PSDB abre crise antes da instalação


Antes mesmo da criação da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, O PSDB pode entrar em guerra por causa dos nomes indicados para a comissão. Um dos autores do requerimento, o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), não gostou de ter sido nomeado suplente pelo líder do partido na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio. Leite só ficou sabendo da nomeação dentro do avião, ontem à noite, quando embarcava para o Rio, e disse que retiraria seu nome do requerimento.

Para as três vagas do PSDB, Pannunzio indicou os deputados Gustavo Fruet (PR) e Vanderlei Macris (SP) - além de Zenaldo Coutinho (PA). Ontem, o Democratas também anunciou os nomes dos parlamentares que vão compor a comissão: Solange Amaral (RJ), Vitor Penido (MG) e Vic Pires (PA). A indicação dos governistas será na próxima semana.

Os líderes do PSDB e do DEM no Senado, Arthur Virgílio e José Agripino Maia, respectivamente, anunciaram os nomes para a CPI no Senado à tarde. O Democratas terá na comissão os senadores Antonio Carlos Magalhães (BA), Demóstenes Torres (GO) e o próprio Agripino (RN). Sérgio Guerra (PE) e Mário Couto (PA) vão representar os tucanos.

Gretchen no PPS

Essa entrevista eu pesquei lá na coluna Ilustrada da Mônica Bergamo da Folha para assinante

"Vou ter professor particular de política"
Um dos últimos baluartes da oposição, o PPS, de Roberto Freire e Raul Jungmann, está filiando a cantora Gretchen. Mas -decepção! Ela já chega elogiando o presidente Lula.


FOLHA - A senhora está se filiando a um partido socialista. Que pensadores mais admira?

GRETCHEN - Então... Inclusive, eu pedi para o deputado Raul Jungmann que colocasse, à minha disposição, um professor de política. Porque eu não quero ser bonitinha burra. Por isso, nesse momento, eu não posso te dar essa resposta. Mas acredito que, daqui a um mês, você pode me perguntar isso de novo que eu vou te responder.

FOLHA - Por que escolheu o PPS?

GRETCHEN - Eu já tinha praticamente fechado com outro partido, mas, depois que eu assisti à propaganda política deles, eu me encantei pelo projeto. Vi a Denise Frossard falando. Admiro muito ela, que é uma mulher como eu: batalhadora.

FOLHA - E o presidente Lula?

GRETCHEN - Houve aquela decepção em relação a tudo que aconteceu, mas já está comprovado que ele não sabia de nada. Então estou esperando agora esse novo ano, né?

FOLHA - E o caixa dois das campanhas?

GRETCHEN - Eu não penso em comprar nenhum voto, começa daí. A partir do momento em que você não pensa em comprar voto, e só pensa em fazer o bem pela cidade, as coisas acontecem naturalmente.

FOLHA - Um leitor que leu a notícia de sua filiação num blog afirmou que agora o PPS será assumidamente só de bundões.

GRETCHEN - Isso não me atinge [risos]. Acho que todo mundo é livre para falar o que quer.

FOLHA - Continuará com a carreira de atriz pornô?

GRETCHEN - Deixo minha carreira artística para me dedicar à carreira política, definitivamente. Isso aí [o filme pornô] foi uma experiência única, que não pretendo repetir.


Partido de bundões recebe a "atriz" pornô

A cantora, dançarina e atriz pornô Gretchen assinou hoje, às 16h, sua filiação ao PPS. A intenção é já em 2008 se candidatar à prefeitura da ilha de Itamaracá, em Pernambuco, onde mora há 10 anos. A cerimônia de filiação acontece na Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife.

Ela diz que não foi convidada por ninguém, e procurou o partido por ser uma legenda que "valoriza a mulher". Mas ela não sabe ao certo qual partido pretende suceder na Prefeitura da ilha. Acha que é o PTB, . Não é. O prefeito de Itamaracá é Paulo Geraldo Xavier, eleito pelo PFL (atual DEM).

Cabral: "PACs" do governo federal "merecem aplausos"

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), avaliou que as propostas de programas de investimentos do governo federal nas áreas da segurança (Pronasci), infra-estrutura (PAC) e educação (PDE) "merecem aplausos e o entusiasmo (dos governadores)". Em entrevista durante um evento em Nova York, Cabral disse que a iniciativa do Ministério da Justiça de lançar um pacote para a segurança é "proposta correta".

Para o governador, "o Brasil vive momento novo na relação de Estados e o governo federal, segundo o qual todos os entes federativos devem trabalhar na mesma direção. O dinheiro não é suficiente para todo investimento público necessário. Sempre governo federal aponta uma parceria é muito importante", completou.

Sobre a redução da maioridade penal, Cabral disse que "ficou muito feliz em ver o Senado aprovar esta medida. É o primeiro passo para acabar com a impunidade", acrescentou. "Foi um ganho muito importante."


Reforma Tributária


Sobre a reforma tributária, Cabral classificou como "importante" a aprovação. Estados já estão realizando ajuste fiscal. "No caso do Rio de Janeiro, este ajuste fiscal é muito duro", afirmou durante a entrevista. "O governo federal está vendo estas demonstrações claras dos Estados na direção do ajuste fiscal e responsabilidade fiscal".

Probleminha

O ministro José Gomes Temporão, da Saúde, afirmou ontem num encontro de médicos no hospital Sírio Libanês, em SP, que um de seus grandes desafios na pasta é o da comunicação. Disse que uma pesquisa revelou que, quando ouvem o ministro falar de planejamento familiar, 17% das pessoas acham que ele se refere ao orçamento doméstico

Sem campanha

Foi sem o entusiasmo de semanas atrás que Fátima Bernardes e William Bonner anunciaram, na escalada de manchetes do "Jornal Nacional", que "a Comissão de Constituição e Justiça do Senado se divide e aprova por 12 votos a 10 a redução da maioridade penal". Nem foi a primeira manchete e, depois, se perdeu em meio às ações da PF. E nada de explorar o "menino".

Confronto entre FHC e Tasso reabre crise entre tucanos

Um confronto público entre o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e seu presidente de honra do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acabou de reavivar a crise interna da sigla. Um dia depois de FHC criticar, em entrevista concedida à TVJB, a visita de Tasso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tucanos já não escondiam suas queixas ao comando do partido, da falta de diálogo à ausência de agenda de oposição. FHC, por sua vez, foi acusado de alimentar divergências. Lembrando que Tasso participara de uma reunião da Executiva na véspera do encontro com Lula, tucanos reclamam de não terem sido informados sobre a audiência. "A única coisa que sei é que Tasso visitou o presidente. Soube pela imprensa", criticou o líder da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS). "Qualquer visita ao presidente deve ter pauta definida. Como a pauta não foi divulgada, não dá para avaliar", disse o deputado Leonardo Villela (GO).

Reação

No ano passado, FHC chegou a consultar tucanos sobre a destituição de Tasso da presidência. Anteontem, condenou a aproximação entre o PSDB e Lula: "O povo está olhando para nós e dizendo: o que vocês são, peixe ou carne de vaca?"
Afirmando estar afinado com FHC, o governador de São Paulo, José Serra, disse que não se considera destinatário da crítica, apesar de também ter ido ao Planalto. "O governador é eleito em São Paulo para cuidar do Estado. Então tem que ter relações administrativas [com o governo federal]", justificou Serra, que é alvo de críticas.
No Senado, tucanos reagiram a FHC. Criticado por ele na crise do mensalão, o senador Eduardo Azeredo o acusou de "estimular a cizânia". O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chamou "de pouco construtiva" a discussão sobre a visita de Tasso. "Melhor construir a unidade do partido."
Azeredo disse que Serra e o governador de Minas, Aécio Neves, são os líderes que devem ser mais ouvidos pelo partido. Para Redecker, FHC poderia estar "chateado" porque Aécio e Serra defenderam o fim da reeleição. "FHC deu as bases para o desenvolvimento. Mas o momento é outro", ressaltou.

A visita a Lula não é a única fonte de discórdia. Dividida sobre a própria sucessão, a sigla é acusada de desorganização. "Não temos agenda até agora. Falta iniciativa da direção", disse o deputado Ricardo Tripoli. O deputado Arnaldo Madeira diz que a criação de CPIs, no Senado e na Câmara, sobre crise aérea, mostra "crise de identidade". "As pessoas cobram: "o PSDB é oposição ou não?'"
"As bancadas estão descoordenadas", endossou o deputado Paulo Renato Souza (SP).
O deputado Carlos Alberto Leréia (GO) reclama da distância entre direção do partido e base. "O presidente tem que ouvir as lideranças. Para vencer em 2010, precisamos de alguém com o pique do Tasso de 1993", disse, em alusão à atuação de Tasso na eleição de FHC.

Parlamentares cantam jingle lulista em show do deputado Frank Aguiar


Terminou em desagravo a Lula o jantar-show do deputado Frank Aguiar (PTB-SP), anteontem em Brasília. De Manuela D"Avila (PC do B-RS) ao líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), parlamentares acompanharam com as mãos ao alto o refrão de "Deixa o Homem Trabalhar", jingle da campanha presidencial de Lula.
Foi um momento surpresa para as cerca de 50 "autoridades" presentes. Frank trouxe o compositor do jingle lulista, Lázaro do Piauí.
Para quem não ia a um show há 40 anos, como ele próprio afirmou, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), esbanjava animação, sentado na mesa mais privilegiada da festa, em frente ao palco.

Entre bate-papos ao pé do ouvido ora com Manuela, ora com o assessor especial do Planalto, Swedenberger Barbosa, Chinaglia foi interrompido pelo cabeleireiro Carlinhos Beauty, que deu dicas sobre seu visual. Questionado se estava pensando em pintar os cabelos, Chinaglia entrou na brincadeira: "Vou. E de vermelho".
Cobrando R$ 200 reais pelo convite, que incluía o show e um jantar com comidas típicas do Piauí, Frank Aguiar estava animado com a platéia de parlamentares. "Até parece que vai ter votação aqui, de tanto deputado", disse. No palco, garotas com saias curtas dançavam forró. Teve até "palhinha" de Gretchen, dançarina e estrela de filmes pornôs

CCJ reduz maioridade penal

Ao interpretar um rap dos Racionais MC, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentou comover e convencer os colegas a mudar o voto.
No primeiro barulho eu vou atirar
Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém
É o que eles querem
Mais um pretinho na Febem
A minha verdade foi outra, não dá tempo pra mais nada
Pá pá pá!

Foram mais de três horas de risadas e debates– em alguns momentos, bastante tensos.

“Acho que vai desestimular um pouco a sensação de intocabilidade que têm delinqüentes de 16 e 17 anos, que sabem que não podem pegar mais que três anos”, defendeu o senador Jefferson Peres (PDT-AM), líder do PDT.

“Eu, sinceramente, não acho que reduzir a idade penal vai resolver o problema da violência no nosso pais”, discorda Patrícia Sabóia (PSB-CE).

O texto prevê cadeia para jovens de 16 e 17 anos que cometerem crimes hediondos, como estupro e seqüestro. A pena seria cumprida em local separado dos presos com mais de 18 anos; antes da condenação, haveria uma avaliação psicológica para determinar se o crime foi praticado de forma consciente.

Tudo indica que a proposta não será aprovada facilmente no Congresso. "Eu não tenho dúvida de que vai ser uma guerra entre argumentos – alguns movidos a emoção, outros movidos a razão ", reconhece José Agripino (DEM-RN), líder do partido no Congresso.

A Comissão começou a discutir a redução da maioridade penal em 1999; só agora, oito anos depois, a proposta segue para votação em dois turnos no plenário do Senado. Se aprovada, vai para a CCJ da Câmara, onde os deputados vão analisar se o projeto é constitucional; depois, uma comissão especial será criada – e terá 40 sessões para votar o texto. Depois disso, precisa ser aprovada também em dois turnos no plenário da Câmara.

E na Câmara, os partidos tem posições diferentes sobre a proposta.

“Com 16 anos pode casar, ser emancipado, ter título eleitoral, escolher o presidente, dirigir carro, e quando bota a arma na mão e mata ele sabe o que está fazendo. Portanto, tem que pagar pelo crime cometido”, diz o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS), líder do Democratas na Câmara.

“Eu espero que não passe. Vou trabalhar para que a proposta que é do governo, da bancada do PT e de outros partidos aqui na Câmara dos deputados possa ser vitoriosa. A juventude brasileira precisa de escola, e não de cadeia”, discorda Luiz Sérgio (PT-RJ), líder do PT.

Os senadores terão cinco sessões para apresentar emendas ao projeto aprovado nesta quinta. Depois disso, deve acontecer a primeira votação em plenário.

Voto da bancada tucana foi determinante

A ressalva de só tratar o menor de 18 anos como um criminoso comum se uma junta médica atestar que ele tem plena capacidade de entender o caráter ilícito do ato, inserida no texto por volta das 23h de quarta-feira, foi determinante para assegurar a vitória dos senadores favoráveis à redução da maioridade penal. A condicionante, conforme antecipou este jornal, foi uma proposta do presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Até que a proposta foi colocada, o PSDB, dono de quatro cadeiras na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava inclinado a votar contra, o que, tendo em vista o placar final apertado, teria garantido a vitória da ala contrária ao substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Com o voto da maioria dos tucanos - a exceção foi a líder da minoria Lúcia Vânia (GO), que acompanhou o voto em separado da senadora Patrícia Saboya (PSB-CE) - a redução da maioridade de 18 para 16 anos foi aprovada. "Realmente perderíamos se não fosse a condicionante. O PSDB votaria contra", reconheceu Demóstenes Torres. Durante o debate, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que, embora a redução da maioridade não seja a única medida capaz de pôr fim à criminalidade no País, a sociedade brasileira está madura para caminhar nessa direção. "Respeito quem defende a oportunidade para que os jovens possam se recuperar. justificou Virgílio. Tasso Jereissati também comemorou o resultado.

Parlamentares caem na agenda negativa

Um dia depois de ter concluído a votação do pacote de nove Medidas Provisórias do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a Câmara dos Deputados entrou em cheio na chamada agenda negativa: aumento de salários, "mensaleiros" e conflitos com a imprensa. O polêmico projeto de reajuste de salários dos deputados foi apresentado aos líderes dos partidos na manhã desta quinta-feira pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). A proposta é reajustar os vencimentos atuais, de 12,8 mil reais, para R$ 16,2 mil reais. "O momento não é o mais adequado para votarmos esse projeto", alertou o líder do Governo, deputado José Múcio (PTB-PE), que tentará adiar a votação do reajuste em plenário.

O reajuste dos deputados vem sendo adiado desde dezembro do ano passado, quando o ex-presidente Aldo Rebelo patrocinou uma proposta de equiparação com os ministros do Supremo Tribunal Federal (21 mil reais), frustrada pela repercussão negativa. "Verba de motel"Depois de formalizar a nova proposta, Arlindo Chinaglia anunciou que a Câmara vai criar "uma espécie de Advocacia Geral" para defender judicialmente os deputados de críticas consideradas ofensivas, feitas por meio da imprensa. Chinaglia já decidiu processar o comentarista Arnaldo Jabor, da TV Globo e da CBN. Terça-feira, na CBN, Jabor disse que deputados podem usar verba de representação "para ir ao motel com seu amante ou sua amante" e perguntou: "quando é que vão prender esses canalhas?"

"Esse ataque injusto é inadmissível. Não queremos compaixão com o erro, mas respeito à democracia", disse Chinaglia sobre o comentário radiofônico. "Não queremos passar a idéia de que somos igualmente puros, mas temos legitimidade para representar o povo, e isso precisa ser respeitado", acrescentou o presidente da Câmara, dizendo que pretende combater "os excessos" da imprensa. Um dos pilares da campanha de Chinaglia à presidência da Casa foi a promessa de restabelecer a abalada imagem da Câmara.

"Mensaleiros"

Também na manhã de ontem o Conselho de Ética da Câmara arquivou representação do PSOL, que pedia a abertura de processo de cassação contra três deputados que estiveram envolvidos no chamado escândalo do mensalão. Paulo Rocha (PT-PA), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Magalhães (PMDB-BA) foram reeleitos sem passar pelo Conselho nos processos de 2005 e 2006. Rocha e Valdemar renunciaram antes de serem julgados. Em protesto contra a decisão, aprovada por nove votos contra quatro, o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) chegou a renunciar a sua vaga no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Governistas e oposição disputam controle e cargos em futura CPI

Confirmada a instalação da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, os deputados protagonizaram ontem cenas de incerteza e convicção. Ainda há impasse sobre quem ficará com a presidência e a relatoria devido a boatos de uma negociação com a oposição, destinada a enterrar a comissão semelhante do Senado. E o DEM ameaçou levar a questão de volta ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso não consiga um cargo de direção na CPI.

Enquanto todos negam um acordo para abafar uma das investigações, nos corredores do Congresso há o comentário de que a instalação no Senado seria uma forma de a oposição pressionar o governo para ficar com a presidência da comissão na Câmara. O maior bloco da Casa é formado pelo PT e PMDB, que teria direito a pelo menos um dos cargos da mesa, como a presidência.Nesse caso, cabe ao presidente da CPI decidir quem fica com a relatoria. Se for seguido o regimento, que prevê os cargos para as maiores bancadas, o PMDB fica com a presidência da comissão, e o PT, com a relatoria. É o que pretende o governo. Mas o líder do DEM, Onix Lorenzoni (RS), ameaçou ontem à noite levar a questão ao STF se a escolha não for por bloco e a oposição não tiver lugar à mesa.

Nesse caso, DEM, PSDB e PPS – que formam o segundo maior bloco – teriam direito a um cargo na mesa. Ontem à tarde, os governistas já negavam acordo. "Essa palavra negociação não nos cabe – disse o líder do PSB, Antônio Carlos Pannunzio (SP). – Não faço nenhuma concessão. Estamos afinados com a bancada no Senado e haverá as duas CPIs.O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), seguiu a mesma linha. "Só vamos apresentar os nomes para os cargos na quarta-feira. O importante é que o regimento seja seguido", disse. Mas, entrelinhas, tanto oposicionistas quanto governistas deixaram a entender que, até a instalação, tudo pode mudar. "Num acordo político, mesmo o maior bloco ou a maior bancada podem não ter a presidência. Sobre a relatoria, vai depender também do acordo que será feito, ao que parece, entre os partidos da bancada governista", acrescentou Arlindo Chinaglia.

Embora Pannunzio tenha aumentado a grita pela criação das duas CPIs, admitiu ser considerável a possibilidade de o PSDB ou DEM integrarem a mesa na Câmara, independentemente da comissão instalada no Senado. "Existe uma tradição na Câmara de alternância entre relatoria e presidência entre as maiores bancadas. Se for decido por bloco, somos o segundo maior, e poderemos ficar com a relatoria", comentou o tucano. "Gostaríamos de ver mantida a tradição, mas não vamos fazer pressão por conta disso", acrescentou.O PSDB e o DEM (ex-PFL) já sabem em quem vão mirar o ataque: a Infraero - estatal responsável pela administração dos aeroportos - e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que fiscaliza as companhias. "A Infraero será o foco", adiantou o líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP).

Lula e presidente paraguaio irão inaugurar geradores

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, vão inaugurar, oficialmente, as duas novas unidades geradoras da Itaipu no dia 21 de maio. As máquinas 9A e 18A já estão em operação e representam o aumento da potência instalada da usina para os 14 mil megawatts (MW) finais do projeto iniciado nos anos de 1970, com 20 geradores em funcionamento. No entanto, devido ao acordo tripartite em Brasil, Paraguai e Argentina, no máximo 18 geradores podem operar ao mesmo tempo, totalizando 12.600 MW, algo que o Brasil está tentando mudar numa negociação com a Argentina - a idéia é colocar todas as turbinas em funcionamento simultaneamente quando houver vazão suficiente no rio Paraná.

As duas novas unidades geradoras da Itaipu foram instaladas pelo Consórcio Ceitaipu - formado pelas empresas Alston, Brow Boveri, Siemens e Voith - vencedor da licitação internacional para fabricação e instalação das duas máquinas num valor de US$ 140 milhões. A 9A foi entregue pelo consórcio em setembro de 2006, e a unidade 18A, em março deste ano. Ambas entraram em operação tão logo foram recebidas por Itaipu. Assim como as demais 18 máquinas, a 9A e 18A têm potência de 700 MW.Segundo Antonio Otélo Cardoso, diretor-técnico da Itaipu,os componentes dos geradores foram fabricados em São Paulo, em sua maioria, e em Curitiba, e montados pelos fornecedores em Foz do Iguaçu. A unidade 9A opera em freqüência de 50 hertz (adotada no Paraguai), o que significa 90,9 rotações por minuto. A 18A opera em 60 Hz (usada no Brasil), correspondente a 92,3 RPM.

Antes da operação, ambas as máquinas passaram por uma série de provas, denominada comissionamento. Entre os testes está a colocação de pressão hidráulica nas turbinas e aplicação de tensão (voltagem) na máquina em funcionamento. "É a conferência de que tudo foi feito de acordo e se está operando como se espera. É a verificação final de todos os equipamentos para averiguar se estão exatamente conforme especificado e se a performance está exatamente dentro do previsto. São máquinas feitas para durar 100 anos", explica Cardoso. As unidades também apontam para um processo de modernização da usina porque alguns dos componentes têm tecnologia mais avançada do que os das 18 primeiras geradoras. A adaptação foi especificada na década de 90. As outras máquinas possuem especificidades que remontam os anos 70. Os avanços são principalmente na área eletrônica.

R$ 2,5 mi gastos com gasolina

Quando Jabor fez ácidos comentários sobre o gasto com combustíveis dos deputados, ele falava dos R$ 2,5 mi gastos com gasolina .Valor foi declarado por deputados como despesa com combustível apenas em fevereiro e março


Nos dois primeiros meses da atual legislatura, os deputados compraram combustível, com dinheiro da Câmara, suficiente para dar 255 voltas ao redor da Terra. Para comprovar, apresentaram notas fiscais - totalizando R$ 2,5 milhões, o que daria para comprar 1 milhão de litros de gasolina - e foram ressarcidos pela Casa. Isso é só parte dos R$ 11,2 milhões que o Legislativo reembolsou aos deputados entre fevereiro e março como verba indenizatória. As cifras engordam salários, alerta o Tribunal de Contas da União (TCU), sem o desgaste de aparecer no holerite dos parlamentares.

Criada em 2001 pelo então presidente da Câmara e hoje governador Aécio Neves (PSDB-MG), para compensar insatisfações salariais, a verba é de difícil fiscalização. Os dados são obtidos pelo site Transparência, no portal da Câmara, mas não há totais oficiais por mês ou ano. Para chegar aos números, o JT pesquisou informações dos 512 deputados em exercício e dos 22 licenciados ou que deixaram o mandato.

O campeão de despesas é o deputado Deley (PSC-RJ), que declarou, mediante apresentação de notas fiscais - obrigatória para o reembolso pela Câmara -, ter gasto R$ 43.585,41 nos dois primeiros meses de mandato, em usos diversos. Ele alega que errou na prestação de contas. Na seqüência aparecem os deputados Miguel Martini (PHS-MG), com R$ 43.535,52, e Fernando de Fabinho (DEM-BA), com R$ 43.040,95. Outros 42 deputados não gastaram nada ou não pediram reembolso.

Cada parlamentar pode gastar até R$ 180 mil por ano, mas o reembolso máximo é de R$ 15 mil mensais. Quem ultrapassa a cota em um mês recebe o valor excedente no seguinte. No período pesquisado, 97 deputados estouraram o teto.

A Casa só limita o gasto com combustíveis (R$ 4,5 mil mensais). A prática, porém, mostra que o teto mensal virou piso. Muitos parlamentares novos, por exemplo, engordaram os gastos em fevereiro e março para usar a cota de R$ 15 mil de reembolso de janeiro, embora não estivessem ainda na Casa.

Os deputados que declararam ter esgotado a cota de combustíveis entre fevereiro e março - R$ 9 mil - precisariam de muito mais tempo para esvaziar o tanque. Se o valor fosse usado para comprar gasolina, conforme o preço médio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), seria possível ir do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS) e voltar três vezes. Ainda sobraria combustível para dirigir, ida e volta, de Brasília a Angra dos Reis (RJ).

Para chegar a R$ 15 mil mensais, os deputados justificam gastos em seus Estados. Do total de notas que apresentaram, R$ 1,5 milhão refere-se a aluguéis ou despesas com imóveis e R$ 3,06 milhões em locomoção, hospedagem e alimentação. Há ainda gastos de pesquisas, divulgação do mandato, assessorias, compra de software e TV a cabo.

Câmara vai processar comentarista Arnaldo Jabor

Essa notícia eu pesquei daqui do site da Câmara.O presidente Arlindo Chinaglia anunciou hoje, em plenário, que a Câmara vai processar o comentarista Arnaldo Jabor, da rádio CBN. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, durante reunião dos líderes partidários.

Em rede nacional, Jabor ironizou os gastos com combustível declarados por deputados, a quem chamou de "canalhas". Ele também pediu a prisão dos parlamentares, de forma genérica.

Chinaglia considerou inadmissível o ataque do comentarista. "Evidentemente que nós não queremos aqui nenhum tipo de atitude que represente uma mudança de comportamento, como se, a partir de agora, nós fôssemos atacar a imprensa. Não é isso. O que nós vamos fazer é defender a instituição", disse Chinaglia, que considerou o ataque do jornalista "injusto e generalizado". "Chegou ao nível do inadmissível", avaliou.

Legitimidade
O presidente da Câmara prometeu ainda estabelecer um debate público com os meios de comunicação para evitar esses excessos. "Não queremos compaixão com o erro, mas queremos respeito à democracia", disse.

Para ele, a desqualificação da política não é um ato ingênuo, e procura retirar das mãos da população uma instância legítima de representação e de defesa de direitos. "Não queremos passar a idéia de que aqui somos igualmente puros, mas temos a legitimidade para representar o povo, e isso precisa ser respeitado", disse.

Consultoria jurídica
Chinaglia pediu empenho dos deputados para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 214/03, que cria uma consultoria jurídica para a Câmara, nos moldes da Advocacia Geral da União. A consultoria seria útil, segundo o presidente da Casa, para defender os deputados em casos como esse.

A PEC que cria a consultoria jurídica, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) no último dia 18, deve ser analisada por uma comissão especial antes de ser votada pelo Plenário.

Inpunidade
O vice-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS) defendeu a liberdade de imprensa, mas apoiou a decisão de Chinaglia por considerar que o ataque à honra e a generalização feita por Jabor foram um crime que não pode ficar impune. "Eu não sou canalha. Sinto-me insultado, como todos os deputados", disse.

Gravações da PF revelam plano para ‘eliminar’ juíza

A conversa ocorreu entre um dos presos e amiga, sobre a titular da 6ª Vara Federal Criminal

A máfia dos jogos ilegais quer tirar do seu caminho a juíza titular da 6ª Vara Federal Criminal, Ana Paula Vieira de Carvalho, responsável por ouvir a partir de hoje os depoimentos de 24 dos presos na Operação Furacão, da Polícia Federal. Nas gravações da PF, um dos detidos recebe visita de amiga, que afirma que “o negócio é eliminar a Ana Paula de Carvalho”. Serão interrogados hoje os bicheiros Antônio Petrus Kallil, o Turcão; Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Aniz Abrahão David, o Anísio.

Nas conversas, a mulher diz saber da fama da juíza e que “ela é terrível”. O preso reclama de ter sua vida vasculhada a todo momento e propõe mandar Ana Paula de Carvalho “para Conchinchina”. No diálogo, a amiga do preso, que sugere a eliminação da magistrada, troca um dos sobrenomes da juíza, de Vieira por Pereira, mas cita corretamente a vara da qual é titular.

No grampo, o preso se mostra incomodado com a descoberta do pedido de quebra de seu sigilo bancário, feito por Ana Paula, ano passado. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria negado a solicitação porque, segundo o preso, um amigo o ajudou no julgamento. Ele ainda afirma nas conversas que, quando a solicitação chegou ao STJ, imediatamente tomou conhecimento.

Em uma das gravações, o preso reclama que a juíza não tem fundamento para pedir a quebra do sigilo e que tentaria conversar com ela para rever a decisão. Mas em diálogo entre os integrantes da quadrilha, admitem as dificuldades de lidar com Ana Paula, por ela ser a titular da 6ª Vara Federal, e não interina. O posto é ocupado pela juíza há oito anos.

Através de amigos no STJ, um dos presos descobre que já foi pego nas escutas conversando com empresários do ramo dos bingos e se desespera. Mas ele garante a um interlocutor que essas conversas tratam apenas de trabalho.

GRAMPOS DESCOBERTOS

As gravações ocorreram no fim de outubro, quando o envolvido já havia descoberto que seus telefones haviam sido grampeados. Para fugir das escutas da investigação, o denunciado passou a adotar a estratégia de utilizar o celular de um amigo íntimo.

Capitão Guimarães, que depõe hoje, revelou semana passada à Polícia Federal que sua renda declarada era R$ 360 mil por mês. O presidente da Liesa foi preso no último dia 13 de abril com 24 pessoas.

Ontem, o advogado Nelio Machado entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) para a libertação de Capitão Guimarães e seu sobrinho, Júlio Cesar Guimarães Sobreira. No documento, a justificativa é que não haveria mais necessidade da prisão, pois os dois já prestaram depoimento. Além disso, mandados de busca e apreensão já foram cumpridos em suas residências.

A mesma justificativa foi dada pelo ministro do STF, César Peluzo, quando soltou sábado os desembargadores José Eduardo Carreira Alvim, José Ricardo de Siqueira Regueira e Ernesto da Luz Pinto Dória (do TRT de Campinas, em São Paulo), e o procurador federal João Sérgio Leal Pereira.

O advogado também pediu que Julio e Guimarães não sejam transferidos para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, Mato Grosso, pois as famílias dos presos moram no Rio.


Tratamento 'VIP' antes dos depoimentos: Garçom, ar condicionado e água gelada antes dos depoimentos

Os 17 presos pela Operação Furacão, que vieram de Brasília para prestar depoimentos no prédio da Justiça Federal, estão tendo um tratamento de primeira categoria. Enquanto aguardam a sua vez de depor, os presos - entre eles os bicheiros Turcão, Anísio Abrahão David e Capitão Guimarães - ficam em um ônibus com ar condicionado, onde um garçom serve água gelada e bebidas energéticas.

Turcão passa mal

O bicheiro Antonio Petrus Kalil, o Turcão, passou mal e precisou receber atendimento médico. Essa é a terceira vez que Turcão, de 82 anos, passa mal desde que foi preso pela primeira vez, dia 13 de abril.

Governo prepara decreto contra bebidas alcoólicas

O governo federal definiu hoje a Política Nacional sobre o Álcool, um conjunto de medidas para prevenir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e ampliar o acesso a tratamento para pessoas dependentes. O presidente Lula deve assinar o decreto que institui as medidas na próxima semana.

O texto do decreto, sob análise na Casa Civil, não traz definições sobre o tema mais polêmico de toda a estratégia, a restrição de horário para propaganda de todas as bebidas alcoólicas. O decreto prevê que a regulamentação da propaganda deverá ser feita por uma resolução - cujo texto já está pronto para publicação.


O lançamento da Política Nacional sobre o Álcool é esperado desde 2003, época em que um grupo interministerial criado pelo governo apresentou o esboço da estratégia. Nesse documento, já se previa a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas para depois das 23 horas. A medida, considerada indispensável por especialistas na área de saúde, atingiria em cheio a indústria de cerveja, que hoje não tem restrição para veiculação de propaganda

Vestibular deve acabar

Era uma vez um reitor de universidade baiana que, sonhando com um ensino superior de melhor qualidade, reuniu-se com colegas de três instituições do Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e do Grande ABC (SP) para elaborar o projeto de uma universidade nova. Um dia, ao visitar a capital de São Paulo para falar sobre a proposta para outros acadêmicos, o reitor baiano chamou a atenção da grande mídia. Não porque a imprensa estivesse interessada no debate em si – essencialmente o novo modelo estimularia uma formação mais interdisciplinar. Discutir currículo é muito chato fora do meio acadêmico. O que chamou a atenção dos jornalistas foi um dos tópicos da proposta: o fim do vestibular.

Isso tudo aconteceu entre o segundo semestre de 2006 e janeiro deste ano, quando o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Monteiro de Almeida Filho, esteve em São Paulo (SP). Desde então, visitou vários Estados, inclusive Goiás – onde esteve na semana passada para apresentar a proposta “Universidade Nova” para acadêmicos da Universidade Federal de Goiás (UFG) – e Brasília, onde participou de um debate no Congresso Nacional. O Ministério da Educação está animado com a proposta, que pode aumentar o número de vagas nas faculdades públicas sem desembolsar muito dinheiro. Hoje, há 580 mil universitários no País e o governo federal promete dobrar esse número até 2010.

O projeto, que ainda está numa fase incipiente, segundo o próprio reitor da UFBA, prevê a composição do ensino superior em três ciclos: bacharelado interdisciplinar (BI), de formação geral; ciclo de formação profissional específica; e ciclo de pós-graduação. Outra mudança é o fim do vestibular como forma de ingresso nas universidades.

Ao formar-se no 2º grau, o aluno ingressaria em um BI atrás de uma versão melhorada do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não mais por meio do vestibular. Em vez de escolher a profissão, decidiria por uma área genérica, como ciência, humanidades, artes. Após três anos, receberia um título de bacharel e poderia escolher: interromper os estudos ou especializar-se, buscando cursos como medicina, direito, jornalismo. Essa fase teria a duração de dois a quatro anos. Aí viria a pós-graduação.

O número de vagas no segundo ciclo seria menor que o do BI, já que os cursos profissionalizantes exigem laboratórios e estrutura que hoje não atende à demanda que estaria nos bacharelados. Por isso, haveria disputas mais concorridas a partir das notas obtidas ao longo do primeiro ciclo.

O reitor da UFBA destaca que o ensino superior enfrenta hoje sérios problemas, o que leva a uma grande evasão estudantil. Naomar destaca a precocidade nas escolhas de carreira profissional, a seleção limitada, pontual e traumática do vestibular e currículos estreitos. “A arquitetura curricular atual possui modelos de formação totalmente superados em seus contextos de origem.” Naomar também diz que o modelo aproximará o sistema universitário brasileiro dos vigentes no Primeiro Mundo, onde não há nem vestibular nem especialização precoce.

A Universidade Nova prevê ainda a criação de cursos superiores de curta duração, que propiciem a formação de “tecnólogos”, para alunos que necessitam de uma formação profissional mais rápida. A proposta tem sido elaborada em conjunto por sete universidades federais (Bahia, Brasília, do ABC, Rio de Janeiro, Pará, Piauí, do Recôncavo da Bahia e Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia). O nome “Universidade Nova” é em homenagem ao educador Anísio Teixeira e seu projeto “Escola Nova”, feito na década de 30.

POLÊMICA – O alcance que o projeto ganhou na mídia e os bons olhos com que o governo tem visto a idéia despertaram acadêmicos de diversos centros. O principal medo de quem colocou um pé atrás ao analisar o assunto é a ausência do tema “orçamento”. “Concordamos que o vestibular não é a melhor maneira de ingressar na universidade e com a proposta da interdisciplinaridade, mas nada se resolve sem que seja discutido o orçamento. Precisamos de financiamento para ampliação e expansão do ensino superior”, diz o 1º tesoureiro do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), José Vitório Zago.

Ele acredita que a proposta é um “espetáculo” (no sentido de show midiático) para o governo fugir do verdadeiro debate: a falta de recursos nas universidades públicas. “É com recursos que as universidades podem melhorar o ensino universitário e aumentar as vagas.”

TJ-SP publica acórdão e PT pede CPI da Nossa Caixa

Ah! Bom, pensei que nós paulistanos íamos ficar sem o cirquinho. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicou hoje o acórdão referente ao mandado de segurança impetrado por parlamentares da oposição, em fevereiro do ano passado, para a instalação da CPI da Nossa Caixa. A expectativa era de que a medida fosse publicada apenas na sexta-feira. Com a publicação de hoje, a liderança do PT na Assembléia Legislativa informou que vai indicar os membros da legenda para compor a comissão e exigir da presidência da Casa o cumprimento da determinação judicial.

Os petistas não aceitam o argumento do presidente da Casa, o tucano Vaz de Lima, de que as CPIs protocoladas na legislatura passada não têm mais eficácia nesse novo mandato, iniciado no dia 15 de março. "O entendimento é que as CPIs da legislatura anterior (cerca de 70 pedidos) foram arquivadas no dia 14 de março", disse Vaz de Lima, hoje pela manhã. Ele adiantou, também, que pretende entrar com embargo de declaração com relação ao acórdão do TJ de São Paulo porque tem dúvidas com relação à medida.


O líder da bancada petista na Assembléia, deputado Simão Pedro, diz que a oposição ganhou na Justiça o reconhecimento de que a CPI é um instrumento das minorias partidárias no processo de investigação das ações do Executivo. E reclama que os governistas continuam a bloquear qualquer tipo de fiscalização e investigação da administração tucana. O petista quer, ainda, que as outras legendas também indiquem seus representantes para a instalação imediata da CPI da Nossa Caixa.


O PT quer a instalação dessa CPI para investigar denúncias de eventual favorecimento, em contratos de publicidade e propagandas firmados com o Banco Nossa Caixa, aos aliados do ex-governador tucano e candidato derrotado à Presidência da República Geraldo Alckmin.

Vaz de Lima vai recorrer contra CPI da Nossa Caixa

Enquanto as CPis correm solta lá em Brasilia, cá do lado de baixo, os tucanos não querem nem ouvir falar em CPI. Aqui o roubo é camuflado, escondido e sem o julgamento do povo. Povo? mas que povo é esse que teimam em votar nos ladrões dos cofres públicos?

Se depender da disposição do presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Vaz de Lima (PSDB), a CPI da Nossa Caixa não deverá ser instalada imediatamente após a publicação do acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo determinando a instalação da comissão para investigar denúncias de suposto uso político do banco na administração do ex-governador tucano e candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. A publicação está prevista para a sexta-feira.

Vaz de Lima disse hoje que não conhece o conteúdo total do acórdão do Tribunal de Justiça, mas oficiosamente já tomou conhecimento do conteúdo e tem algumas dúvidas que necessitam ser esclarecidas. "Com base nisso, pretendo entrar com um embargo de declaração, assim que o acórdão for publicado. E pela interpretação do departamento jurídico da Casa, eu posso recorrer (com o embargo de declaração) sem ter que instalar a comissão imediatamente", destacou. Segundo ele, pairam dúvidas quanto às CPIs da legislatura passada (70) e as dessa legislatura (12). "Se o TJ pede para instalar uma CPI da legislatura passada, tenho que ver o que vou fazer com os pedidos dessa (legislatura que foi instalada no dia 15 de março)", emendou.

O presidente da Assembléia voltou a dizer que determinação judicial é para ser cumprida. Porém, deixou claro que irá recorrer o quanto puder, pelas vias legais, para atrasar ou até mesmo para não instalar a CPI da Nossa Caixa, que vem sendo objeto de grande disputa entre situação e oposição na Casa. A bancada do PT diz que não vão desistir de instalar essa comissão e alega que em Brasília os partidos de oposição ao governo Lula, sobretudo os tucanos e democratas, também recorreram à Justiça para garantir o direito de instalação da CPI do Apagão Aéreo.


Vaz de Lima disse que se o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo for mesmo publicado na forma como ele ficou sabendo, não vai caber outra alternativa a não ser pedir mais esclarecimentos. Segundo ele, pelo entendimento da Casa, no dia 14 de março todas as CPIs da antiga legislatura foram arquivadas. Ele não descarta, ainda, recorrer a instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base no fato de que os novos parlamentares não podem assumir o compromisso de instalar uma CPI da outra legislatura.

Marquem bem o dia de hoje. Aqui, começa o dia, em que nós trabalhadores vamos pagar mais uma CPI para PSDB,PFL (os demos) PPS, se promoverem em busca de votos em seus estados. A campanha de 2008/20010 começou.Com voto favorável de todos os ministros, o Supremo Tribunal Federal determinou a instalação da CPI na Câmara para apurar as causas e responsabilidades pela crise no sistema de controle do tráfego aéreo no País. A decisão foi tomada em julgamento do mandado de segurança em que os partidos de oposição pedem que o STF mande instalar a CPI do Apagão Aéreo.

O ministro Celso de Mello, relator do mandado de segurança, determinou a restauração do ato da presidência da Câmara que reconheceu criada a CPI do Apagão Aéreo, devendo o presidente da Câmara providenciar a publicação do ato, com a adoção das medidas destinadas para viabilizar a instalação da Comissão. Todos os ministros acompanharam o voto do relator.

Sem alarde, Senado também cria CPI do Apagão Aéreo

Yes! nós vamos ter espetáculo novamente. O circo acaba de erguer a lona. A CPI do Apagão Aéreo no Senado foi criada sem alarde pelos senadores que decidiram se antecipar à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de inquérito semelhante na Câmara. A instalação da CPI no Senado ocorreu às 17h30, pouco antes da manifestação do STF, com a leitura do requerimento pedindo a investigação, assinado por 34 dos 81 senadores. A Comissão, no entanto, só será efetivamente instalada no mês que vem, porque os líderes aliados e de oposição ao governo acordaram o prazo de 20 dias para a indicação de seus membros.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem se deu ao trabalho de ler o requerimento da CPI. De seu gabinete, determinou que um funcionário levasse o documento ao plenário e passou a tarefa ao senador Mão Santa (DEM-PI), que presidia a sessão. A leitura não despertou polêmica. Nenhum tucano manifestou-se sobre a abertura do inquérito e nenhum oposicionista de plantão ameaçou o governo com as investigações que devem incluir a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).


O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), foi o único que destacou sua preocupação com prejuízos ao Congresso que as duas CPIs simultâneas, uma na Câmara e outra no Senado, poderão causar. "Isto pode acirrar a disputa entre as duas Casas e fazer com que tenhamos uma situação de mais descrédito para o Congresso", advertiu. O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), no entanto, fez questão de festejar a decisão como "uma demonstração de altivez" do Senado, que tornou "irreversível, com data marcada", o pedido da minoria para criar a CPI do Apagão Aéreo.

Um dos melhores comerciais dos últimos tempos.

É assim...

....Mesmo. Sempre que penso em postar alguma coisa, aparece outras mil e uma outras coisas para eu fazer, vou deixando para depois e depois, o dia passa e eu continuo sem tempo para entrar no blog. Ufha! Hoje deu!. Ainda que pouco, um pouco....antes isso que nada!

Parabéns Polícia Federal


Há tempos muita gente vinha se perguntando porque a cidade maravilhosa do Rio de Janeiro estava sendo conhecida como a terra de ninguém, onde quem mandava e desmandava eram os bandidos, traficantes, políciais corruptos, enfim, tudo que não prestava tinha voz ativa na cidade, enquanto o povo honesto e trabalhador vivia com medo e acuado.

Era estranho ver que César Maia, Rosinha a garotinha e seu Garotinho, nunca tiveram a preocupação de mexer com os poderosos do crime e ainda, volta e meia o casal de garotinhos aparecia nas páginas de jornais brasilieros envolvido com a máfia carioca.

Tem sim, muita coisa suja debaixo dos tapetes persa carioca, e não é areia de Copacabana. Eis que finalmente surge a esperança no horizonte para descobrimos porque o Rio Janeiro vinha sendo governado por bandidos e máfias. Um cabra macho chamado Lula e homem de atitude, Marcio Thomaz Bastos mandaram para cadeia homens dito como importante deste país. Isso mesmo. Eu disse Marcio Thomaz Bastos. Se você não sabe, fique sabendo que a operação Furacão da Polícia Federal foi toda ela planejada há um ano atrás enquanto o excelentíssimo Marcio Thomaz Bastos era o então Ministro da Justiça.

Este é sem duvida nenhuma o primeiro passo para diminuir a onda de terrorismo no Rio, afinal o jogo do bicho é um forte aliados dos traficantes e de todas outras contravenções neste país.... em Mato Grosso um deste braços, Comendador Arcanjo Ribeiro ja esta atraz das grades... Parabéns a Nossa PF e esta operação tem que ser a nivel Brasil .... e haja Cadeia para colocar tantos bandidos.....

O paraíso é aqui


Você pode não gostar, mas eu simplesmente adoro esse lugar. Sabe onde é? Teresopólis no Rio. Minha casinha está aberta para quando você vier me visitar.

Noveleiros estão em baixa

Tem coisa mais chata que ver a novela Paraíso Tropical da Globo?. Vamos combinar, não tem não. O que é aquilo ali, Toni Ramos como galã, beijando a Maria Fernanda Cândido! Credo que horror, só perde pra ele mesmo quando beijava a Gloria Pires, naquele papel de grego. Tá certo, tá mais para galã da terceira idade. Casal da tosse.

Alguém já imaginou assistir uma novela brasileira, da Globo, Record, etc em que nela seja suprimido o som das falas dos personagens e sejam colocadas por cima uma dublagem em português mesmo, tipo Bruce Cane (personagem do Chico Anysio), sincronizada (mal é claro) com os movimentos labiais dos atores? Faça de conta que você não conhece os atores e teremos então uma autêntica novela mexicana, sem tirar nem por os clichês.

Embora não seja assídua espectadora de novelas, conheço algumas pessoas que gostam de novelas mexicanas. É! nada é perfeito. Mas justificavél. Elas dizem que é para fugir da tela da Globo. Para quem as assiste e as compara com as da Globo, fica a certeza de que o enredo das nevelas globais como as mexicanas, tem sempre os mesmos ingredientes: adultério, sexo, riqueza, ciúme, traições, famílias, sociedade, etc…. A diferença é que nas globais estes ingredientes são mal colocados, em doses exageradas. Já nas mexicanas estes ingredientes são colocados num enredo cuja qualidade é muito superior, e é por isso que são tão assistidas. O defeito das mexicanas são os diálogos, os nomes dos personagens, e as técnicas das cenas. Ou seja, o dia que o SBT, souber adaptar as novelas mexicanas para o nosso línguajar, adeus aos medíocres autores das novelas brasileiras.

Urucubaca é pouco

Pé- frio. Urucubaca.Mau agoro. Olho gordo. São apenas algumas palavras que os superticiosos usam para não dizer sob hipótese nenhuma a palavra azar. Se o piloto Brasileiro de Fórmila1 Flipe Massa, acredita em superstições eu não sei, mas seria bem interessante que ele colocasse a barba de molho. Vejamos por quê:- Figura lendária do "rico" folclore nacional, o narrador-comentarista só é visto da cintura pra cima e, mesmo assim, deixa todo mundo de cabelo em pé. Se a Globo mostrasse o corpo inteiro da criatura, você perceberia que Galvão tem os dois pés enfiados num gigantesco bloco de gelo, muito maior que o iceberg que detonou o Titanic. Ele é o maior pé-frio da cristandade. Nem Fafá de Belém, em toda sua glória, se igualou ao Urubuzão Bueno. A seleção pode trocar de técnico quantas vezes quiser. Não adianta. Enquanto galvão estiver narrando e torcendo (ele não sabe a diferença), não tem jeito. Lembre-se: o cara era o maior fã de Ayrton Senna e todo mundo sabe como essa história terminou.

Depois de não classificar na geração do ouro para Atenas, de ver Ayrton Senna substituído por Rubens Barrichello, ver Guga afundar torneio após torneio e ver a seleção feminina perder um jogo contra a Rússia que estava 2x0 e depois 2x1 (24-19). Chegou a vez de Daiane dos Santos. Contando com o ouro olímpico da ginasta Daiane dos Santos,chegou lá batizando um salto e como favorita.Enquanto Galvão não narrou os saltos de Daiane, estava tudo indo bem, Galvão passou a endeuzar a menina e...Advinhem! Cadê a moça? operou o joelho, sumiu do cenário do esporte. Hoje, alguém ouve falar em Daiane dos Santos?. Acabou!. Chegamos no Felipe Massa. Ufa, finalmente. Felipe ganhou a primeira corrida no GP do Brasil, Galvão estava lá com seus berros e mais berros. Logo, insinuou que o menino Felipe seria o sucessor de Ayrton. Conclusão: Nas duas corridas que Galvão Bueno narrou, Felipe foi mal, cometeu erros bobos. Hoje, domingão, dia 15 de Abril de 2007, Galvão Bueno não estava narrando a Fórmula1 e advinhem. Felipe Massa vence no Bahrein em prova sem erros e se recupera na F-1

Galvão Bueno: vergonha nacional.

Vejo, olho e penso...

Eu vejo que na internet tem blog para tudo, para todos os assuntos, para falar de qualquer coisa, para falar de nada, só para fazer número e ocupar espaço. Pois é, o meu blog não vai falar de nada, vai falar de qualquer coisa e vai ocupar espaço. Se vai ter longa vida? Ahhhh! ai vai depender de você!

Tudo em mil está a mil

Nos últimos dias eu não tenho tido tempo para nada. Eu disse n-a-d-a. Estou a mil por hora, cheia de compromissos, agenda lotada, mas...e ai, será que eu não estou vendo a vida passar em brancas nuvens bem aqui do meu lado?


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