. Foram identificadas no levantamento 31.922 pessoas, das quais 27% pernoitam em instituições de abrigos. O restante fica nos espaços públicos em tempo integral.

Dos 71 municípios pesquisados, 23 são capitais de grandes cidades. Não entraram no estudo São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. As três primeiras cidades ficaram de fora por já terem pesquisas semelhantes, com resultados qualitativos muito parecidos. Porto Alegre pediu sua exclusão da amostra porque está realizando atualmente um levantamento com o mesmo objetivo. Apesar de não ter coberto o país inteiro, o estudo, na avaliação de Ana Lígia Gomes, secretária nacional de Assistência Social do MDS, é fundamental para a elaboração de ações públicas voltadas para os moradores de rua.

Ela destaca que o levantamento derrubou mitos a respeito das pessoas que moram na rua, como o de que a maioria vive de esmola — caso de apenas 15%, de acordo com a pesquisa — e de que teriam origem rural. O levantamento mostrou que 70%, entre os que se encontram fora de sua cidade natal, vieram de zonas urbanas. “Isso é importante para mostrar o verdadeiro perfil dessa população que precisa ser atingida por programas sociais”, diz Samuel Rodrigues, integrante do Movimento Nacional de População em Situação de Rua.

O sustento de 27,5% dos moradores de rua, conforme a pesquisa, vem da coleta de material reciclável. A atividade de flanelinha é exercida por 14,1%. Valfrido Cristovão, baiano de 37 anos, uniu as duas tarefas. Desde que chegou de Salvador com a esposa e uma filha na esperança de ganhar um lote no Distrito Federal, há oito anos, ele mora na rua. Com o dinheiro de quatro meses de trabalho como flanelinha, conseguiu comprar um cavalo e uma carroça para catar material reciclado. Vende o resultado da coleta quinzenalmente para uma fábrica de papel, pelo preço médio de R$ 500.

“Até que conseguimos um dinheirinho bom. Muita gente ajuda. Agora há pouco mesmo passou um carro deixando marmitas. Recebemos cesta básica. Se a gente tivesse uma casa, dava até para montar um armazém”, diz Valfrido, que se fixou há menos de dois meses em um gramado na Asa Norte. O anseio dele, atualmente, é juntar recursos para comprar um terreno barato em alguma cidade próxima ao DF. “Acho que dentro de mais uns meses, quem sabe, conseguiremos”, prevê o morador de rua, entre panelas, copos, uma mesa com menos de um metro de altura e um fogão a lenha improvisado.



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As notas dos 103 cursos avaliados pelo Enade

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QUEM SÃO

Confira o perfil dos moradores de rua no Brasil
82% são homens
52,6% recebem entre R$ 20 e R$ 80 por semana
35,5% se afastaram de casa por problemas com álcool e drogas, 29,8% por desemprego e 29,1% por desavença com a família
27,5% trabalham catando material reciclável e 14,1% são flanelinhas
15,7% têm na esmola seu principal sustento
45,8% sempre viveram no município onde se encontram
Dos 54,2% que já passaram por outras cidades, 72% são provenientes de zonas urbanas
74% sabem ler e escrever, 17,1% não sabem escrever e 8,3% apenas assinam o próprio nome . -Do Correio Braziliense-

Governador é vaiado em seu próprio Estado


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), aplaudida, ontem, durante cerimônia de lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Osasco (Grande São Paulo). O tucano foi hostilizado ao discursar e Marta aplaudida quando foi citada pelo locutor do evento.

Apesar da vaia, Serra ressaltou em seu discurso a importância de estar no palanque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de pertencerem a partidos políticos diferentes. Lula também destacou a importância de receber "todo mundo bem", porque o lançamento do PAC é institucional.

– Não pode ter clima eleitoral, senão vão dizer que estou fazendo campanha. Isso aqui (o lançamento do PAC) é um ato institucional – afirmou o presidente.

Em Osasco, as obras do PAC prevêem a urbanização de dois assentamentos precários custeados pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

Vaias
Essa não é a primeira vez que um governador tucano é vaiado durante cerimônia do PAC. O mesmo ocorreu no início do mês com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre.

Na ocasião, Lula defendeu a governadora das vaias e pediu que o público compreendesse que o seu compromisso de governabilidade, o que incluiu a participação de políticos de outros partidos.

– Eu ainda tenho que visitar muitos Estados do Brasil. (...) E, se a gente transformar o PAC em uma manifestação político-partidária, quando é um ato institucional, eu vou ter muita dificuldade de completar as viagens que eu tenho que fazer para o PAC – afirmou Lula em Porto Alegre.

Cresce chance de Aldo entrar na disputa


O bloco formado pelos partidos de esquerda (PCdoB-PDT e PSB) se uniu ontem em São Paulo a outros cinco partidos (PRB, PV, PHS, PSC e PSL) para se contrapor à polarização entre petistas e tucanos na sucessão paulistana, em um evento que acabou servindo de palco para fortalecer a candidatura do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Seu discurso, para cerca de 300 pessoas, foi o mais longo, extrapolando os cinco minutos concedidos aos representantes de cada uma da oito legendas. Nele, destacaram-se críticas veladas ao governador José Serra (PSDB) e ao prefeito Gilberto Kassab (DEM): "Nossos governantes se preocupam com a política mesquinha, em dominar prefeituras para disputar cargos estaduais e federais". Disse ainda que "São Paulo tem sido administrada pelos governantes que passam por aqui pensando no governo do Estado e na Presidência da República, como se fosse uma estação ferroviária de baldeação" e que "o problema mais grave é político, da incapacidade de seus governantes de perceberem seus problemas". Também destilou clichês sobre a cidade, classificando-a como a "maior metrópole do hemisfério sul" ou "centro industrial-cultural-comercial da América Latina" e "síntese da diversidade" e "próspera e pujante, injusta e desigual".

Aldo tem articulado sua candidatura. Ontem, depois do evento, encontrou-se com artistas, intelectuais e sindicalistas. O comunista já é tido por dirigentes de outros partidos do chamado "bloquinho" como o nome certo do grupo para a disputa, já que os outros dois pré-candidatos, os deputados Paulinho da Força (PDT) e Luiza Erundina (PSB) enfrentam problemas. Paulinho é alvo de investigação na mais recente operação da Polícia Federal, a Santa Teresa, que apura desvios de recursos em financiamentos do BNDES. O trabalhista ontem sequer apareceu no evento, sob a alegação de que estava ocupado com os preparativos dos festejos do feriado do Dia do Trabalho. Além disso, acredita-se que ele não teria um patamar de votos que não superaria 10%. Já Erundina ainda não definiu sua pré-candidatura e enfrenta problemas internos em seu partido a ponto de uma liderança socialista apontá-la como "isolada" na sigla. Ela também não compareceu ao encontro de ontem.

Entretanto, embora ao menos no discurso a linha seja da candidatura própria do bloco, a aliança com Kassab, com a prefeita Marta Suplicy (PT) ou com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não é descartada. E, de acordo com o próprio Aldo, a pressão desses partidos cresceu depois do anúncio do apoio do PMDB à candidatura Kassab.

"Assédio é uma palavra muito forte para o que esta acontecendo. Diríamos que o interesse que não se manifestava tão vivo anteriormente passou a se manifestar de forma mais forte", afirmou.

De acordo com o presidente municipal do PSB, vereador Eliseu Gabriel, não haveria entre Marta, Alckmin e Kassab um preferido do bloco. "Não há aliado preferencial pois não há grandes diferenças programáticas entre eles. A gestão Marta e Kassab são semelhantes tanto quanto as gestões de Lula e FHC", disse.

O apoio do bloco a Marta, porém, parece o mais difícil de ser realizado. pelo PSDB, devido a decisão da Executiva Nacional do PT, anteontem, de não aceitar a composição com os socialistas em Belo Horizonte. Com o PCdoB, pelo falta de apoio dos petistas à reeleição de Aldo para a presidência da Câmara, o que pode ter ser a causa da declaração do comunista ontem sobre um eventual apoio seu ao PT: "Há chance de aliança se o PT não tiver candidato".


PAC vai expandir o saneamento na Grande Aracaju


Em termos de saneamento básico, os investimentos que serão realizados em Sergipe com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, algo em torno de R$ 600 milhões, transformarão, da água para o vinho, a fisionomia de Aracaju, capital do Estado, e vários outros municípios vizinhos. Com uma população de 500 mil habitantes, a Grande Aracaju, por exemplo, expandirá sua cobertura de esgotamento sanitário de 40% para 80%, em dois ou três anos. "Ou seja, até 2010 vamos estender para cerca de 400 mil habitantes o atendimento do sistema de esgoto sanitário, que só chega atualmente para menos de 200 mil habitantes", explica Max Maia Montalvão, diretor-presidente da Deso (Companhia de Saneamento de Sergipe).

Segundo ele, Sergipe nunca viu em tempo algum tamanho volume de recursos para serem aplicados em saneamento. "A população tem um sentimento de que as obras são muito importantes e aguarda sua realização com grande expectativa. Não há dúvida de que essas obras representarão um avanço muito grande na qualidade de vida da população", afirma Montalvão. Por isso, adianta ele, os projetos foram selecionados com rigor e discutidos com os prefeitos das regiões que serão atendidas e representantes de órgãos estaduais e federais. "O objetivo é dotar o Estado de uma infra-estrutura suficiente para trazer melhores condições para a população, e também podermos receber dignamente visitantes e turistas de outros Estados e de outros países."

Na área de saneamento, além da ampliação das estações de abastecimento de água, o governo estadual deu bastante ênfase à questão do esgotamento sanitário, uma das maiores deficiência de Aracaju e da maioria dos municípios de Sergipe. Em Aracaju, neste ano, já foram licitadas obras no valor de R$ 80 milhões, através de recursos do PAC, com a contrapartida de R$ 8 milhões do governo estadual. Os projetos começaram a ser delineados em 2007 e algumas obras já estão com ordens de serviço emitidas e outras em fase de contratações. Além dessa ação no município de Aracaju, também serão atendidas várias regiões vizinhas, como a Barra dos Coqueiros, uma área de expansão da cidade, com potencial turístico muito grande, segundo Montalvão, e o município de Nossa Senhora do Socorro. "Também estamos implantando infra-estrutura de saneamento básico em duas áreas bastante carentes de Aracaju, os bairros de Santa Maria e Coqueiral , que são regiões periféricas muito populosas", conta ele.

A Secretaria de Planejamento de Sergipe definiu também as linhas de ações do PAC na calha do Rio São Francisco, para realização de obras de esgotamento sanitário de todas as sedes municipais e alguns povoados da região, num volume de recursos da ordem de R$ 67 milhões. Serão alocados ainda R$ 20 milhões do PAC para obras de esgotamento sanitário em municípios que devem ter entre 50 mil a 150 mil habitantes. Foram listados 25 municípios nessas condições, e as obras de saneamento (distribuição de água e instalação de banheiros públicos) serão realizadas pelas prefeituras, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

Dos R$ 600 milhões previstos pelo PAC para obras de saneamento básico em Sergipe, um total de R$ 200 milhões serão destinados para a construção da barragem e da Estação de Tratamento de Água do Rio Poxim. Mais R$ 20 milhões serão investidos para a ampliação das redes de esgoto e projeto de Revitalização da Bacia do Rio Sergipe, no município de Nossa Senhora do Socorro. Em dezembro, a Deso interligou as Estações de Tratamento João Ednaldo e Poxim através de uma adutora, com cerca de três quilômetros, que será utilizada nos períodos de verão para captação de água do rio São Francisco. "Esta obra deverá proporcionar um aumento da produção e manter inalterada a capacidade de produção do sistema do Poxim nos períodos de seca", diz Montalvão.

Nenhuma das obras está ainda a pleno vapor, mas os canteiros de obras estão sendo rapidamente montados. Em julho, acredita Montalvão, todas as obras já deverão ter sido contratadas. Algumas devem demorar mais de um ano até ficar prontas. A execução dos trabalhos será feita por construtoras locais e de outros estados, e a expectativa é de que só em Aracaju pelo menos 200 trabalhadores sejam empregados quando as obras estiverem no pico de sua realização. Além disso, a Deso esperar fazer cerca de 150 novas contrações de engenheiros e outros técnicos, este ano, para os trabalhos de coordenação e fiscalização. Uma coisa é certa, avalia Montalvão: as obras de esgotamento sanitário que o PAC está financiando devem melhorar o estado do rio Sergipe, que é hoje um rio totalmente poluído. "Vamos desenvolver projetos para drenar toda a bacia."

Encontro em Washington


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, participam de um fórum de altos executivos americanos e brasileiros, em Washington, que contará também com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A primeira parte do fórum se deu em Brasília, com um encontro realizado em outubro do ano passado. Na ocasião, empresários dos dois países foram também recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A versão americana do encontro binacional teve início no último domingo e reuniu pelo menos nove representantes de empresas brasileiras e o mesmo número de altos executivos dos EUA. Entre os participantes brasileiros, estão representantes de companhias como Votorantim, Grupo Camargo Corrêa, Odebrecht, Embraer, Vale e Alcoa. Do lado americano, Citibank, Intel, General Motors, Cargill e Coca-Cola, entre outras. Os executivos serão recebidos pelo presidente Bush, na Casa Branca, em encontro que também contará com a presença de Dilma e Miguel Jorge.

Em 2006, morreram 1.339 trabalhadores em decorrência de acidentes de trabalho, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), informados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. De acordo com ele, outros 310 trabalhadores faleceram durante o trajeto trabalho-residência, 1.636 se aposentaram por invalidez decorrente de acidentes no trabalho e 3.786 por doenças profissionais. Lupi acredita que, para diminuir os números de doenças e acidentes no trabalho, é necessário conscientizar por meio de cursos de orientação e capacitação que evitem acidentes.

Cemig do Aécio compra duas empresas de transmissão


A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), empresa estatal do governo mineiro, informou ontem que adquiriu, no dia 16 último, 80% do capital de duas empresas de transmissão de energia elétrica sediadas em Santa Catarina. Foram adquiridas a Lumitrans Companhia Transmissora de Energia Elétrica e a Sistema de Transmissão Catarinense (STC), pelo valor total de R$ 77, 154 milhões, que eram pertencentes à Alupar Investimentos. A aquisição foi realizada por meio da Empresa Amazonense de Transmissão de Energia (EATE), empresa da qual a Cemig detém 25%.
A Lumitrans é uma sociedade de propósito específico, constituída para implantação e o operação da linha de transmissão de energia, ligando os municípios de Machadinho e Campos Novos.

TSE confirma condenação de eleitor que praticou boca de urna


Condenado à prisão e multa por realizar boca de urna, o eleitor Josivan Pereira Dias, da cidade de Itaporanga (SP), teve negado pelo TSE recurso no qual pedia a revisão de seu julgamento. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por ter distribuído santinhos do candidato a deputado estadual Guilherme Campos, além de ter aliciado eleitores em frente a uma escola durante o primeiro turno das eleições de 2006.

O TRE paulista aplicou multa de R$ 6,2 mil e condenou Dias a sete meses de detenção em regime inicial aberto, sanções previstas no artigo 39 da Lei das Eleições (9.504/97). Em sua defesa, Dias alegou que a decisão Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) teria violado os princípios da ampla defesa e do contraditório. Isso porque teriam ocorrido contradições entre os depoimentos de testemunhas e falta de prova robusta para condenação. Ele alegou ainda divergência jurisprudencial com julgados de Tribunais Regionais Eleitorais.

O ministro do TSE, Joaquim Barbosa, entendeu que a ação contra ele foi regularmente julgada pelo regional paulista e que a condenação está em harmonia com a jurisprudência do TSE. Para o ministro, a defesa do recorrente pretendia o reexame de provas e fatos, o que é inviável por meio de recurso especial.

A boca de urna e uma série de outras práticas de propaganda foram supridas das campanhas eleitorais em 2004. Desde então, vários parlamentares tem sido denunciados tanto pelo Ministério Público Eleitoral ou por adversários políticos de todas as legendas. Na prática, os legisladores acreditam que a repressão e a diminuição dos gastos com propaganda deixam as legendas que participam das respectivas disputas eleitorais um pouco mais iguais, sem que o poder econômico interfira na decisão dos eleitores.

Além dos casos de propaganda no dia das eleições, no TSE tem tramitado milhares de processos pedindo a cassação de mandatos de parlamentares por infedelidade partidária. Ontem, por exemplo, o Tribunal recebeu documentos da defesa do governador de Sergipe, Marcelo Déda, acusado de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral antecipada. Também ontem, os advogados do PCB da Paraíba foram intimados a manter ou não as acusações contra o governador daquele estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), também acusado de cometer abuso de poder econômico em sua campanha em 2006.

Nova candidatura de Lula à Presidência têm apoio de 50,4%


Uma maioria expressiva aprova uma mudança na Constituição para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa se candidatar novamente à reeleição, mostrou ontem pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada pelo Instituto Sensus. Entre os entrevistados, 50,4% são favoráveis à mudança constitucional para que Lula tente um terceiro mandato. Os contrários totalizaram 45,4% e 4,3% não responderam. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, os índices não são considerados definitivos. "Tecnicamente há um empate, mas ainda é um apoio muito expressivo à possibilidade de terceiro mandato", disse o diretor do Sensus, Ricardo Guedes.

Na hipótese de poder se candidatar a novo mandato, Lula foi confrontado apenas com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e teve 51,1% das intenções de voto. Serra ficou com 35,7%. Na avaliação do governo, Lula bateu novo recorde em abril, e chegou a 57,5% ante aos 52,7% em fevereiro, mês do levantamento anterior. Já a avaliação negativa oscilou de 13,7% para 11,3% neste mês.

O desempenho do presidente Lula foi aprovado por 69,3% dos entrevistados, contra 66,8% na sondagem anterior. O diretor do Sensus atribuiu a popularidade de Lula ao aumento da renda e ao crescimento econômico. "Lula está capitalizando bem o PAC, dá uma sensação que o crescimento econômico está acontecendo por causa do PAC, uma sensação de um governo eficiente", acrescentou o presidente da CNT, Clésio Andrade

Classe C busca traquejo social em aulas de etiqueta


Curso no Senac de Osasco ensina desde regras de comportamento a manejo de talheres para comer à francesa em jantar formal

"Novos ricos", antes rejeitados pela alta sociedade, agora rejeitam a "nova classe C'

A Folha para assinante conta em matéria publicada neste domingo, como a classe mais baixa no Basil estão dando a volta por cima e tornando-se cidadãos de primeira classe. A Folha não diz, mas esse sucesso se deve ao governo Lula....Num auditório lotado do Senac de Osasco, uma mesa posta exibe uma taça de vinho tinto, uma flûte de champanhe, dois pratos, um fundo e um raso, duas xícaras, uma grande, outra pequena, e fileira em que se contam nove talheres.
A julgar pela curiosidade e pelo interesse da platéia, ninguém sabe ao certo manejar aquela variedade de utensílios montados no palco para comer à francesa num jantar formal.

Uma hora depois do previsto, muito além dos 15 minutos de tolerância permitidos pelo "fashionable-late", aquele pequeno atraso chique, o motivo do encontro aparece e dá a primeira lição: "pontualidade é fundamental, não existe elegância atrasada", diz o consultor de etiqueta Fábio Arruda.

Uma das cerca de cem pessoas ali presentes que querem dominar as regras de comportamento e aprender um pouco de traquejo social, a manicure Sônia Maria Isaltina, 34, nascida numa família pobre de Osasco, na Grande São Paulo, "de pais que vieram do nada", segundo diz, permeou a pobreza e chegou à classe C, a porta de entrada para a sociedade de consumo de massa.

Num salão que hoje atende mulheres de maior poder aquisitivo, ela não sabe como se portar em certas situações e se sente um tanto constrangida. E o que os outros podem ver de inadequado no comportamento social de Isaltina, ela agora começa a perceber na massa de cerca de 20 milhões de brasileiros que migraram das camadas sociais mais baixas para a classe C só nos últimos dois anos.

"Andei de avião pela primeira vez no começo do ano. Não sabia como me comportar nem com a aeromoça nem com as dondocas. Por isso que quero fazer esse curso", afirma. "As pessoas estão começando a circular em lugares a que não tinham acesso. Acho ótimo que tenham acesso a privilégios", diz a consultora Glória Kalil. A percepção da manicure levanta uma questão de comportamento: qual o efeito colateral da expansão da baixa renda?

Nessa troca de papéis, os novos ricos, antigas vítimas da rejeição da alta sociedade, passam agora a rejeitar essa "nova classe C", nomenclatura criada por eles próprios. Antes que alguém da platéia do Senac veja certa dose de elitismo, Fábio Arruda alerta: "etiqueta não é esnobismo, é respeitar o espaço do outro". "E em etiqueta tudo tem uma orientação lógica."

Ele explica, é assim: "Tudo que entra é pelo lado esquerdo, tudo que sai, pelo direito. Imagina a confusão que seria se todo mundo sentasse nas cadeiras como quisesse..."

O público dá gargalhadas, anota tudo em bloquinhos, Arruda gesticula pra cá, as pessoas imitam de lá, e as dicas de cerimonial seguem. O foco agora é postura. "Gente, a mulher que pára assim [ele faz o gesto, de pernas abertas]. Ou veio a cavalo ou está assada. E no homem, então? Fica aparecendo o repolho."

No palco, Arruda ensina como lidar com a fileira de talheres nas laterais do prato (sempre de fora para dentro), como segurá-los (suavizando os movimentos, com os cotovelos junto ao corpo e os punhos elevados) e como não atacar a comida num jantar formal (forrando o estômago antes de sair de casa). Em dois tempos, todas as mulheres imitavam.

A empresária Daiany Nagao, 25, diz ter tido dificuldades no começo do namoro com o marido, Christian Nagao, executivo da Nike, por não saber se portar em algumas situações e fez um curso de etiqueta para aprender as regras de comportamento social. Nas novas rodas que passou a freqüentar, sentia a rejeição velada dos ricos e grã-finos. Agora, ela aponta os erros dos outros.

"Estava na ponte aérea e vi um passageiro brigando com a aeromoça porque queria beber. Com essas promoções, que cobram R$ 1 e dividem em inúmeras vezes, qualquer um pode voar", diz Dayane.

Desde Pigmalião, obra-prima de George Bernard Shaw, que ensinar etiqueta e boas maneiras sempre desperta interesse tanto de quem não tem traquejo social quanto de quem tem, ou acha que tem. Quem não se lembra de Odete Roitman, a milionária de Beatriz Segall em "Vale Tudo" que ensinou à sogra -e por tabela ao Brasil- que servir copo d'água em bandeja e sobre pires "é coisa de empregada"?

Rico de novela, aliás, é assunto da palestra no Senac. "É uma tragédia, é caricato. As pessoas copiam rico de novela, meu Deus! Aquilo é cafona no último grau", diz Arruda.

Pobre? Popular? "Nem pensar. São palavras vetadas com todas as letras da propaganda", diz um alto publicitário da agência Young & Rubicam, que detém a conta das Casas Bahia.

Dinheiro compra verniz? "As pessoas aplicam, mas é feito em barco, não dura. Limites continuam existindo. Tem gente que consegue chegar lá, mas tem de fazer direito", diz Arruda.

Supermercados dos EUA limitam venda de arroz

A alta nos preços dos alimentos devido à escassez de produtos, que provocou revoltas em diferentes países do mundo, chegou aos Estados Unidos. Redes como a Wal-Mart e a Costco impuseram limites na venda de alguns produtos, como o arroz. No caso da Wal-Mart, a medida afeta por enquanto só os centros Sam's Club, de venda em grandes quantidades e do qual é necessário ser sócio, assim como no caso da Costco.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, citado hoje pela imprensa local, a Wal-Mart afirma que tem "arroz suficiente" para os membros do Sam's Club, mas especificou que tinha decidido limitar a venda de arroz como medida "preventiva". A partir de agora, os clientes desses centros não poderão levar mais de quatro sacos de nove quilos de arroz branco importado em cada compra.

Além disso, a Costco anunciou esta semana que a demanda de farinha, arroz e alguns óleos disparou, acrescentando que, em algumas lojas da rede, as vendas de arroz foram limitadas a dois sacos por dia. A companhia afirma que, por enquanto, não planeja impor a restrição em nível nacional.

Em sua edição de hoje, o jornal "Los Angeles Times" indica que os preços dos alimentos estão aumentando a um ritmo anual de 5% nos Estados Unidos.

Brasil

No Brasil, depois do feijão, agora o arroz é o vilão da inflação. Nos últimos 30 dias, o produto já aumentou 15% nos supermercados e deve ter novas altas nas próximas semanas. No acumulado de 12 meses até março, nos supermercados de São Paulo, o feijão subiu 168,44%. Mas teve queda de preço de 12,34% no mês anterior.

"Do fim do ano passado para cá, o arroz vinha subindo em marcha lenta e até março estava com alta acumulada em torno de 5%. Mas, nas últimas semanas, deu um salto e deve subir mais", prevê o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira. O preço médio da saca do produto em abril ficou em R$ 65. Em março, era de R$ 57,70.

"O preço do arroz subiu no mercado internacional por vários motivos e há escassez do produto", diz o diretor da RC Consultores, Fábio Silveira. A demanda mundial também explodiu, lembra, principalmente na Ásia, onde se consome muito arroz. O Brasil, embora seja produtor, não teve uma safra muito boa para elevar os estoques domésticos diante de uma economia aquecida.

Para garantir o abastecimento interno e conter a alta dos preços, o governo decidiu suspender temporariamente as exportações de arroz, que poderiam chegar a 800 mil toneladas neste ano. A decisão foi anunciada ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, no Palácio do Planalto, após o lançamento de medidas de apoio à pesquisa agrícola, o chamado PAC da Embrapa.

"O Brasil é auto-suficiente em arroz e tem um pequeno estoque excedente, mas, para a segurança do abastecimento nos próximos seis a oito meses, quando virá o período da entressafra, as exportações foram suspensas", disse Stephanes, lembrando que países africanos e sul-americanos haviam demonstrado interesse em importar cerca de 500 mil toneladas de arroz do Brasil.

Outros produtos

O trigo é outro produto com alta de preço que está pressionando toda a cadeia de farináceos. "Nos últimos 45 dias, a farinha para a indústria de biscoito aumentou quase 50%. Essa alta ainda não chegou totalmente ao bolso do consumidor, mas os fornecedores já estão falando em reajuste de 20%", diz o vice-presidente da Apas.

Ele prevê para maio reajustes nos preços de macarrão, biscoitos, bolos e demais produtos que utilizam farinha de trigo como matéria-prima.No atacado, o trigo está com aumento de 55% este mês em relação a abril de 2007 e uma alta de 8% na comparação com março.

O óleo de soja, também com aumentos sucessivos, registra alta nos supermercados paulistas de 56, 18% nos últimos 12 meses até março. "O óleo de soja está custando para o consumidor em torno de R$ 3,20. Há 8 meses, custava entre R$ 1,70 e R$ 1,90", diz Moreira.

No atacado, em abril, o produto apresenta alta de 3%, mas, segundo Fábio Silveira, os preços tendem a diminuir porque a soja está caindo de preço. Na Bolsa de Cereais de São Paulo, a queda em abril no preço do grão é de 4,3% em relação a março.

"Na verdade, o que se vê mais é uma flutuação de preços, com altas e quedas. Mas o problema é que alguns dos aumentos, como é o caso do arroz, provocam um estrago maior pelo peso que têm no índice de inflação", diz Silveira. Sua percepção é que a alta de preços se esgotará logo. Em março, o preço da cesta de alimentos e produtos de higiene da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) teve aumento real de 9,58%.

Políticos do ES são alvo de ação contra fraude ao INSS


Cinqüenta mandados de prisão e 59 de busca e apreensão estavam sendo cumpridos hoje, no Espírito Santo, pela Força Tarefa Previdenciária, composta por servidores da Previdência Social, Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF), em uma operação de combate a fraudes contra a Previdência no Estado. Entre os acusados de envolvimento no esquema está um deputado estadual, perito médico licenciado do INSS, que já foi vereador do município capixaba de Cariacica mais de uma vez.

Também integrariam a quadrilha o vice-prefeito de um município do Espírito Santo, um vereador, peritos médicos do INSS, assessores parlamentares do deputado, despachantes, além de médicos e funcionários de clínicas particulares. A operação foi batizada de "Auxílio Sufrágio" porque os investigadores encontraram indícios de aproveitamento político-eleitoral por parte de alguns integrantes da organização criminosa.

Médicos particulares emitiam atestados médicos falsos, posteriormente homologados por peritos médicos do INSS, para a obtenção dos benefícios previdenciários, como auxílio-doença e aposentadoria, por invalidez. Segundo os investigadores, as fraudes vinham sendo realizadas desde 2003. O prejuízo identificado só nos últimos seis meses chega a R$ 5 milhões.

Há concentração na mídia, diz Franklin Martins

Durante Conferência Nacional de Comunicação do PT, realizada ontem em Brasília, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) disse que há uma concentração muito grande de meios de comunicação nas mãos de algumas empresas."Temos que trabalhar para diminuir a concentração que existe de meios de comunicação dos mesmos grupos, que mantêm rádios, TVs e jornais. A propriedade é totalmente cruzada e vamos ter que discutir isso, se existe uma forma para descentralizar. Não sei se existe", disse.Martins participou de um painel chamado "O governo Lula e o direito à comunicação". O tema da conferência petista era "a democratização das comunicações no país e os desafios do PT para melhorar a interlocução partidária e com a sociedade."O ministro criticou o governo por não ter resolvido problemas enfrentados pelas rádios comunitárias.

Delegado quase é levado à força para depor em CPI


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara enfrentaram hoje momentos de tensão por causa do depoimento do delegado Alexandre Neto, da Polícia Civil do Rio. Depois de duas tentativas frustradas de convocar Alexandre Neto para que ele falasse sobre o suposto envolvimento com grampos clandestinos, os integrantes da CPI descobriram que ele participava de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, a apenas 10 metros de distância da sala da CPI, falando sobre o atentado que sofreu no Rio.

Assim, em rápida deliberação, a CPI decidiu aprovar um requerimento para que a segurança da Câmara conduzisse o delegado à força para que prestasse depoimento, se não quisesse fazê-lo por vontade própria. Todas as CPIs têm poderes para tomar tal decisão e até decretar o pedido de prisão, quando achar necessário.

A decisão incendiou o ambiente na Comissão de Direitos Humanos. O delegado alegou que não poderia depor na CPI porque está sob licença médica por "estresse pós trauma" por causa do impacto psicológico provocado pelo atentado, quando foram disparados nove tiros contra sua casa - um deles atingiu o dedo do delegado. Ele alegou que só tinha aceitado falar na Comissão de Direitos Humanos porque poderia expor as ameaças que sofria.

Integrantes da CPI, como a deputada e inspetora da polícia do Rio Marina Maggessi (PPS-RJ), com quem o delegado tem diferenças pessoais, rebateram esses argumentos, alegando que ele fugia da CPI. Os dois bateram boca no plenário da Comissão de Direitos Humanos. "Aqui, você não manda nada, respeite-me que estou na minha Casa", reclamou a deputada.

"A senhora não fique me xingando", rebateu o delegado. Antes disso, Alexandre Neto tinha provocado uma cena inusitada dentro da comissão, ao exibir um vídeo sobre a detenção dele pela polícia, que considerou descabida, na frente de uma boate, em Copacabana. Enquanto um telão exibia as imagens da prisão, o delegado assumiu o gosto por freqüentar boates e fez um inusitado apelo. "Eu estava lá na Prado Júnior, num daqueles inferninhos, quando houve a prisão. "Eu estava lá na Prado Júnior, num daqueles inferninhos, quando houve a prisão. Eu adoro inferninhos, e daí, ninguém tem nada com isso...ninguem tem nada a ver com a minha vida. Sou solteiro. Acho até que as deputadas daqui deviam fazer alguma coisa para regularizar a atividade das meninas", pediu.


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O presidente da comissão, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), concordou com o delegado de que a condução à força pela CPI seria um gesto ruim para a imagem da Casa. "A Comissão de Direitos Humanos não vai apagar nunca essa mancha", afirmou. "Já estou vendo as manchetes: foi nos Direitos Humanos e saiu em cana", reforçou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). "Aqui dentro, ninguém vai botar a mão nele. Se precisar, a comissão ficará em sessão permanente e nós daremos asilo ao delegado", avisou Mattos.

Foi a senha para que deputados mais moderados iniciassem uma interlocução com o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), para desfazer o impasse. Depois de mais de três horas e meia, surgiu a solução negociada entre as duas comissões, sem precisar prender ninguém. Acompanhado pelos integrantes da Comissão de Direitos Humanos, Alexandre Neto foi até a CPI dizer que não poderia depor por causa dos problemas médicos, mas se comprometia a voltar no dia 20 de maio e prestar os esclarecimentos pedidos.

CPI da Pedofilia: Pressionado, Google abre exceção inédita no mundo


A CPI da Pedofilia recebeu os dados de 3.261 álbuns privados do Orkut, cujos sigilos foram quebrados e podem acobertar pornografia infantil. O material foi entregue pelo provedor Google em ato considerado histórico. “É a primeira vez que o site disponibiliza dados de páginas pessoais. Haverá uma grande operação contra pedófilos no Brasil e em outros países. Agora temos a possibilidade de puni-los em massa”, declarou o presidente da comissão, senador Magno Malta. Dos 60 milhões de usuários do Orkut em todo o mundo, 27 milhões são do Brasil.

Pressionado, Google abre exceção inédita no mundo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga crimes de pedofilia recebeu, ontem, do site de buscas Google do Brasil os dados sigilosos de 3.261 álbuns privados do Orkut. É a primeira vez que a empresa disponibiliza dados de páginas pessoais dos usuários.

O presidente da CPI, senador Magno Malta (PRE-ES), considerou o ato histórico para o Brasil e o mundo. Para ele, a entrega do material é uma vitória da Comissão que marcará a passagem de todos os parlamentares que estão participando trabalho.

O Google entregou os discos rígidos de todos os álbuns. Hoje, encaminhará o material também em DVD. A ONG Safernet acredita que esses álbuns levarão à CPI a pelo menos 200 pedófilos. Magno Malta afirmou que na próxima reunião da CPI eles pedirão a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos.

Megaoperação

As informação serão repassadas ao Ministério Público e à Polícia Federal. O presidente da CPI garantiu que eles chegarão a todos os pedófilos.

– Haverá uma grande operação contra pedófilos no Brasil. E nós vamos colocá-los em seu devido lugar – garantiu Malta.

Em 2006, ao realizar a operação Carrossel, a Polícia Federal aprendeu mais de mil computadores com material de pedofilia. Em um deles havia mais de 5 mil fotografias. Os computadores, no entanto, tiveram que ser devolvidos para os proprietários porque não há no Brasil uma lei que puna o consumidor de pornografia infantil.

Para Magno Malta, a operação foi positiva. A Polícia Federal compartilhou o resultado da investigação com o governo de Israel, que conseguiu prender 30 pedófilos daquele país.

Outras páginas

Representantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado aproveitaram a reunião para entregar os dados de mais de quatro mil páginas do Orkut que eles investigaram quando os usuários ainda não dispunham de ferramenta de privacidade.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado também comemorou a quebra do sigilo do Orkut. Segundo seus representantes, há seis anos a comissão tenta, sem sucesso, quebrar o sigilo de vários endereços da internet.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), compareceu à reunião e firmou um compromisso público de priorizar a votação de todos os projetos que visem reprimir a pedofilia.

De acordo com estimativas da Safernet, o Google é responsável por 90% das denúncias de pedofilia no Brasil.

Campeão de ações

O Google também é campeão de ações do Ministério Público Federal de São Paulo no que se refere a pornografia infantil. Em 2007, dos 355 processos judiciais com denúncia de pedofilia, 287 eram referentes ao portal.

A empresa comprometeu-se com a CPI que desenvolverá ferramentas para coibir o crime de pedofilia na rede. Preservação dos dados dos usuários por seis meses e filtro de imagens serão os primeiros recursos desenvolvidos.

O diretor de Comunicação do Google, Félix Ximenes, ressaltou que a grande dificuldade da empresa em controlar esses crimes é causada pelo número de usuários. Dos 60 milhões de usuáriuos em todo o mundo, 27 são brasileiros.

Emocionado, Magno Malta encerrou a reunião relatando crimes brutais de abusos sexuais contra menores. Ele garantiu que a comissão será incansável na luta por leis adequadas que punam exemplarmente os criminosos.

– Esses bandidos precisam saber que há limites. E o limite é a lei-, afirmou.

Gilmar Mendes assume presidência do Supremo criticando o Presidente

Gilmar Mendes assumiu, ontem, a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que a Corte se vê constantemente confrontada com casos de enorme responsabilidade política e econômica para o país e que a solução deve ser buscada levando em conta o equilíbrio nas relações com os Poderes Executivo e Legislativo.

Antes de Mendes discursar, o decano do STF, ministro Celso de Mello fez um discurso mais duro no qual defendeu o papel da Corte de corrigir desvios dos demais Poderes. Sem citar nomes, Celso de Mello disse, para uma platéia lotada de lideranças políticas e repleta de ministros, que os cidadãos têm direito a governos honestos. "O Estado deve ser gerenciado por homens íntegros, legisladores probos e juízes incorruptíveis."

Ao lado de Mendes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu as manifestações em silêncio, pois a tradição no tribunal não permite que o presidente da República fale na Corte. "Essa Suprema Corte não se curva a ninguém, nem permite excesso dos três Poderes", continuou Celso. Ele ressaltou que o STF desempenha as suas funções "de modo compatível e fiel que traçou a própria Constituição". "Nem se censure eventual ativismo judicial exercido por essa Suprema Corte."

O discurso de posse de Mendes teve um tom mais conciliador com o presidente Lula, que estava ao seu lado, e com a classe política. Ao falar do problema das edições de medidas provisórias, que levam ao trancamento da pauta do Congresso, Mendes pediu um diálogo político para se chegar a um modelo eficiente em que o governo não seja impedido de adotar MPs, nem o Congresso de apreciá-las. "É necessário que se encontre um modelo de aplicação das medidas provisórias que possibilite o uso racional desse instrumento, viabilizando, assim, tanto a condução ágil e eficiente dos governos quanto a atuação independente dos legisladores", disse Mendes, que na semana passada liderou uma votação contra a aprovação de créditos extraordinários ao Orçamento por MPs. "Os Poderes da República encontram-se preparados e maduros para o diálogo político inteligente, suprapartidário, no intuito de solucionar um impasse que, paralisando o Congresso, embaraça o processo democrático", completou o ministro.

O STF está a um voto de aceitar ação do PSDB e derrubar a MP que concedeu R$ 5,4 bilhões de créditos ao Orçamento.

Com relação ao Congresso, Mendes negou que haja uma judicialização da política. "Esta Corte tem a real dimensão de que não lhe cabe substituir-se ao legislador, muito menos restringir o exercício da atividade política." No ano passado, o STF decidiu que os mandatos dos parlamentares são dos partidos políticos, o que gerou protestos no Congresso, onde as trocas de partidos eram comuns. Pela decisão, os políticos que mudarem de legenda estão sujeitos à perda de seus mandatos. Além disso, o tribunal confirmou o direito de a minoria no Congresso abrir CPIs ao autorizar a CPI do Apagão Aéreo. Em outra decisão inovadora, o tribunal determinou a aplicação da Lei de Greve do Setor Privado às paralisações do funcionalismo, numa crítica ao Congresso que desde 1988 não regulamentou o assunto.

Para Mendes, o Supremo "está desafiado a buscar o equilíbrio institucional". Segundo ele, o país vive hoje uma "cultura judicialista", na qual todas as questões precisam passar pelo crivo judicial para serem resolvidas. "Por mais eficiente que se torne, o Judiciário não pode tudo", completou o ministro, ressaltando que cabe à esfera política a formulação de políticas públicas. Celso de Mello também defendeu o equilíbrio entre os Poderes, mas reforçou o papel do Supremo de coibir os abusos da classe política, pois é ele que, em última instância, verifica se os atos do Executivo e do Legislativo são compatíveis com a Constituição. "Nenhum órgão estatal pode, legitimamente, pretender-se superior ou supor-se fora do alcance da autoridade suprema da Constituição Federal", disse o decano do STF. "É importante reconhecer e reafirmar que nenhum Poder da República está acima da Constituição e das leis. Nenhum órgão do Estado - situe-se ele no Judiciário, no Executivo ou no Legislativo - é imune ao império das leis e à força hierárquico-normativa da Constituição."
A posse de Gilmar Mendes reuniu, pela primeira vez, os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, e o presidente Lula. Pouco antes de entrar no plenário do STF ao lado do governador de São Paulo, José Serra, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, FHC disse que quem decide sobre as MPs é o Supremo. FHC afirmou ainda que é lamentável o episódio do suposto dossiê que teria sido feito pela Casa Civil sobre os seus gastos particulares. "Não quero entrar neste assunto que é realmente lamentável. O Brasil não merecia passar por este tipo de coisa tão baixa. Prefiro não comentar."

Ciro Gomes


SABATINA FOLHA / CIRO GOMES

"Agradeço a Deus por não ter sido eleito em 2002"
NA VICE-LIDERANÇA da mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto para a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), 50, agradeceu a Deus ontem, em sabatina da Folha transmitida ao vivo na internet pela TV UOL, por não ter sido eleito para o Planalto em 2002, quando concorreu ao cargo pela segunda vez.
"Eu não estava maduro", justificou ele, diante de quase 180 pessoas que acompanharam a entrevista de duas horas feita pelos jornalistas Mônica Bergamo (colunista do jornal), Fernando Canzian e Kennedy Alencar (repórteres especiais) e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil).
Ciro também respondeu perguntas da platéia sobre seus planos até 2010 e a relação com a mulher, a atriz Patrícia Pillar. E alfinetou um antigo desafeto, o governador paulista, José Serra, líder na pesquisa.

CIRO EM QUATRO TEMPOS

[Estou mais maduro] à força. Cada vez mais careca, cada vez mais velho [risos]. Sou exageradamente transparente. Já passei do limite muitas vezes, ao dizer coisas que não precisava dizer. Errar mesmo, por vaidade, arrogância. Mas você vai aprendendo

Há uma exigência da sociedade nessa matéria, a ética. Anos atrás, na hierarquia das preocupações estava o desemprego, a inflação etc. A sociedade coloca outros níveis de exigência, e isso é muito bom

Você acha mesmo que eu tenho desapreço pela imprensa como gênero? Não tenho. Agora, às vezes, com a responsabilidade que eu tenho, devo dizer que uma imprensa monolítica, partidária e conservadora faz mal ao país

Eu conheço a ministra Dilma. Sei da sua seriedade, da sua compostura, da sua ética, do seu talento e sei que está dedicada 24 horas por dia a servir ao país da melhor forma possível. Dizer que foi a Dilma porque ela está em cima da Casa Civil é calunioso


2010
"Quem tem a experiência que eu já acumulei, há de ter a maturidade de saber que qualquer vatícinio feito hoje para afirmar fatos de 2010 é bastante temerário. Fico bastante distinguido, honrado. Mas eu só decidirei se sou candidato se entender que a candidatura serve ao país. Essas foram as razões pelas quais eu me candidatei nas eleições anteriores. Eu não serei candidato de mim mesmo, não faz sentido isso.
A situação de 2010, vendo hoje, acho que o que vai estar em jogo é, de um lado, a institucionalização do avanço extraordinário que o país está experimentando. A grande tarefa é ajuizar diante da nação brasileira a tarefa de institucionalizar isso, fazer com que isso não dependa de boa-fé de canetada de fulano, de voluntarismo, de boa vontade, de personalismo.
Suponha que o PT tenha um candidato, é legítimo, o PT é o maior partido do Brasil, tem absoluta raiz na vida social brasileira. Mas, eventualmente, o PT pode lançar um candidato que não represente, a juízo do meu partido, de outras forças da opinião brasileira, essas graves questões que estão em jogo. Eventualmente, pode esse mesmo grupo de opinião pensar que eu posso melhor interpretar isso. Nesse caso, eu poderei ser candidato."

VICE DE AÉCIO
"Pode ser que o país precise que eu seja coadjuvante de uma chapa que, necessariamente, tem que ser encabeçada por alguém que vai servir ao país melhor que ninguém mais. Nenhum problema. Agora, eu solicito que se registre aqui que não estou dizendo que admito ser vice do Aécio. Admito examinar o assunto na ocasião própria. O que posso dizer é que o governador Aécio Neves é um belo produto da democracia brasileira. Falta a ele alguma vivência nacional, nada que ele não possa adquirir."

2002
"Foram tantos erros, foi que nem o Roberto Carlos. Eu passei por um processo... Eu estou de boa-fé, eu quero ser um cara decente, correto. Eu me aventuro muito, falo muito, não estou aqui? Quantos amigos não me disseram: "Você vai fazer o que lá?". Não tenho arrependimentos. Olhando no geral, a vida foi muito generosa comigo, mas eu digo hoje, honestamente, eu agradeço a Deus não ter sido eleito naquela ocasião. Eu não estava maduro, não estava preparado, imagine eu, eleito presidente do Brasil, contra o PT e o PSDB, e com um apoio meio inorgânico com povão. Foi muito bom, o povo disse: vai andar um pouco mais, vai aprender um pouco mais. Aliás, tive uma conversa só eu o Lula e foi comovente, ele disse: "Eu sei o que você está dizendo, também agradeço a Deus não ter sido eleito em 1989"."

DESTEMPERO
"Qualquer destempero é uma atitude que não cabe a alguém que vai servir ao país como presidente da República. É preciso que alguém julgue o destempero. Uma criança bem-educada pode falar a palavra cocô, dependendo do contexto. É evidente que eu poderia ter evitado [a discussão com a atriz Letícia Sabatella no Congresso por conta da transposição do rio São Francisco, na qual disse "eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa, às vezes suja de cocô, às vezes, mas minha cabeça, não, meu compromisso, não"], mas passamos mais de sete horas debatendo. Não houve bate-boca. Eu fiz uma figura. Poderia ter dito que Max Weber fala sobre a ética na política e identifica que ela é diferente da ética individual e familiar."

COLLOR E O PT
"Eu fico aborrecido porque o pacote é assim: pegam o jeitão do cara e insinuam que ele é desonesto, no meio de uma sociedade cansada de ver exemplos ruins. Quando eu era mais jovem, tinha muito medo. Fiquei contra ele no primeiro e no segundo turno em 1989. Jamais apoiei ele. Apoiamos o Mario Covas [1930-2001] no primeiro turno, e no segundo eu votei no Lula, isso o PT decidindo se aceitava o meu apoio ou não."

GOVERNO LULA
"Tenho uma grande afeição pelo Lula, um grande respeito, que é antigo, mas que cresceu muito na constância de minha militância sob sua liderança no governo. Não quer dizer que o governo é impecável nem perfeito. Agora, todos os números brasileiros estão melhores."

GOLPE CONTRA LULA
"Eu lembro bem quando se instalou, na minha opinião, um golpe contra o Lula, para arrastar o filho dele para uma CPI. Eu tomei a linha de frente. Isso quer dizer o quê? Que eu perdôo o que aconteceu? Absolutamente não perdôo. Mas não era causa para impedir um presidente da República, e, impedindo um presidente com uma origem popular como a do Lula, passar para a sociedade brasileira que havia uma trama de elite para melar o jogo de quem estava fazendo o salário mínimo galopar, de quem estava fazendo o Bolsa Família... Quando foi eleito o Severino [Cavalcanti, ex-presidente da Câmara dos Deputados], aquilo era um passo do golpe, para ele poder receber o pedido de impeachment. O antigolpe que acabou com tudo foi a eleição do Aldo [Rebelo, do PC do B], que acabou com o golpe. Ele foi eleito para derrotar o Lula e começar a instalar o golpe, acabou não recebendo porque aderiu."

MENSALÃO
"Por tudo quanto eu pude observar, o presidente Lula não sabia e tinha o direito de não saber. O problema se deu na conformação de uma parte da antiga direção do PT no financiamento de campanha."

JOSÉ SERRA
"Ele era [em 1994], sem favor [meu], o deputado de maior valor na bancada do PSDB. E a bancada inteira não votava nele para líder. Isso é bem exemplar. Conseguimos fazer do Serra líder da bancada na marra. Pelo valor. Não demorou, ele tira o tapete do Fernando Henrique Cardoso, que, para fazer o real, precisava que o Brasil restaurasse seu fluxo de crédito internacional.
O Serra, sem conversar com ninguém, na condição de líder do partido do ministro da Fazenda, dá a seguinte entrevista, que o PSDB é contra a revisão constitucional. Aí me liga o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique, do hotel em Nova York, dizendo: "Estou aqui trancado, não posso botar a cara na rua, porque esse aquilo, esse aquilo outro, quer tirar o meu tapete, quer sabotar o plano e só tem um cara que vai dar jeito nisso: você". Ele [Serra] desdisse [sob pressão de Ciro]. Mas nunca me perdoou. É um homem de valor, com aquelas questões outras."

ALIANÇAS
"Na eleição municipal, o principal motor é a questão local. Não tem quem faça uma eleição municipal se conformar às diretrizes das questões nacionais. A gente tenta atenuar, mas a contradição é absoluta. O governador Aécio quer evitar um confronto precoce com o PT, onde pode sair derrotado. E isso interrompe um caminho de ascensão que ele vem cultivando. O Pimentel [Fernando, prefeito petista de Belo Horizonte], por seu lado, é um quadro emergente na política de Minas e ele não quer confrontar com o Aécio e ser derrotado precocemente.
Aqui em São Paulo nós temos a companheira Luiza Erundina que é um dos quadros pelos quais eu tenho o maior respeito. E temos um talento extraordinário que é o líder da nossa bancada, o deputado Márcio França. Eu já disse a ele que, aqui em São Paulo, o que ele e os companheiros do nosso grupo fizerem eu apóio."Na Folha só para quem assina

Para Ciro, irmão precisa explicar por que levou sogra em viagem


VIAGEM DO IRMÃO
"O governador do Ceará deve se explicar, convocar a imprensa e explicar [Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, levou sua sogra a uma viagem oficial de dez dias à Europa, que custou R$ 388 mil apenas com aluguel de jatinho]. Conheço a sua boa-fé, a sua decência, e ele deve explicação. E eu peço a vocês permissão, pelo fato de ser irmão dele, de não comentar o assunto, porque não me é agradável."

PATRÍCIA PILLAR
"O tempo da gente é a gente quem faz. Eu e minha mulher, em nome do nosso amor, a gente suporta uma vida meio maluca. Eu moro na casa de minha mãe, em Sobral (CE), sendo nascido em Pindamonhangaba, dois filhos meus moram em São Paulo, meu trabalho me obriga a fazer base em Brasília, minha mulher, no Rio. O amor segura, apaga tudo. Gosto muito de cinema, como de música, de teatro. Novela, aqui para nós, só as da minha mulher."

ÉTICA
"Todas as pessoas de vida pública têm que ser decentes, e isso não é vantagem nenhuma. Eu era ministro, mandaram para mim o cartão corporativo. Perguntei como funcionava. "Bota o cartão no bolso e paga as despesas necessárias." Devolvi. No Brasil, ética virou uma coisa aeticamente manipulada."

DOSSIÊ
"Um lado da política diz que ministros ou autoridades do governo Lula usaram mal o cartão corporativo e outro lado diz que quem usou mesmo mal foi o governo Fernando Henrique.
A Casa Civil, que é senhora dessas informações, tem mais que o direito, o dever de se assenhorear de tudo. É dever funcional, na medida em que estão instaladas CPIs.
Descobri que os computadores são abertos a 20, 30, 40 pessoas. Qualquer uma é capaz de ter feito [o dossiê]. Na minha opinião, naquilo que diz respeito à ministra Dilma, não houve extrapolação. Agora, alguém vazou. E isso é crime."

IMPRENSA
"Não há vida possível para um democrata sem imprensa. Quanto mais agressiva, independente e plural, melhor. O sentimento de defesa da imprensa é minha vida. Agora, exageros, deformações, novelização do escândalo, têm sido, involuntariamente, um mal.
Eu acho que, nessa área, a menor intervenção do Estado é a melhor atitude. Controle remoto é uma das invenções mais democráticas. E ter paciência. Porque algum formador de opinião, militante da vida pública, vai dizer para as pessoas: "Presta atenção, monopólio de informação é um perigo".
Mas acho que intervenção seria muito perigosa. Tivemos recentemente um exemplo da Venezuela que não me agrada."

JUROS
"Juro alto é ruim. O [presidente do Banco Central, Henrique] Meirelles sabe disso e afirma isso. O Lula sabe disso e afirma isso. Esse grande brasileiro, o vice-presidente, José Alencar, afirma isso com eloqüência comovente. Nós estamos discutindo, e isso é um avanço. A despeito de ser um juro alto, é o menor juro real dos últimos 23 anos."

VIOLÊNCIA
"O que gera a violência é a justaposição da miséria com a opulência e a excitação da aspiração de felicidade referida a consumo. Estou inclusive escrevendo sobre isso."

RIO DE JANEIRO
"Apóio a política de segurança pública do governador Sérgio Cabral. Mas apóio convicto de que nela não faz parte matar pessoas inocentes, bandido indefeso, nem usar a violência pela violência. Apóio porque o Rio tinha uma tradição grave, explícita ou implícita, de compadrio entre o dispositivo policial e o bandido organizado. A troca era basicamente trafica droga, mas não seqüestra, não assalta banco. O Sérgio Cabral desfez esse pacto."

SÃO PAULO
"A importância de São Paulo é tão grave para o Brasil. Ai do Brasil se não fosse São Paulo."



PINGA-FOGO

ABORTO
Um tragédia humana, moral, de saúde pública. Um assunto da mulher em que o Estado não deveria se intrometer

CÉLULAS-TRONCO
Absolutamente a favor

PENA DE MORTE
Sou contra

DROGAS
Contra a legalização

SEXO ANTES DO CASAMENTO
Uma decisão dos rapazes e das moças

RESTRIÇÃO À PROPAGANDA DE BEBIDAS
Não pensei sobre isso ainda, talvez alguma

COTAS PARA NEGROS
Acho um avanço

EXISTÊNCIA DE DEUS
Acredito, claro

UNIÃO CIVIL DE HOMOSSEXUAIS
Sou a favor

GEORGE W. BUSH
Presidente dos EUA. Sem comentário

GUERRA DO IRAQUE
Demonstração da bestialidade que ainda resta no homem

CIÚME
Uma fraqueza humana

PATRÍCIA PILLAR
Meu amor

CPI da Sogra


Formada por somente dois deputados estaduais, a oposição a Cid Gomes (PSB) começou ontem a articular uma CPI para apurar a viagem que o governador do Ceará fez à Europa durante o Carnaval deste ano, em um jatinho alugado por R$ 388 mil, e que teve sua sogra entre os passageiros.

As chances de que a chamada "CPI da Sogra" seja aprovada são remotas. O governo detém o apoio de 44 dos 46 parlamentares da Assembléia Legislativa -para aprovar a CPI, são necessárias 12 assinaturas. Ainda assim, a viagem deverá ser investigada, pelo menos pelo Ministério Público Estadual.

Ontem, Cid ainda estava em viagem à Ásia, para onde seguiu, em vôo comercial, no dia 11 de abril e onde deve ficar até o dia 25. Outras viagens de Cid também estão sob suspeita de irregularidade. Na feita à Europa ele foi acompanhado pela mulher, Maria Célia, por um assessor e um secretário, com suas respectivas mulheres, e a sogra, Pauline Carol Habib Moura.

Os deputados Heitor Férrer (PDT) e Adahil Barreto (PR) querem que o governo responda ao requerimento sobre as viagens ou insistirão na CPI. A assessoria do governador não tratou do assunto. Disse que apenas ele poderá falar.

Para sorte do PSDB, Cacciola vai demorar para voltar


A decisão do príncipe Albert de Mônaco em relação à extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola pode levar bem mais tempo do que o prazo habitual de duas a três semanas nesse tipo de processo, segundo disse à BBC Brasil o novo Procurador-Geral do principado, Jacques Raybaud.A defesa de Cacciola entrou com um recurso na instância máxima da Justiça monegasca, o Tribunal de Revisão, contra o parecer favorável à extradição, concedido pela Corte de Apelações na semana passada.

Na prática, a medida deve adiar a decisão do príncipe até o julgamento desse recurso, o que pode demorar cerca de três meses.

Após a decisão da Corte de Apelações na semana passada, o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, havia dito que a extradição de Cacciola poderia ocorrer 48 horas após o parecer do príncipe Albert.

Segundo o Procurador-Geral de Mônaco, "o príncipe Albert poderá muito provavelmente esperar a decisão do Tribunal de Revisão para se pronunciar sobre a extradição".

Uma fonte ligada ao diretor dos Serviços Judiciários de Mônaco, cargo equivalente ao de ministro da Justiça, disse à BBC Brasil que em recursos anteriores contra um parecer favorável à extradição, o príncipe Albert esperou a decisão do Tribunal de Revisão, que tem competência para julgar a validade de sentenças de outras instâncias judiciais.

Cacciola foi condenado em 2005 à revelia a 13 anos de prisão pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do Banco Marka.

A ajuda do Banco Central recebida por Cacciola causou prejuízos de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, segundo conclusões de uma CPI sobre o caso.

O ex-banqueiro, que havia fugido à Itália em 2000, foi preso no ano passado pela polícia de Mônaco.

Parecer favorável

Após meses de audiências canceladas, a Corte de Apelações de Mônaco concedeu, na última terça-feira, um parecer favorável ao pedido de extradição do ex-banqueiro feito pelo governo brasileiro.

A decisão, anunciada na quarta-feira, ainda precisa ser confirmada pelo príncipe Albert, a quem cabe a palavra final nos processos de extradição e que até hoje sempre seguiu o parecer da Justiça.

Mas o advogado monegasco do ex-dono do Banco Marka, Frank Michel, preferiu não esperar a decisão do soberano e entrou com um recurso contra o parecer. "Ao mesmo tempo, solicitei ao príncipe para que não se pronuncie sobre a extradição até o julgamento do recurso", afirmou Michel.

"Um recurso no Tribunal de Revisão de Mônaco tem o efeito jurídico de suspender a decisão proferida por outra Corte. Esse recurso representa um adiamento à execução da sentença", disse uma fonte ligada ao diretor dos Serviços Judiciários de Mônaco, Philippe Narmino.

O parecer da Corte de Apelações anunciado na semana passada é parcial, ou seja, ele é favorável à extradição, com base na sentença de condenação de Cacciola, emitida pela Justiça brasileira em 2005, e, de outro lado, ele é desfavorável no que diz respeito ao mandado de prisão emitido em 2007, sob a argumentação de que os crimes de gestão temerária e empréstimos proibidos não existem na legislação de Mônaco.

"Para tomar sua decisão, o príncipe Albert irá analisar o parecer da Corte de Apelações em sua integralidade e não apenas a parte que é favorável à extradição", disse o Procurador-Geral de Mônaco.

Meses

Mesmo após a decisão do príncipe, que pode ainda levar meses, a eventual extradição de Cacciola, preso em Mônaco desde 15 de setembro, deverá levar meses para ser concretizada.

O advogado já afirmou que caso o príncipe autorize a extradição, ele entrará com um novo recurso, desta vez no Tribunal Supremo de Mônaco, que julga decisões administrativas.

Segundo um juiz do Tribunal Supremo ouvido pela BBC Brasil e que prefere não se identificar, "é impossível que o recurso contra a decisão do príncipe seja julgado antes do prazo de seis meses porque há uma série de procedimentos jurídicos que devem ser cumpridos e isso leva tempo. Esse recurso só poderá ser analisado no próximo ano", disse o juiz.

Site brasileiro quer mapear crimes no mundo


Um professor universitário brasileiro criou um site na internet para mapear a ocorrência de crimes em todo o mundo, com base em informações das próprias vítimas.
O wikicrimes.org criado pelo professor cearense Vasco Furtado, é um portal com mapa interativo onde as pessoas podem registrar crimes e, com isso, ajudar a identificar zonas com maior índice de criminalidade.

Furtado acredita que seu projeto pode ajudar a população brasileira a mapear as áreas mais perigosas do país. Segundo ele, o Estado no Brasil “monopoliza” a informação sobre os delitos e os números são questionados.

Além disso, muitas pessoas acreditam que não adianta reportar alguns crimes à polícia. “Cerca de 50% de alguns tipos de crimes não são denunciados”, afirma Furtado.

“É uma forma que permite à população declarar ‘esta região é perigosa, aqui ocorrem crimes’. A informação é para o cidadão, que é quem decidirá o que fazer com os dados que considere relevante”, explica Furtado.

A estatística publicada no site na manhã desta terça-feira mostrava 615 casos registrados em Fortaleza, 66 no Rio de Janeiro, 64 em Campo Grande e 38 em São Paulo.


Rio de Janeiro no site

Furtado acredita que estas informações fornecidas poderiam ser complementadas com dados policiais. No entanto, o professor disse à BBC que já convidou autoridades a colocar dados na página, mas não recebeu nenhuma resposta.

O departamento de Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou à BBC que tem a preocupação de “não revelar dados que possam restringir” o seu trabalho. Além disso, quer evitar criar uma sensação de insegurança à população.

Não há como comprovar as informações publicadas no site, que depende da boa fé dos seus usuários. Para “denunciar” crimes na página, basta se cadastrar como usuário do site e clicar no lugar onde ocorreu o crime. Algumas informações serão solicitadas como dia e hora do crime, número de pessoas envolvidas e testemunhas.

Padre vai passear com balões de festa e desaparece

Um grupo com mais de 50 pessoas - com o auxílio de um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina, duas embarcações da Marinha, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e outro do governo do Paraná, além de vários pescadores voluntários - reinicia, nesta terça-feira (22), a busca ao padre paranaense Adelir De Carli, de 41 anos, que está desaparecido desde a noite de sábado, quando tentava fazer um vôo de 20 horas, sentado em uma cadeira amarrada a mil balões de festas, cheios de gás hélio.

O último contato aconteceu por volta das 21 horas de anteontem (20), quando o padre avisou que estava pousando no mar, a cerca de 15 quilômetros a leste das Ilhas Tamboretes, a 5 quilômetros da costa da Ilha de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina. O que estava prejudicando as buscas na manhã desta terça-feira era uma densa neblina na região para onde provavelmente os balões teriam levado o padre. Assim que a neblina abrandasse, as buscas continuariam com duas embarcações, um avião da FAB e outro do governo do Paraná.E, se você ler aqui, o que fala um dono de uma escola de paraquedismo, vai chegar a conclusão que o padre não batia muito bem dos pinos

Lula competente. Serra, desastrado


Embora oposição e jornais tenham torcido para o caos nos principais aeroportos do país, não é bem isso que estamos vendo neste feriadão de abril.
No jornal Estadão a notícia é "Situação é tranqüila nos aeroportos brasileiros"...Apesar do movimento intenso devido ao feriado prolongado de Tiradentes, a situação é relativamente tranqüila nos aeroportos brasileiros. Segundo boletim da Infraero, dos 1098 vôos programados até às 16 horas em todo o País, 103 (9,4%) registraram atrasos superiores a uma hora e 77 (7%) foram cancelados.

Já na Folha, a notícia é outra e vem de encontra as rodovias adminitradas pelo governador de S.Paulo José Serra do PSDB."Fernão Dias acumula 35 km de trânsito lento no sentido Minas"...Os motoristas que seguiam de São Paulo para Minas pela rodovia Fernão Dias enfrentavam aproximadamente 35 km de trânsito lento por volta das 17h20 deste sábado, segundo dia do feriado prolongado de Tiradentes, de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Safra de cana 2008/09 pode bater um novo recorde no Centro-Sul


A safra 2008/09 da cana-de-açúcar, que já começou a ser colhida, deverá ser a maior da história com um total de 498,1 milhões de toneladas moídas na região Centro-Sul, onde se concentram 86% da produção do País. O número leva em conta as 32 novas usinas que entrarão em operação ao longo deste ano. Com isso, a produção de cana será 16% maior que em 2007/08, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa 315 usinas.

Mesmo com o excesso de chuvas no início da colheita, o que levou à redução do percentual de sacarose da cana, a entidade acredita que a produção deverá ser compensada pela queda da idade do canavial - caiu de 3,44 para 3,35 anos em 2008 (-2,6%).
Para Marcos Jank, presidente da Unica, a meta agora é tentar articular a aprovação de 10% da mistura de etanol na gasolina européia, provando a sustentabilidade do processo. Isso deverá ampliar ainda mais a participação no mercado externo, ajudando a firmar o produto como uma commodity. Para 2008/09, a associação projeta um incremento de 19% na produção de álcool total, cerca de 24,3 bilhões de litros. As exportações devem crescer em 800 milhões de litros (27%), passando para 3,9 bilhões de litros comercializados.

"Isso ocorre porque o mercado americano está remunerando melhor este ano. Ao contrário do ano passado, agora é mais vantagem exportar ", explica Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica. Em doze meses, os preços do álcool na Bolsa de Chicago (Cbot) valorizaram cerca de 19%, subindo de US$ 2,10 para US$ 2,50 o galão.

A associação estima que a produção do açúcar deverá alcançar 28,6 milhões de toneladas, 9% acima do período anterior. Para o mercado externo, está previsto um volume 15% maior que o da safra anterior, subindo de 16,4 para 18,9 milhões de toneladas. "A diminuição da safra indiana de 27 milhões para 22 milhões de toneladas abriu uma oportunidade para o açúcar nacional retomar parte do mercado", avaliou Rodrigues.

Apesar de o setor sucroalcooleiro comemorar recordes nos últimos anos, Jank rebateu as recentes críticas de que a cana-de-açúcar seria a maior responsável pelo crescente desmatamento na Amazônia, empurrando a área de outras culturas. "O problema lá é falta de fiscalização e grilagem. Mesmo se não houvesse cana no País, o desmatamento cresceria", argumentou.

Com relação à disputa entre canaviais e áreas de pastagens, Jank citou o exemplo de São Paulo, que viu o número de boi por hectare subir de uma cabeça para 1,4 nos últimos anos sem prejuízo à produção de carnes. Ele disse ainda que não são só os biocombustíveis que inflacionaram as commodities e ressaltou que o petróleo e a demanda asiática possuem um peso maior nesse processo.

Recorde de empregos com carteira assinada


Março fechou o primeiro trimestre do ano com índices históricos na geração de empregos formais. Foram criadas 206.556 novas vagas com carteira assinada, representando uma alta de 0,70% em relação ao estoque de fevereiro e o melhor desempenho nos últimos 17 anos em termos absolutos e relativos. Os números constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante entrevista coletiva em Brasília. O saldo positivo entre admissões e desligamentos em março foi 41% superior ao recorde registrado em março de 2007 (146.141 postos) e 170% maior que o saldo de março de 2006 (76.455).

"O aquecimento da economia interna explica esses números. Tivemos um ganho real com o salário mínimo. O crescimento dos últimos cinco anos da base salarial de quem ganha até três salários é de praticamente 36%. As pessoas estão comprando mais e isso gera mais emprego. Muitas empresas estão contratando mais porque têm certeza do crescimento", disse o ministro.

O resultado contribuiu decisivamente para que o primeiro trimestre fechasse com a criação de 554.440 ocupações formais com carteira assinada, número 39% maior que o registrado no mesmo período em 2007 (399.628). Todos os setores da atividade econômica apresentaram desempenhos positivos no mês, em especial o de serviços, indústria de transformação, construção civil e comércio.

Serviços apresentou um saldo de 89.072 postos (crescimento de 0,77%), sinalizando a maior geração de empregos e o maior aumento percentual para o período. O comportamento está relacionado ao desempenho recorde de cinco segmentos dos seis que integram o setor, com destaque para serviços de comércio e de administração de Imóveis ( mais 30.216, ou 1,03%) e os serviços de alojamento e alimentação (crescimento de 0,46%, ou 19.470 novas vagas.

A indústria de transformação formalizou 40.389 vagas (aumento de 0,57%), o terceiro maior saldo para o mês. O balanço positivo está relacionado ao avanço de 11 ramos dos 12 que compõem o setor. Em número absolutos, os segmentos que mais contribuíram foram a indústria têxtil (7.403 vagas ou 0,80%) – segundo melhor desempenho na história do Caged –, indústria metalúrgica (7.397, ou 1,03%), indústria mecânica (6.696, ou 1,35%), estas duas últimas com resultados recordes.

Roseana tem recurso contra multa negado


O ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior Eleitoral, negou recurso da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), do deputado José Sarney Filho (PV-MA) e da Gráfica Escolar, responsável pela impressão do jornal O Estado do Maranhão, multados por propaganda eleitoral antecipada em decisão de primeira instância. Segundo o Ministério Público Eleitoral no Maranhão, em 24 de junho de 2006 o jornal, dos Sarney, teria encartado boletim informativo e fotos de Sarney Filho e de Roseana.

Para Patrus, estabilidade vai atrair emigrantes de volta


O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, acredita que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a estabilidade da economia e os avanços sociais farão com que o fluxo de emigração seja interrompido e os trabalhadores brasileiros que vivem pelo mundo voltem ao País.

“Os brasileiros vão voltar para casa”, afirmou o ministro, que ontem assinou um acordo com a União Européia para a troca de experiências em programas sociais. “Temos uma grande dívida social no País e estamos lutando para corrigir os problemas.” Pelo menos 2 milhões de brasileiros viveriam hoje na Europa, nos EUA e na Ásia. Depois de Bruxelas, Patrus vai hoje a Viena.

Lula nomeia substituto de Grossi no TSE


O presidente Lula nomeou ontem o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil pelo Distrito Federal, Marcelo Henriques Ribeiro de Oliveira, para o quadro de ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Ele é filho do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Eduardo Ribeiro e entrará na vaga de Gerardo Grossi. Lula também nomeou ontem o conselheiro federal da OAB Evandro Luis Castello Branco Pertence para o quadro de juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.


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