Tucana ameaça e chantagea editora do blog Os Amigos do Presidente Lula


Pessoas inescrupulosas estão divulgando na internet, calúnias e difamações sobre mim, pessoas ligadas ao Presidente Lula que mantém contato com esse blog e este blog.Essas pessoas, visam, primeiramente desacreditar o blog, por ser esse o único meio de comunicação exclusivamente em defesa do Presidente Lula e também, por ter visibilidade na grande mídia.Essas pessoas, tentam ganhar a nossa confiança, aparecem do nada, comentam, faz divulgação de matérias, como se grandes amigos do Presidente Lula fossem.Não são. São da quadrilha tucanos/demos, infiltrados neste espaço que quando são descobertos, revoltam-se e logo partem para a baixaria, mostrando a que vieram. Espalham boatos e mentiras, querem destruir a credibilidade que este blog construiu ao longo de vários anos, pois como todos vocês sabem, meu primeiro blog foi este, o segundo é esse , depois esse aqui ,e finalmente este em que nos encontramos no momento.

Uma dessas pessoas, que aqui frequentava como se fizesse parte dos amigos do Presidente, está divulgando na internet o seguinte texto (Me desculpem, mas eu vou ter que publicar para o conhecimento de vocês)

“Fazenda comprada é certificada.....!!!!


FILHO DE LULA COMPRA FAZENDA NA REGIÃO DE ARAÇATUBA POR 47 MILHÕES



Não preciso dizer, que somente alguém muito idiota, desprovido de inteligencia, acreditaria nessa história. Ou será que essa pessoa não pensa que, se isso fosse verdade a mídia inteira já não estaria divulgando?

Vocês acreditam que este texto é de minha autoria? Pois é isso que esse(a) falso(a) amigo (a) do Lula anda dizendo. Não escrevi e não sou eu, Helena Sthephanowitz, que anda divulgando.

Então meus queridos leitores. Fiquem atentos. Estão querendo destruir o blog e me calar, para que a grande imprensa possa publicar livremente todo tipo de mentiras contra Lula. Do blog Os amigos do Presidente Lula

Deseperado por holofote, DEM denuncia Lula por campanha fora de época


O advogado Admar Gonzaga, do DEM, deve ajuizar, nesta segunda-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representação para abertura de investigação judicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por uso indevido de palanques, em cerimônias oficiais, para fazer propaganda eleitoral camuflada com vistas ao pleito municipal de outubro. De acordo com a legislação e normas específicas, a propaganda eleitoral deste ano só será permitida a partir de 6 de julho

O advogado contratado pelo partido oposicionista disse ao JB que já tem esboçada a petição (com pedido de liminar) à qual dará forma final neste fim de semana. Segundo Admar Gonzaga, o presidente Lula tem aproveitado solenidades de lançamentos de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para atacar, sistematicamente, os que lhe fazem oposição, muitas vezes na companhia de políticos pré-candidatos às eleições de outubro próximo, como ocorreu em Fortaleza, no dia 28 de fevereiro, quando fez pronunciamento de conteúdo eminentemente político, num estádio, ao lado da prefeita Luizianne Lins (PT), que vai concorrer à reeleição.

"Estamos assistindo à utilização da máquina pública para a promoção de aliados e para ataques contundentes à oposição", afirma o advogado do DEM. "Além disso, sentido-se solto para prosseguir no descumprimento da legislação eleitoral, já se vê o palanque montado, com dinheiro público, a pretexto de lançamento do programa "Territórios da cidadania" em variados lugares, para o lançamento de candidatura presidencial para 2010."

E conclui: "A ilegalidade da atuação é flagrante e esbarra em diversos dispositivos da legislação, que vai da propaganda eleitoral antecipada, passa pelo abuso do poder político e chega àquilo que a Lei 11.300/06 consignou como conduta de alta gravidade, qual seja, a distribuição gratuita de benefícios pela administração pública em ano eleitoral".

A Lei 11.300 tornou mais rígidas as regras da chamada Lei Eleitoral (9.504/97), e o advogado refere-se ao dispositivo que proíbe, em ano eleitoral, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, "exceto nos casos de calamidade pública ou de programas sociais autorizados em lei".

Para o advogado do DEM, está havendo uma "congregação" de programas diversos no chamado PAC, com objetivos "nitidamente eleitoreiros".E para o DEM está faltando vergonha na cara e vontade de trabalhar.

O queridinho da imprensa


MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br

Alto de página da Folha em 2 de março: "Gabeira é o nome de PV, PSDB e PPS no Rio de Janeiro".

Outro alto, em 4 de março: "Gabeira aceita concorrer no Rio, mas impõe condições".

Hoje, também no espaço mais destacado da página: "Gabeira promete capitalismo, se alia ao PSDB e acena ao PT".

Sempre na edição São Paulo.

Não me lembro de o jornal ter dado recentemente alto de página para as iniciativas de outros pré-candidatos à Prefeitura do Rio, como Marcelo Crivella (PRB), Solange Amaral (DEM), Alessandro Molon (PT), Chico Alencar (PSOL), Carlos Lessa (PSB) e Jandira Feghali (PC do B).

O lançamento do deputado do PV por uma frente é mesmo um fato político importante. Mas a Folha dá a impressão de se transformar em cronista pouco crítico de um candidato em especial.

Exagero?

A reportagem de hoje não citou nenhum adversário de Gabeira. Nenhum mesmo. Contra quem ele concorrerá? Essa informação, elementar, foi omitida.

Conhecê-la é um direito dos leitores.

Quando o deputado disse que "as nossas divergências são secundárias", sobre o PT, não seria o caso de publicar um quadro com as declarações de Gabeira à época do mensalão e de Severino Cavalcanti?

Pior: defensor da ética na política e na administração pública, Gabeira posou ao lado do ex-governador Marcello Alencar.

Era obrigação da Folha contar se o antigo governante notabilizou-se pelos bons costumes à frente do Estado do Rio de Janeiro.

Sobre Marcello Alencar e seus filhos influentes, nenhuma palavra.

Gabeira até poucas semanas atrás era colunista da Folha.

Foi repórter do jornal.

Há inegável interesse jornalístico em noticiar sua entrada na corrida pela prefeitura.

Mas opinião, legítima, deve ser manifestada nos espaços próprios, de editoriais, artigos de colunistas e textos de convidados. Não no espaço noticioso.

A reportagem de hoje não emite posição formal sobre o pré-candidato, mas o trata com uma condescendência estranha aos princípios editoriais da Folha condensados no Manual da Redação.

O jornal faria bem se começasse a tratar Gabeira com o senso crítico que dispensa a outros parlamentares e candidatos.

Para registro: no jornalismo carioca, o tom de simpatia por Gabeira é o mesmo ou ainda maior.

Brasil foi um dos grandes beneficiados e ganhou mais poder no FMI .


O Brasil foi um dos quatro países mais beneficiados pelo realinhamento da divisão de cotas e de votação anunciado nesta sexta-feira (28) pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. A medida é resultado direto da pressão exercida nos últimos anos por países-membros para que economias emergentes tenham mais peso e a instituição recupere parte da legitimidade perdida.

De acordo com o revelado ontem à tarde pelo francês, o Brasil passa a ter uma cota de 1,78% no Fundo, ou 40% a mais do que antes. Passa a ter também um poder de voto de 1,72%, ou 22% mais do que antes. Só tiveram elevações maiores a China, a Coréia do Sul e a Índia. São 185 os países-membros da instituição.

Entre as medidas do pacote anunciado pelo diretor-gerente, a mais importante é a revisão a cada cinco anos da divisão de cotas e votação, uma das bandeiras das economias emergentes que até a manhã de ontem encontrava resistência de países desenvolvidos liderados pelos Estados Unidos. Assim, o país que crescer no período terá seu poder de fogo dentro da instituição aumentado --e vice-versa.

Como as economias que mais cresceram neste século até agora foram as emergentes, esse é o bloco que teoricamente mais ganha com a medida.

Além disso, muda o cálculo e o peso do PIB (produto interno bruto) para que o crescimento de um país seja quantificado, outra velha reivindicação dos emergentes. Com 50%, passou a ser a variável de maior peso na fórmula, que leva em conta também itens como reserva de mercado, abertura da economia e reservas.

Muda ainda qual o PIB será considerado. Até então, só valia o medido pela taxa de câmbio do mercado; agora, será uma mistura desse e do chamado PIB de paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês), numa proporção de 60% e 40%, respectivamente.

A vantagem para as economias emergentes é que, numa crise financeira, a moeda local geralmente se deprecia e com isso leva para baixo o valor nominal do PIB tradicional. Já o chamado PPP é mais estável. "Sempre achei que mudar é melhor do que ficar como estava", disse ontem Strauss-Kahn a jornalistas do mundo inteiro reunidos na sede do Fundo, em Washington. "Somos a primeira e única instituição das criadas após a Segunda Guerra [1939-45] que se mostra capaz de organizar uma mudança assim."

"É um passo significativo, sem dúvida, mas é parte de um processo que tem de continuar", disse à Folha Paulo Nogueira Batista Jr., diretor-executivo do FMI, para quem o Brasil foi um dos grandes beneficiados. O brasileiro representa no Fundo um grupo de nove países --além do Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago.

Ele cita como exemplo sua cadeira. Com as mudanças de ontem, o peso foi de 2,4% para 2,8%, e a posição no poder de voto, de 21º para 18º. Ainda assim, para o economista e colunista da Folha, ainda há o que fazer: "Foi um passo na direção certa, mas não resolve os problemas de governança e de legitimidade da instituição".

Agora, os chamados "governadores", representantes de cada país na instituição, devem votar até o final de abril se aprovam ou não as medidas. No Brasil, o cargo é ocupado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deve votar a favor (leia texto nesta página).

É preciso que pelo menos 85% dos países-membros estejam de acordo; nos cálculos de Strauss-Kahn, se a votação fosse hoje, haveria "pouco mais de 86% a favor".

Aprovado o pacote, cada um dos países-membros leva as medidas ao seu Legislativo, para que sejam discutidas e aprovadas. Esse processo final pode levar vários meses.

Folha

No meio do caminho tinha uma rocha...Tinha uma rocha no meio do caminho.


O consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo, divulgou hoje um relatório parcial sobre as causas do desabamento na futura Estação Pinheiros, em janeiro do ano passado. No relatório, o consultor independente Nick Barton afirma que uma rocha com cerca de 15 mil toneladas, não detectada durante o projeto, provocou a ruptura das estruturas e o conseqüente desabamento da obra

Essa rocha se localizava próxima ao topo do túnel que cedeu no dia do acidente. De acordo com o relatório, a estrutura não resistiu ao peso da rocha, que não estava previsto no projeto.

Para que houvesse o processo de ruptura do túnel, também colaborou uma infiltração de água no local, proveniente de galerias formadas pela água da chuva. A rocha estava apoiada sobre outro bloco mais frágil e a água se infiltrou entre as duas camadas.

O diretor do contrato do consórcio Via Amarela, Márcio Pellegrini, disse que o acidente foi uma "fatalidade". "A chance de um colapso desses ocorrer é a mesma de um raio cair duas vezes no mesmo local", comparou.

Ele defende que o consórcio utilizou todos os procedimentos de acordo com as normas técnicas usuais. "Desde o início da obra, o consórcio considerou o projeto exeqüível", disse Pellegrini.

O consórcio alega que, durante o projeto, fez sondagens (perfuração do solo) em onze pontos diferentes. Segundo o consultor, esse número de sondagens é compatível com o tamanho da obra.

Barton explica que já presenciou obras maiores com apenas quatro pontos de sondagem. A Via Amarela esclarece que continuará investigando as causas do desabamento até que o relatório final seja divulgado.

O promotor responsável pelas investigações do Instituto de Pesquisas Técológicas (IPT), Arnaldo Hossepian, não quis comentar os resultados parciais porque o laudo oficial está em fase de conclusão. "Recebi um resumo do relatório que foi apresentado e ele não traz nenhuma conclusão efetiva, apenas suposições. Se o consórcio realizou avaliações geológicas que não conseguiram encontrar uma rocha dessas dimensões, precisamos saber exatamente como foram feitas para podermos chegar a um juízo final sobre o que aconteceu", afirmou.

Veja um trecho do relatório parcial:

Tentando resumir o acidente em poucas linhas, pode-se concluir:
1. que a região da Estação Pinheiros apresenta um maciço rochoso com um trecho de rocha mais "dura" no meio de um maciço de rocha "alterada" sobre a estação;
2. esta condição particular resultou numa carga atuante na estrutura de suporte da escavação bastante superior ao esperado, devido não só às diferenças litológicas, mas também devido à redução do efeito de arqueamento, devido à baixa resistência das interfaces entre a rocha "dura" e a rocha "alterada" e devido à eventual presença de água;
3. que a ruína ocorreu desse acréscimo de carga. Se foi pela fundação ou pela própria estrutura, é um tema que demandaria maiores estudos, para que o acidente se esclareça e que não venha a se repetir em situações geológicas semelhantes.

Redação Terra

Casagrande: Um craque fora do ar


A última notícia sobre o comentarista da TV Globo e ex-jogador Walter Casagrande Júnior data do ano passado: um sério acidente de carro em São Paulo. No dia 22 de setembro, Casagrande capotou sua Cherokee em uma rua do bairro da Lapa e chegou a ser internado na UTI do Hospital Albert Einstein. Três dias mais tarde, o comentarista teve alta e saiu do Hospital. Depois disso, silêncio. Casagrande desapareceu dos olhos do grande público.

A Revista Placar foi atrás do paradeiro do comentarista e ídolo corintiano. Ouviu família, amigos, colegas de trabalho. Descobriu que Casão, afastado da mídia antes mesmo do acidente, saiu direto do hospital para o tratamento de dependência de drogas em uma clínica na Grande São Paulo. O ex-jogador, que tem 44 anos, só poderá deixar o local quando receber alta dos médicos, e não por vontade própria.

Placar ouviu 16 pessoas próximas ao jogador que confirmaram que Casagrande consumia cocaína e até heroína. Não foi a primeira internação numa clínica para se livrar das drogas. Hoje, o comentarista ainda não está autorizado a receber visitas, nem mesmo dos seus três filhos.

Seu médico particular, Artur Timerman, não entra em detalhes, mas confirma que a tendência é de um tratamento longo. “Eu não consigo fazer previsões, mas deve demorar, infelizmente”.

A edição de abril da Placar, que chega às bancas a partir dessa quinta-feira, traz os relatos de colegas de trabalho e de baladas e conta os problemas que o comentarista vinha enfrentando nos últimos anos nas transmissões da Globo.


Confira a entrevista na íntegra com o clínico geral e infectologista Artur Timerman, médico pessoal de Casagrande há dez anos.

Balança


O Tribunal de Justiça de SP pode dar um "troco" no governo de José Serra, que cortou o orçamento da instituição, de R$ 8 bilhões para cerca de R$ 5 bilhões neste ano. Uma comissão de desembargadores estuda abrir licitação para escolher novo banco para receber os depósitos judiciais do Estado. São cerca de R$ 15 bilhões, hoje administrados pela Nossa Caixa, do governo, que teria seus cofres drasticamente afetados pela decisão.


Só instituições oficiais, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, poderiam participar da licitação. A Nossa Caixa também poderia concorrer. Mas, caso vingue a idéia, o banco vencedor terá que pagar a melhor taxa ao TJ pela custódia dos depósitos. "Estamos buscando otimizar recursos porque nossas vicissitudes orçamentárias são grandes", diz o desembargador Henrique Calandra, da Apamagis (Associação Paulista dos Magistrados).

Confiança do consumidor brasileiro sobe e bate recorde em março


A confiança do consumidor brasileiro bateu um novo recorde. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e divulgado hoje, elevou-se em 3,5% entre fevereiro e março, ao passar de 116,7 para 120,8 pontos, ao patamar mais alto da série, iniciada em setembro de 2005.

As avaliações em relação à situação atual, que em fevereiro haviam se tornado menos favoráveis, voltaram a melhorar em março. O ISA (Índice da Situação Atual) cresceu 5,2%, de 118,6 para 124,8 pontos, também ao maior nível já registrado. O IE (Índice de Expectativas), por sua vez, teve alta de 2,6% em março, para 118,7 pontos.

Segundo a pesquisa da FGV, os entrevistados viram melhora da situação econômica da cidade em que moram. A parcela dos que a consideram a situação boa elevou-se de 16,9% para 19,0%, enquanto a proporção dos que a avaliam como ruim diminuiu de 29,2% para 25,5%.

Sobre as perspectivas para a compra de bens duráveis, a parcela de consumidores que prevêem maiores gastos elevou-se de 21,4% para 24,4%. A dos que prevêem gastos menores diminuiu de 22,1% para 19,8%.

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base em amostra de mais de 2000 domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de março foi realizada entre os dias 03 e 24 de março de 2008.

McCain defende adesão do Brasil ao G8


NYT’ revela que Obama é ‘primo’ distante de Bush e Brad Pitt, e Hillary, de Angelina Jolie

O senador John McCain, pré-candidato republicano à Presidência dos EUA, disse ontem que o G8 – grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia – deveria incluir o Brasil e a Índia, e excluir a Rússia. Sem esconder que há tensão entre as duas potências históricas da Guerra Fria, afirmou que os EUA precisam lidar com os "perigos representados por uma Rússia revanchista". Para tanto, o G8 deveria incluir democracias de mercado, como Brasil e Índia.

Em vez de tolerarmos a chantagem nuclear ou os "ciber-ataques" da Rússia, as nações ocidentais deveriam deixar claro que a solidariedade do Otan, do Báltico ao Mar Negro, é indivisível e que as portas da organização permanecem abertas para todas as democracias comprometidas em defender a liberdade.

McCain distanciou-se da postura diplomática adotada pelo atual presidente do país, George Bush, afirmando que os EUA precisam assumir suas responsabilidades de líder mundial e se tornarem "cidadão modelo" da comunidade global.

Os EUA não podem liderar por meio apenas de sua força – assinalou o senador pelo Arizona, de volta de viagem ao Oriente Médio e Europa. – Nossa força imensa não significa que podemos fazer qualquer coisa que desejamos quando bem desejamos, e nem que deveríamos pressupor termos todos os conhecimentos e opiniões necessários para vencer. Temos de ouvir opiniões de nossos aliados democráticos e respeitar o desejo coletivo deles.

Parentescos

E tratando de um assunto mais leve, o jornal The New York Times revelou que os pré-candidatos têm parentesco com pessoas não imaginadas. "Você consegue ver a semelhança de Obama com Brad Pitt? Talvez seja porque os ancestrais comuns deles viveram há 11 gerações, e a chance de dividirem genes é minúscula", escreveu o diário.

Em setembro, o The Chicago Sun-Times revelou que o senador Barack Obama e o vice-presidente Dick Cheney são primos distantes. Esta semana, a Sociedade Genealógica Histórica de Nova Inglaterra disse que Obama tem, pelo menos, seis presidentes em sua família muito extensa, incluindo George Bush, Gerald R. Ford, Lyndon B. Johnson, Harry Truman e James Madison.

Hillary Clinton é prima em nono grau de Angelina Jolie, com quem divide raízes franco-canadenses. Parentescos de Hillary incluem ainda Jack Kerouac, Madonna, Celine Dion, Alanis Morissette e Camilla Parker-Bowles, mulher do príncipe Charles.

A árvore genealógica de McCain foi mais difícil de ser traçada. O provável candidato republicano é primo em sexto grau da primeira-dama Laura Bush.

Chávez elogia idéia de conselho de defesa


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, elogiou a iniciativa do Brasil de criar um conselho sul-americano de defesa, e disse que esse organismo permitirá à região "falar duro" frente ao imperialismo e a outras regiões do mundo. O bolivariano afirmou que em 1999 já havia proposto uma idéia semelhante, mas naquela época ele era uma voz única. "A América Latina é grande e tem uma história grande", justificou.

Vendas sobem 8% nos supermercados


Empresários esperam fechar ano com faturamento 4,5% maior

As vendas nos supermercados mantêm o ritmo de crescimento, com altas de 8,63% em fevereiro e de 8,31% no primeiro bimestre em comparação com iguais períodos de 2007, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abas).

Para o presidente da entidade, Sussumu Honda, o dado surpreende porque a base de comparação já era alta, de 6,05% no primeiro bimestre de 2007, que, por sua vez, era confrontada com uma queda de 1,84% no faturamento no mesmo intervalo do ano anterior.

A expansão, diz, mostra que o consumo das famílias continua em alta em 2008. No ano passado, o acréscimo chegou a 6,5%, puxando o aumento de 5,4% do PIB (Produto Interno Bruto).

Apesar disso, o presidente da Abras manteve a previsão de alta no faturamento do setor para 2008 -em torno de 4,5%.

Para Marcos Escudeiro, da GS&MD, consultoria especializada em varejo, o ritmo de expansão deverá diminuir no segundo semestre. A empresa estima crescimento anual de 6%.

O índice AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, permaneceu na casa dos R$ 231 pelo terceiro mês consecutivo, o que aponta migração dos gastos do consumidor para produtos de maior valor agregado e aumento no volume.

Pesquisa feita pela Abras em parceria com a Nielsen mostra que a participação das marcas líderes chegou a 27% das vendas no ano passado, contra 25,9% em 2004, puxada pela maior inserção nos produtos considerados de preços altos.

Nesse segmento, a parcela conquistada pelas marcas líderes subiu de 36% para 45%. João Lazzarini, diretor da Nielsen, argumenta que historicamente o nível dessa participação cresce em momentos de maior atividade econômica, como o atual.

PAC do alemão


Na semana passada, o Complexo do Alemão saiu na frente no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com a abertura da primeira frente de obras, na Rua Canitá, no bairro de Inhaúma. Sete dias depois, mais um canteiro para a construção das primeiras unidades habitacionais, que abrigarão as famílias desalojadas na Avenida Itaoca, em Ramos. Para semana que vem, a Empresa de Obras Públicas (Emop) pretende inaugurar uma grande frente de obras em Manguinhos. Na Rocinha, a previsão de início é até o dia 30 de março, de acordo com o presidente de uma das associação de moradores da comunidade, Luis Claudio de Oliveira. Embora as obras ainda estejam tímidas no Complexo do Alemão, o presidente da Associação dos Moradores da Grota, Wagner Nicacio, se sente um privilegiado.

Em Manguinhos e na Rocinha ainda nem começou. Pelo menos aqui estamos mais avançados. Isso faz com que a comunidade fique mais confiante – comenta Nicacio. – Ver tudo saindo do papel é outra coisa.

A Emop esclarece que por se tratarem de obras grandes e complexas é necessário fazer um estudo detalhado da área, levando em consideração o tipo de solo e estabilidade do local. E sustenta que não há atraso no cronograma.

É necessário fazer um estudo topográfico da área, uma sondagem, definir o solo, para só depois dar início às construções. Mas todo este processo faz parte do planejamento – afirma a assessoria da Emop. – As empresas que ganharam as licitações programaram a conclusão das obras para agosto de 2010 e isso será respeitado.

Desocupação preocupa

Os moradores do Complexo do Alemão estão empolgados com a idéia de melhorias na comunidade. Mas, de acordo com Nicacio, o maior problema é quanto à falta de informação dos projetos e a remoção de casas em algumas áreas.

Ninguém nos apresentou o que será feito na área. Aqui na Grota, não houve reunião para esclarecer o projeto, sabemos o que a mídia publica. Os moradores estão preocupados com as desapropriações. Não sabemos ainda quais serão as áreas e o que vai acontecer. Precisava de mais clareza para tranqüilizar a população – opina Nicacio, que acrescenta que o tamanho dos apartamentos do conjunto habitacional em construção preocupa. – O imóvel tem 45 metros quadrados. Muitas pessoas estão receosas quanto a isso. Quem tem família grande não sabe se vai caber todo mundo.

O conjunto habitacional não será a única alternativa dos moradores desapropriados. Eles poderão optar pela compra de um outro imóvel, ou ainda uma indenização. As obras do PAC no Alemão incluem serviços de saneamento, moradia, educação, transporte e social. A previsão de investimento é de R$ 600 milhões.

Leilão da Cesp é cancelado


Ninguém quis apostar na solução política para as hidrelétricas da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e o leilão da estatal, que chegou a atrair o interesse de 12 empresas e estava marcado para hoje, foi cancelado. Nenhum dos cinco candidatos que ainda estavam credenciados depositou as garantias financeiras de R$ 1,7 bilhão para se manter na disputa. Sem leilão, as ações da Cesp despencaram 21,09%.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), evitou polemizar sobre a renovação da concessão de duas importantes hidrelétricas da Cesp, Ilha Solteira e Jupiá, que representam 66% da capacidade de geração de energia da estatal, mas cujas concessões vencem em 2015. Como ambas já tiveram concessão renovada, pela lei precisarão ser novamente leiloadas em sete anos. Ou seja, um eventual vencedor do leilão poderia, em 2015, ficar sem dois dos principais ativos da Cesp.

Serra preferiu ver no fracasso de ontem um reflexo da crise financeira dos Estados Unidos. “Várias instituições financeiras internacionais importantes me disseram que estão tendo dificuldades para mobilizar grandes massas de recursos neste momento. Não porque o Brasil não seja um bom negócio, mas porque a crise nos Estados Unidos e na Europa implica repatriar capital para agüentar prejuízos e isso tira recursos de financiamentos”, avaliou.

Para especialistas no setor e alguns interessados na compra, no entanto, a indefinição sobre as concessões foi crucial. “São ativos de peso no parque gerador da companhia e representam 65% da capacidade. A dimensão desse risco não criava condições de apresentarmos proposta nesta fase”, disse o vice-presidente de Comercialização, Energias Renováveis e Novos Negócios da Energias do Brasil, Miguel Setas.

“Não dá para pagar o preço da Cesp correndo o risco de a concessão não ser renovada. O preço mínimo é incompatível com a não-renovabilidade da concessão. Quem comprar tem de apostar que em 2015, no governo do sucessor do Lula, ele conseguirá a renovação”, disse o presidente da Light — que já anunciara desistência —José Luiz Alquéres.

O governo paulista queria R$ 6,6 bilhões pelos 93,68% das ações com direito a voto da Cesp. As empresas, como é costume em vésperas de leilões, reclamavam do preço. O negócio todo poderia alcançar mais de R$ 22 bilhões — o vencedor ainda precisaria fazer uma oferta aos sócios minoritários, que poderia chegar a quase R$ 10 bilhões, além de outros R$ 6 bilhões em dívidas. Isso com risco de ficar sem dois terços da geração em sete anos. “O governo estipulou um piso. As pessoas queriam um valor menor, mas nós não vendemos na bacia das almas”, insistiu José Serra.

O governo federal até se mostrou favorável a uma solução que permitisse a renovação das concessões que vencem nos próximos anos. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo tentará encontrar brechas na legislação para garantir a renovação das concessões. Ontem, reconheceu que ainda não foi possível, mas que esse deve ser um processo demorado. “É uma decisão do próximo governo e sobretudo do Congresso Nacional. Uma legislação dessa natureza depende de uma longa tramitação”, afirmou.

Menino de 12 anos é 49ª vítima de Cesar Maia


Mais uma morte de criança por dengue hemorrágica foi confirmada no Rio. Vinícius Ramos Siqueira da Silva, de 12 anos, morava em São João de Meriti e morreu na madrugada de quinta-feira no Hospital Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O óbito ainda não entrou na estatísticas oficiais da Secretaria Estadual de Saúde, mas o pai de Vinícius, Jerônimo Gomes da Silva, confirmou a causa da morte.

De acordo com Jerônimo, no atestado de óbito constava insuficiência circulatória, anemia aguda, hemorragia digestiva e "alta dengue". Com este caso, sobe para 49 o número de mortes no Estado. Na capital já foram diagnosticados 23.555 ocorrências da doença. O caso da grávida de oito meses Roberta da Silva Ramos, que morreu na última sexta-feira, após ter perdido o filho dias antes, continua sendo investigado pelas autoridades de saúde do Estado.

Luiz Marinho critica idéia de indexação dos salários ao PIB


Com a autoridade de sindicalista e de quem costurou o acordo pelo qual o aumento anual do salário mínimo corresponde à inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), o ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, acredita que a adoção da mesma regra nas negociações coletivas do trabalho não é a mais "adequada". A proposta surgiu no meio sindical após a divulgação de estudo do Dieese, segundo o qual 88% dos acordos salariais negociaram reajustes acima da inflação em 2007, mas somente 1,6% das categorias obteve aumentos reais iguais ou superiores à variação do PIB.

De acordo com a série histórica do Dieese, o ano de 2007 foi o primeiro, desde 1996, em que o crescimento do PIB foi superior à inflação média do ano - 5,6%, face a 4,46% (4,46%). Com a inflação baixa e sob controle, alguns sindicalistas e integrantes do próprio Dieese avaliam que o índice de preços perde força como referência para as negociações salariais coletivas. O parâmetro poderia ser o crescimento da economia, como já ocorre em relação à regra de reajuste do salário mínimo (IPCA do ano anterior, acrescido da expansão do PIB dois antes).

"A amarração dos salários ao PIB não é a mais adequada", criticou Luiz Marinho em resposta a uma pergunta feita pelo Valor - desde que trocou o Ministério do Trabalho pelo da Previdência, Marinho evita comentar assuntos relacionados à pasta de Carlos Lupi. Mas, como ex-sindicalista - presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) - e um dos ideólogos do acordo do salário mínimo, Marinho acredita que, se o PIB passar a ser referência para os acordos coletivos, vai "reindexar os salários e congelar a situação existente hoje".

O ministro chama a atenção para outro problema. Muito embora os trabalhadores venham conseguindo fechar acordos salariais acima da inflação, o que para ele é uma conseqüência do crescimento econômico e da escassez de mão-de-obra qualificada, a mesma recuperação não se dá em relação ao piso salarial das diversas categorias de trabalhadores.

Desde a posse de Lula, o salário mínimo foi corrigido em 107,5%. Já a inflação acumulada no período chegou a 33,92%. De 2003 até agora, o mínimo teve, portanto, aumento real de 54,94%. No mesmo período, muitos sindicatos não conseguiram elevar de forma tão significativa o piso salarial de suas categorias, fazendo com que o salário mínimo se aproximasse de muitos pisos. "O piso de muitas categorias de trabalhadores não cresceu na mesma proporção nem na mesma velocidade. Os sindicalistas não estão focando esse problema", ponderou o ministro.

A perdurar essa situação, em que o piso das categorias não cresce, Marinho avalia que a distância entre os maiores e os menores salários aumentará, o que ele não considera boa política - a idéia de uma política de recuperação do salário mínimo, explicou, foi adotada justamente para reduzir a diferença, na economia, entre os menores e os maiores vencimentos. Ele citou o exemplo do salário dos parlamentares, que hoje é muito menor em termos de número de salários mínimos do que era até bem recentemente.

"O salário mínimo está cumprindo o papel de distribuir renda no país", sustentou ele, lembrando que, além dos trabalhadores que recebem um salário mínimo por mês, cerca de 17 milhões de aposentados apuram igual valor.

Responsável pela administração da previdência social, cujo déficit cresceu ao longo dos últimos anos em boa medida por causa do forte reajuste do salário mínimo, o ministro Luiz Marinho é contrário à extensão da regra de correção do mínimo aos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que ganham mensalmente mais de um salário mínimo. Pela regra vigente, essas aposentadorias são corrigidas anualmente pela variação da inflação, medida pelo INPC, que, em 2007, teve alta de 5,17%.

A idéia de se adotar uma regra única para todos os aposentados é de um colega de partido do ministro - o senador Paulo Paim (PT-RS). Marinho não tem dúvidas: se a regra for a mesma, a previdência não agüenta e o resultado será o arrocho do salário mínimo. "Estamos diminuindo, com a política de correção do mínimo, a distância entre as menores e maiores aposentadorias. Isso é redistribuição de renda", afirmou.

Ministro próximo de Lula, que o trata como seu sucessor na política sindical, Marinho defende outra proposta polêmica, cara a seu partido: a regulamentação da reforma da previdência do setor público, proposta pelo governo Lula em 2003 e aprovada pelo Congresso, mas ainda não-implementada, graças à resistência do funcionalismo público nos três poderes, e dos sindicatos de servidores ligados ao PT e a outros partidos de esquerda, como o P-SOL e o PSTU.

Aquela reforma acabou com a aposentadoria integral, igualando as regras de aposentadoria dos funcionários públicos às dos trabalhadores do setor privado. Ocorre que só entrará em vigor quando o Congresso aprovar a criação dos fundos de pensão que complementarão as aposentadorias. Enquanto isso não acontecer, todos os novos funcionários contratados por concurso terão direito à aposentadoria integral.

"Em algum momento vai ser preciso fazer um rearranjo das previdências. Uma (a do setor privado) tem o fator previdenciário, a outra (do setor público) não tem. É preciso igualar as regras", observou Marinho.

Sem as concessões, cresce incerteza sobre venda da Cesp


Os últimos movimentos em relação ao leilão de privatização da Cia. Energética de São Paulo (Cesp), marcado para a próxima quarta-feira, 26, aumentaram o clima de incerteza quanto ao seu sucesso. A carta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, enviada na última quinta-feira ao governador paulista José Serra foi considerada uma "pá de cal" por representantes dos pré-qualificados ao pregão. E nem mesmo os rumores de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá financiar metade do valor mínimo de R$ 6,6 bilhões fixado para compra do ativo, animaram os potenciais candidatos.

O ministro de Minas e Energia deixou claro ao governo de São Paulo que não se compromete com uma nova renovação das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade geradora da estatal. Em carta de cinco parágrafos, o ministro enfatizou que as concessões das duas usinas expiram em 2015 e limitou-se a comunicar oficialmente a renovação, por 20 anos, da concessão de Porto Primavera.

As regras atuais só permitem a renovação de concessões do setor elétrico uma única vez. Mesmo para a hidrelétrica de Três Irmãos, que vence em novembro de 2011, Lobão evitou comprometer-se e disse que sua prorrogação "será analisada oportunamente, a exemplo da usina de Porto Primavera, cuja situação é assemelhada".

Nos bastidores, contudo, técnicos do governo federal consideram inevitável uma mudança na legislação no setor para evitar um "colapso regulatório" em 2015, quando também vencem as concessões de 37 distribuidoras, 73 mil quilômetros de linhas de transmissão e de mais de 17 mil megawatts (MW), incluindo hidrelétricas de Furnas e da Chesf, ambas da Eletrobrás.

Entretanto, está praticamente descartada uma mexida às pressas, antes do leilão da Cesp a fim de garantir a seus potenciais compradores que as concessões serão renovadas - o que provavelmente elevaria o valor do negócio, que tem preço mínimo de R$ 6,6 bilhões.

Na carta a Serra, o ministro informou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), instância máxima de assessoramento ao presidente da República sobre questões do setor, "criará um grupo de trabalho para estudar e propor as condições e critérios para o tratamento das usinas amortizadas/depreciadas, levando em conta o princípio da modicidade tarifária no Ambiente de Contratação Regulada, bem como o aumento da competitividade do país em decorrência da característica hidrelétrica do parque gerador, parte dele amortizada ao longo do tempo". Por fim, diz que a Aneel será responsável por analisar a transferência do controle acionário da Cesp.

"Na hora em que o ministro diz que não pode renovar a concessão, a gente vê que esta operação destrói valor. O financiamento do BNDES não resolve o problema dos investidores, pois do jeito que está quem comprá-la perderá dinheiro nos primeiros quatro anos. Além do mais, o BNDES anuncia que vai financiar R$ 3 bilhões 48 horas antes do leilão, sem informar as condições do crédito. Acho difícil alguém se arriscar no leilão", afirmou um representante de um dos cinco grupos pré-qualificados. Estão no páreo Alcoa, CPFL, Energias do Brasil, Neoenergia e Tractebel. Segundo os grupos, este financiamento representa 20% do valor do negócio, estimado em R$ 16 bilhões, incluindo o "tag along" a ser pago aos minoritários. Além disso, o financiamento não é o fator relevante, mas sim as concessões.

Se a concessão fosse renovada com regras claras os disputantes garantem que dispensariam financiamento. O mesmo ocorreria se o preço mínimo de R$ 49,75 fosse mais baixo. Para eles, o governo ajudou a valorizar o preço da ação da Cesp porque anunciou o pagamento do "tag along" aos minoritários em dezembro. "A partir daí foi uma alta irreal e, no momento de fixar o preço mínimo o governo não teve alternativa a não ser colocar a ação em nível correlato ao do seu valor de mercado", comenta.


Lula busca enquadrar a base


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer mais solidariedade dos líderes aliados na discussão sobre a mudança do rito das medidas provisórias (MPs) no Congresso. Essa cobrança será feita hoje, nas reuniões com os presidentes de partidos e com os líderes da base. Antes, a coordenação política do governo fará uma análise da situação na Câmara, com base em informações do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE). Na avaliação do Palácio do Planalto, se não houver trancamento da pauta, as medidas provisórias perderão força porque poderão ser derrubadas pela oposição não por maioria de votos, mas por obstrução.

A maior preocupação do governo, no momento, é com o relator Leonardo Picciani(PMDB), que não aceitou a sugestão feita pelo presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), de manter um dispositivo de trancamento de pauta no final da tramitação das medidas provisórias. Picciani pretende alterar os prazos de tramitação para 60 dias na Câmara, 45 dias no Senado e 15 dias para revisão dos deputados. A idéia é obrigar a Câmara a votar a medida provisória quando o projeto de conversão em lei voltar para a Casa. No segundo mandato, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Picciani é aliado do presidente da comissão especial que estuda a mudança, o petista Cândido Vaccarezza(PT-SP), que quer acabar com o trancamento.

“Nosso objetivo é garantir que a Casa volte a legislar, não é acabar com as medidas provisórias, que continuarão tendo vigência imediata”, explica Vaccarezza, para quem o trancamento da pauta é a causa de desgaste para o Congresso. Escolhido a dedo pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o petista lidera uma rebelião surda na base governista, que pretende aumentar seu poder de barganha junto ao Planalto e foge ao controle do líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). A rebelião é provocada pelo fato de que a maioria dos deputados não consegue votar seus próprios projetos, uma vez que a pauta da Câmara é tomada por MPs. Este ano, nenhum projeto de lei entrou em discussão até agora, enquanto 17 medidas provisórias estão na fila para votação, quatro das quais já trancam a pauta. “Só o fato de a comissão existir já fez o governo ter mais cuidado com a edição de medidas provisórias”, avalia Vaccarezza.

Suspensão
O ministro das Relações Institucionais tenta costurar uma saída para o impasse e conseguiu convencer o governo a sustar a edição de sete MPs e convertê-las em projetos de lei. Uma delas era para liberação de créditos orçamentários no valor de R$ 3 bilhões, outra para o reajuste salarial de mais de 1 milhão de servidores. Múcio tem esperança de fechar um acordo com a oposição para votar algumas das medidas já editadas, enquanto não se chega a um consenso sobre a mudança no rito de tramitação das medidas provisórias.

Para complicar a situação, a indicação do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci para relator da reforma tributária pelo PT, com apoio do Palácio do Planalto, gerou descontentamento nos partidos aliados da base, que preferem o deputado Sandro Mabel (PR-GO). Os aliados de Mabel resolveram engrossar o movimento a favor do fim do trancamento de pauta pelas MPs. Vêem na mudança a possibilidade de receber mais atenção do governo na hora de votar.

Missa de Páscoa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a Páscoa em uma missa realizada ontem pela manhã no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, José Alencar. Além do presidente e do vice, estavam presentes o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e sua mulher, Adriene Senna Jobim. A primeira-dama, Marisa Letícia, não compareceu à cerimônia para cuidar de um dos netos que estava com problemas de saúde. A cerimônia pascal, que durou uma hora e vinte minutos, estendeu-se em um farto almoço, no qual Lula sorteou uma cesta com coelhos de pelúcia e ovos de chocolate. Na ausência dos donos dos dois números sorteados, Lula aceitou a sugestão dos convidados e ficou com a cesta para presentear o neto adoentado. Segundo José Alencar, a mulher, Mariza Campos Gomes da Silva, gostaria que a missa fosse oferecida em agradecimento à recuperação do marido após a cirurgia de remoção de um câncer abdominal, realizada em novembro do ano passado, mas o vice-presidente alegou que prefere comemorar a boa saúde apenas após os resultados dos exames que fará em abril. O coral Madrigal de Brasília também participou da celebração.

A anticandidata


Há uma tendência de menosprezar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República em 2010. É até compreensível. Ela não passa dos 5% nas pesquisas de opinião pública e não demonstra muita vontade de disputar o Palácio do Planalto. Além disso, a figura severa de Dilma parece muito distante do estereótipo do candidato sorridente, distribuindo abraços e apertos de mão a caminho do palanque. Mas essa análise, feita em cima de elementos superficiais, pode ser enganosa. As condições para construir uma candidatura existem. E pode ser uma candidatura forte.

Vamos começar pela figura. Quais os adjetivos que são normalmente associados à Dilma? Quem gosta dela aponta a competência como gerente e a capacidade de comprar brigas pelo que acredita. Quem é contra diz que ela é teimosa, difícil de convencer e muito brava. O mesmo figurino poderia ser aplicado ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB). E ele, como todos sabem, é o líder em todas as pesquisas de opinião.

Há muitas diferenças entre Serra e Dilma. Uma das principais é a carreira política. A ex-guerrilheira Dilma construiu a sua como um quadro de Estado, sempre movendo-se na burocracia do Executivo. Nunca disputou uma eleição. O governador de São Paulo começou no movimento estudantil e depois construiu-se disputando eleições. É uma figura nacional, com um forte recall de ex-candidato. Dilma, ao contrário, ainda é uma relativa desconhecida. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem trabalhando para mudar esse quadro. Não por acaso, passou a levar a ministra pelo braço em inaugurações de obras ou cerimônias de lançamento de programas públicos. Tampouco foi casual que a tenha apontado como a mãe do PAC, o bilionário Plano de Aceleração do Crescimento que constitui o eixo de seu segundo mandato.

Lula acredita que o Brasil quer um gerente e que Dilma pode caber nesse personagem. Ainda é muito cedo para saber se a estratégia vai dar certo. Mas é um erro enorme imaginar que ela esteja fadada ao fracasso. A ministra pode se transformar numa boa candidata. Mesmo que ela própria duvide disso.

Roteiro conhecido
A CPI dos Cartões Corporativos está cumprindo à risca o roteiro esperado. Todos os atores mantêm o desempenho que seu objetivo político exige. A começar pela bancada governista. Muita gente estranhou o empenho do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) em criar a Comissão Parlamentar de Inquérito. A resposta era simples. Como a oposição tinha o número de assinaturas necessário para criar a CPI no Senado, o governo antecipou-se e garantiu que ela fosse mista, formada por deputados e senadores. Com isso, assegurou maioria política na comissão.

A oposição, por sua vez, desistiu da CPI própria e aceitou um acordo com os governistas. Ele incluía não apenas a ampliação da investigação para o Congresso mas também uma espécie de pacto de não-agressão. PSDB e DEM não investigariam os gastos da Presidência da República na gestão Lula. Em compensação, petistas e seus aliados ficariam ao largo das despesas do Planalto durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Também dentro do roteiro, houve um jogo de empurra antes da instalação da CPI. Os governistas demoraram para ceder à oposição a presidência da comissão. A oposição ameaçou mais uma vez com a criação de uma CPI própria. O impasse foi resolvido com mais uma negociação. Os oposicionistas ficaram com a presidência, mas o governo ficou com a relatoria e a maioria das cadeiras.

Como era de se esperar, a investigação não andou. A oposição esqueceu o antigo acordo e pediu a quebra de sigilo dos gastos da presidência. O governo, claro, barrou a proposta. Os oposicionistas saíram denunciando uma farsa. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), escolhida para a presidência em conseqüência do acordão, agora ameaça renunciar ao cargo para não participar do circo. É mais um daqueles casos em que todo mundo joga para a torcida. E quanto mais eles fazem isso, menor a chance da investigação produzir algum resultado.

Coluna - Nas Entrelinhas

Lula: oposição impediu lançamento do PAC da Saúde


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, durante a inauguração das obras de revitalização do morro da cruz e doação de telecentros em Florianópolis (SC), que o governo federal não pôde lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde, como pretendia, devido à não-prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A previsão de receita com o imposto em 2008 era de cerca de R$ 40 bilhões, sendo que R$ 24 bilhões seriam destinados à saúde. Lula culpou a oposição pelo não-lançamento do PAC Saúde, mas assegurou que não abrirá mão de mais nenhum programa por falta de recursos da CPMF.

"A oposição trabalhava com a seguinte idéia: não podemos votar a CPMF porque senão a gente vai dar mais R$ 120 bilhões para o presidente Lula até 2010 e aí ele vai fazer o seu sucessor, então nós temos que prejudicar. Não me prejudicaram em nada, prejudicaram foi o povo pobre deste país", afirmou Lula.

Lula disse ainda que "presidente não é eleito para governar para quem já tem dinheiro. Esses precisam de menos dos que têm dificuldade de sobrevivência". Segundo ele, o povo brasileiro foi prejudicado, mas "a história deverá fazer o seu julgamento".

"Político não gosta de trabalhar com saneamento básico. Não tem como homenagear pessoas, pois a obra está embaixo da terra", destacou Lula. Ele afirmou que o PAC terá um investimento de 40 bilhões para urbanização de favelas e saneamento básico. De acordo com Lula, 65 municípios receberão verba para saneamento básico e 67 para habitação.

O presidente afirmou que "nenhum governante paga o preço da crise que ele mesmo causou". O presidente disse que quem paga a conta após um governo mal sucedido é o povo.
Segundo Lula, o Brasil se endividou no governo Geisel para fazer grandes obras, e essas dívidas geraram uma crise que teve seu ápice na década de 80. Para o presidente, a alta criminalidade entre jovens hoje é fruto dessa crise. "Um país que não tem capacidade de crescimento está predestinado a criar gerações de desesperados", disse.

"Precisamos aprender uma lição muito grande. Somos inteligentes. Tem alguns que acham que o povo é tonto", afirmou o presidente Lula. Ele disse que o povo não precisa de "atravessadores" de opinião para tomar decisões. Segundo Lula, não há nada mais barato do que cuidar dos pobres. "Tudo o que as pessoas mais querem é quase nada", afirmou.

"Não cabe a um presidente, a um governador ou a um prefeito ficar pedindo a ficha de filiação partidária para fazer políticas públicas", disse o presidente, ressaltando que não faz acepção de partidos.

Lula: ninguém quer presidente sem sorte


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista veiculada hoje pela TV Gazeta que gostaria de continuar com a sorte que o levou a alcançar os indicadores econômicos de sua gestão.

"Nós pagamos o FMI, pagamos o Clube de Paris e temos (US$) 200 bilhões de reservas. Alguém pode dizer que é sorte. Para que serve um presidente de um país, um marido, um técnico de futebol, um goleiro se ele não tiver sorte? Ninguém aposta em quem tem azar. Então, que quero continuar com sorte."

O presidente voltou a dizer que é contra um terceiro mandato para o poder Executivo.

"Eu sou contra um terceiro mandato. Só quer um terceiro mandato quem não sabe qual o tamanho e peso de governar este País. A alternância de poder é a coisa mais importante para fortalecer a democracia brasileira."

Lula também lembrou da desconfiança que cercava seu governo antes do primeiro mandato e citou indicadores de sua gestão.

"Primeiro, as pessoas achavam que nós iríamos ganhar as eleições e o Brasil iria quebrar. Hoje a gente apresenta o Brasil crescendo a 5,4% (ao ano), e eu acho que vai ser mais quando vier a revisão do IBGE, o Brasil batendo recorde de emprego todo o mês, a economia crescendo há 24 meses consecutivos."

Por que Lula quer Dilma


O projeto presidencial de Dilma Rousseff não é apenas um test-drive para a sucessão de 2010. É bem mais do que isso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a investir pesado politicamente para bancar a candidatura da ministra da Casa Civil. Isso significa tentar persuadir aliados e o próprio PT de que Dilma é o caminho ideal a trilhar.

Um resumo das razões de Lula: Dilma seria a melhor candidata para ganhar ou para perder.

Na hipótese de vitória, Lula seria a âncora política de Dilma durante todo o governo dela. A ministra possui perfil administrativo, mas atua com pouca desenvoltura nas negociações partidárias devido à mistura de temperamento explosivo e inabilidade política. Lula, portanto, seria um tutor político da presidente Dilma.

Outro ponto que conta a favor dela aos olhos de Lula: o presidente costuma dizer que Dilma não tem projeto coletivo. Traduzindo: não é ligada a nenhuma corrente interna do PT, não tem facção política. A corrente de Dilma se chama Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente tem extrema confiança em Dilma. Ela, por sua vez, dedica fidelidade canina ao chefe. Para algumas pessoas que já a ouviram falar de Lula na intimidade, ela coloca o presidente numa espécie de pedestal.

Por isso, no caso de Lula desejar ser candidato novamente ao Palácio do Planalto, Dilma seria a pessoa mais confiável para um acordo político nesse sentido.

Lula enxerga vantagens na escolha de Dilma até na hipótese de derrota. Em primeiro lugar e mais importante, a ministra faria uma campanha de defesa incisiva dos oito anos de Lula no poder. Ela própria é "a mãe do PAC", "a capitã do time", como disse o presidente em discursos públicos.

Se Dilma perder a eleição, Lula terá lançado uma nova e leal liderança política. No cenário de retirada da vida institucional brasileira para tentar uma carreira no exterior, saída que alguns ministros acham que Lula cogita seguir, ele deixaria uma mulher como herdeira política. E isso soa sempre inovador num país que teve apenas homens na Presidência da República.

Conjecturas eleitorais

Lula é sincero quando diz querer construir uma candidatura única de seu campo político em 2010. Se Dilma não for competitiva, haveria ainda a saída, complicada, de o presidente tentar fazer dela vice de Ciro Gomes (PSB), que tem cerca de 20% nas pesquisas sobre 2010. Ou até mesmo de Aécio Neves, se o tucano mineiro migrar para o PMDB e for candidato ao Planalto. Dilma está hoje na faixa dos 5% nas pesquisas. Lula acha que, em 2009, ela precisa estar na faixa dos 15% aos 20%.

Se for inevitável o PT lançar um candidato, como hoje parece que será, mais conveniente lançar um nome de confiança. Ou seja, ponto mais uma vez para Dilma.

No segundo turno da eleição, Lula poderia apoiar com ênfase o candidato de seu campo político que passar à etapa final. Aliados e petistas já ouviram Lula dizer que pretende eleger o "sucessor ou sucessora".

Se tudo isso falhar, Lula se empenha ainda para ter bom relacionamento com os tucanos Aécio e José Serra, presidenciáveis da oposição e respectivamente, governadores de Minas e de São Paulo.

Adrenalina

Lula elogia o perfil técnico de Dilma. No segundo mandato, essa característica da ministra deu segurança ao presidente, que tem o governo mais em suas mãos do que tinha na época da poderosa dupla José Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci Filho (Fazenda). No entanto, o presidente já pediu a ela que tenha mais jogo de cintura para lidar com os políticos.

Além de maior maleabilidade para tratar com os partidos aliados, há outra preocupação do presidente: o temperamento explosivo de Dilma resistiria à tensão de uma campanha presidencial? Disputas por cargos majoritários, especialmente pela Presidência, são um misto de corredor polonês e de intensivo teste de paciência. Não faltarão ataques políticos e pessoais. A vida de um candidato que estréia na corrida presidencial é escarafunchada de cima a baixo.

Em 2002, por exemplo, Ciro Gomes inviabilizou sua candidatura por declarações e atitudes impensadas. Lula teme que Dilma siga o mesmo caminho. A ministra da Casa Civil não gosta de ser questionada, com exceção de Lula, obviamente. Tem intolerância a críticas. Já destratou ministros, secretários-executivos e presidentes de estatais. Reservadamente, alguns dizem que não votariam nela nem para síndica de condomínio.

Auxiliares da própria Dilma já pediram para deixar de trabalhar com ela por não aguentar a falta, digamos assim, de cortesia no relacionamento com subordinados. Dilma também já cultiva ódios na mídia e na política. A ministra tem lista de jornalistas dos quais não gosta e de políticos que detesta. Há risco dessa natureza autoritária estragar os planos do presidente.

Olho da rua

Reservadamente, um petista amigo de Dilma dá um exemplo do estilo da chefe da Casa Civil. Não faz muito tempo, ela teve uma reunião com diretores da BR Distribuidora no Palácio do Planalto. No meio da reunião, mandou que saíssem da sala. E telefonou para o presidente da BR Distribuidora, o ex-senador José Eduardo Dutra. Dilma disse a Dutra que seus diretores eram incompetentes e que não havia como lidar com eles.

Um dos diretores disse que nunca foi tão maltratado em sua carreira. Vai ser meio difícil esse diretor votar nela para presidente.

Kennedy Alencar - E-mail: kalencar@folhasp.com.br

Empresas planejam elevar em 11% a capacidade produtiva


A indústria da transformação planeja ampliar em 11% a capacidade instalada neste ano. Mas, mesmo com a maior taxa de expansão em cinco anos, 31% das empresas já admitem que existe o risco de capacidade produtiva ser insuficiente para atender ritmo atual de crescimento da demanda, segundo sondagem realizada em janeiro e fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Para 82% dessas companhias, a previsão de tempo para o esgotamento é de até um ano, o que representa um quarto do total.

Na avaliação do coordenador da pesquisa, Aloísio Campelo, o levantamento não é conclusivo, só ressalta o risco de descasamento entre oferta e demanda, o que poderia levar a uma aceleração de preços. Segundo ele, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) foi elevado no ano passado, mas já mostrava uma acomodação. A média de 2007 foi de 84,8%, ante 84,7% no mês passado, indicando que os investimentos já estavam surtindo efeito. "A pesquisa é um sinal de alerta. Mesmo com a expansão dos investimentos, há uma pressão na indústria", diz.
Campelo afirma ainda que a formação bruta de capital fixo (FBCF) em relação ao PIB, de 17,6%, ainda é muito baixa. Para ele, um crescimento de 6,2% como aconteceu no último trimestre do ano passado não seria sustentável. "A questão é saber se isso foi um comportamento cíclico", comenta.

Outra incógnita é a crise nos Estados Unidos. Com a desaceleração da economia norte-americana, pode ocorrer uma acomodação na capacidade produtiva. Nesse sentido, na opinião do economista, o Banco Central deveria aguardar até o último momento para avaliar as variáveis antes de decidir por um aperto monetário. "O dólar (desvalorizado) também ajuda muito", completa Campelo.
Segundo a sondagem, os empresários projetam aumento de 22% da capacidade de produção para o triênio 2008-2010.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, o Brasil tem hoje instrumentos importantes para evitar problemas causados pela limitação dos níveis de utilização da capacidade. "As importações são fundamentais, especialmente com o câmbio favorável", explica. Além disso, ele afirma que a alta taxa de investimentos feitos ao longo do último ano já devem começar a maturar nos próximos meses. "Há investimentos importantes em curso e, se tivermos a desoneração desses investimentos com a reforma tributária ajudará ainda mais", acrescenta.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Albert Neto, frisa que essa desoneração é essencial para o desenvolvimento do País como um todo. "O Brasil é o único país que tributa investimento e isso é ruim para toda a nação", diz o representante da indústria de máquinas, lembrando que o País já foi o 8º maior fabricante de máquinas e hoje está em 14º lugar. "Perdemos espaço e um dos motivos foi a carga tributária excessiva", acrescenta.

Para a pesquisa, o Ibre entrevistou 381 empresas para as perguntas sobre investimentos em capacidade instalada entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro. A última vez em que o instituto perguntou aos empresários sobre a possibilidade de esgotamento da capacidade produtiva foi em 2005. Não há, portanto, uma série histórica, ressalta Campelo.

Segundo o coordenador da pesquisa, neste ano, o segmento com maior incidência de empresas com "possibilidade de esgotamento" são o de material de trasnporte, o que inclui a cadeia automotiva. "Em 2005, o percentual era de 14%. Agora, chegou aos 53%", diz. O setor de metais não-metálicos também está sob pressão, passando de uma fatia de 22% para 40% no período.


Governo federal terá PAC da mobilidade


O governo estuda lançar um programa de transporte urbano para melhorar as condições de mobilidade da população nas grandes cidades e regiões metropolitanas. O projeto ainda está incipiente, mas o ministro das Cidades, Márcio Fortes, quer lançar o programa ainda no primeiro semestre deste ano.

Segundo o ministro, ainda não há valores definidos, mas existe o conceito de apoiar iniciativas de vias expressas e corredores de transportes. "A idéia não é pavimentar rua e sim fazer corredores exclusivos para ônibus e ou de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT)", disse Fortes.

Para implementar o programa, chamado dentro do governo de PAC da Mobilidade, a idéia é formar parcerias com estados e municípios, mas ainda não há uma definição de como seria o financiamento e nem o valor do programa. "Não temos definição de recursos, nem o orçamento, teremos que avaliar a capacidade do tomador", informou o ministro.
Fortes prevê que a partir de maio deste ano o governo terá uma base para avaliação da capacidade de endividamento e tomada de novos empréstimos por estados e municípios.

As cidades onde o programa vai começar também não estão definidas, mas a intenção do governo é preparar as grandes urbes para o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado no país em 2014. "Quando fizermos o programa vai ser para o Brasil todo", disse Fortes.

Segundo o ministro os estudos prévios estão em andamento. "Já fizemos um levantamento preliminar e chegamos à definição do foco. Temos alguns projetos que já foram apresentados, mas ainda não assumimos qualquer definição a respeito", disse Fortes.

O ministro informou que a decisão do PAC da Mobilidade foi tomada pelo presidente Lula. "A proposta é nossa, mas o presidente já vinha discutindo pelo menos há seis meses. Agora vamos definir como fazer a seleção dos projetos" adiantou o ministro.
O trânsito hoje é o grande problema de cidades como São Paulo, Rio e Belo Horizonte. A intenção do governo é de discutir caso a caso os maiores problemas das principais capitais e regiões metropolitanas do país. "Vamos discutir com quase todas as capitais e regiões metropolitanas para ver quais são os problemas básicos e as soluções que são propostas."

Brasil não terá déficit este ano, garante Jorge


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, descartou ontem a possibilidade de o Brasil registrar déficit comercial em algum mês de 2008. Ele argumentou que, em fevereiro, quando o superávit comercial caiu 71% frente ao mesmo período do ano passado, apenas uma empresa nacional registrou um déficit comercial de 1 bilhão de dólares - desempenho que "não irá se repetir" ao longo do ano, garantiu.

"Nós não trabalhamos em nenhuma hipótese com essa possibilidade (de déficit comercial do País em 2008), de maneira nenhuma, nem mensal", disse Miguel Jorge a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda para reunião com o ministro Guido Mantega.


Analistas do mercado projetam um superávit comercial de US$ 29 bilhões este ano, segundo sondagem feita pelo Banco Central. No ano passado, a balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 40 bilhões.

Política industrial

O presidente do Banco de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou ontem que a política industrial em elaboração no governo ainda depende de simulações da Receita Federal. Os cálculos são necessários, segundo ele, para que se conheça o impacto fiscal das mudanças nas contas do governo. Devido a essas análises, ele não quis garantir o anúncio das medidas para o início de abril.

Coutinho explicou que as simulações poderão ser feitas agora porque o Congresso Nacional só aprovou o Orçamento da União na semana passada.

Alckmin sofre nova derrota para Kassab


A bancada de vereadores do Democratas na Câmara Municipal paulistana colocaram mais lenha na fogueira das estremecidas relações entre a legenda e os tucanos do virtual candidato à prefeito, Geraldo Alckmin. Ontem, a bancada do DEM emitiu uma nota enumerando diversas razões para a manutenção da aliança DEM e PSDB na corrida pela prefeitura paulistana. "Já ganhamos diversas eleições com esta parceria e poderemos eleger o futuro presidente da República e vários governadores em 2010 com a manutenção da aliança", definiu o líder da bancada de vereadores do DEM na Câmara paulistana, Carlos Apolinário.

Para os democratas, é de "fundamental importância" que os dois partidos tenham apenas um candidato. "Para termos um grande sucesso eleitoral em 2010, é de fundamental importância que em São Paulo, a maior capital do País, tucanos e democratas concorram com um único candidato", diz um trecho da nota.

Os vereadores do DEM não deixam claro, porém quem encabeçaria uma chapa única na disputa pela prefeitura paulistana. "É claro que, sendo do DEM gostaria que o prefeito Gilberto Kassab fosse o candidato, mas isso não é obrigatório", acrescentou Apolinário.O vereador, entretanto, lembrou que para Kassab disputar a prefeitura em outubro como vice em uma chapa DEM e PSDB, o prefeito paulistano teria que renunciar a seu cargo de prefeito no final do mês, como determina a legislação eleitoral.

Apolinário acredita que se democratas e tucanos disputarem a eleição de outubro com candidaturas independentes, o grande beneficiado será o PT cuja chapa deve ser encabeçada pela atual ministra do Turismo, a ex-prefeita Marta Suplicy. "Eles disputam praticamente o mesmo eleitorado e ambos acabariam prejudicados", acrescentou Apolinário.

Para os vereadores do DEM, outro inconveniente de candidaturas independentes de Kassab e Alckmin colocaria o governador paulista José Serra (PSDB) - que renunciou o cargo de prefeito da capital para concorrer e ganhar a disputa pelo governo estadual - em uma situação complicada. "Todos sabem que o governador saiu da prefeitura, mas deixou muitos integrantes de sua equipe na administração municipal, claro capitaneados por Kassab. No palanque, com Alckmin candidato, o comportamento dele será complicado", acrescentou o líder do DEM na Câmara paulistana.

Alta do PIB agrícola supera taxa nacional


Influenciado pelos preços das commodities agrícolas elevados e a safra recorde, o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio fechou 2007 com crescimento acumulado de 7,89%. A expansão do setor ficou acima da taxa do PIB nacional que cresceu no passado 5,4%. Todas as riquezas produzidas pelas atividades ligadas ao setor agrícola durante o no ano passado bateram recorde e somaram R$ 611,8 bilhões. Esse valor corresponde a 23,07% do PIB do Brasil.

No período anterior, a taxa de crescimento das atividades da agricultura e demais áreas interligadas a esse setor havia sido de apenas 0,45%, quando as riquezas somaram R$ 563,6 bilhões ou 22,4% do PIB nacional. Os dados fazem parte do balanço divulgado ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceira com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da universidade de São Paulo (Cepea/ Esalq/USP).

A tendência é de que o dinamismo da agricultura permaneça este ano, levando em conta a previsão de uma nova produção recorde e da manutenção de preços elevados das commodities por conta da demanda internacional, mesmo diante da crise econômica americana.

A previsão inicial da CNA para a expansão do PIB do agronegócio era de 5,8%. Ou seja, a taxa tende a acompanhar a evolução da produção no campo, segundo analisou o superintendente técnico da instituição, Ricardo Cotta Ferreira. Os analistas da instituição levam em conta a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de uma safra de 139,3 milhões de toneladas de grãos, ante 131,5 milhões na anterior.
"Caso os preços altos se mantenham e se confirme a previsão de safra recorde poderemos ter crescimento do PIB agropecuário de 5,8%, disse Cotta Ferreira.

O analista da CNA acrescentou que os fundamentos são sólidos para o setor manter essa taxa de crescimento em 2008. Cotta Ferreira disse ainda que a demanda interna segue crescente, o que deve refletir nas vendas internas do campo. "O agronegócio deverá continuar firme aqui e lá fora", declarou.

Acima das expectativas

O resultado obtido pelos produtores rurais em 2007 superou as expectativas da confederação, que esperava um avanço entre 5% e 5,5%. Tais números, disse Cotta Ferreira, demonstram uma recuperação das perdas de receita dos produtores rurais verificadas nos últimos dois anos.

"Não tenho dúvida que a situação dos produtores rurais hoje é bem melhor do que nos anos anteriores", complementou.
"As principais razões para esse crescimento acelerado foram incentivadas pela grande quantidade produzida de grãos e pelos preços (remuneradores) pagos aos produtores rurais, puxados pelos preços elevados das commodities no mercado internacional", disse Cotta Ferreira.

O analista acrescentou ainda que a demanda pelos produtos agrícolas e dos preços altistas dos insumos, cuja demanda alcançou um recorde de 24 milhões de toneladas também contribuiu para impulsionar em parcela significativa o PIB do agronegócio. As atividades de dentro da porteira das fazendas, ou seja, a produção agrícola, a utilização dos insumos agrícolas e a remuneração da mão-de-obra, representa 24,5% de todo o agronegócio brasileiro, cresceu 12,8%. Enquanto que o segmento de insumos, correspondente a 10,7% do setor total, aumentou 12,99% - ambas acima da média de crescimento de todo o setor.

Lula é o mesmo, mas o cenário é outro



Se o dia passou e não deu tempo para você ler a Folha, não se preocupe. Eu, vou publicar na íntegra o artigo de Hélio Gaspari, que por sinal, está imperdível. É, meus dois leitores. As vezes, a Folha dá uma cochilada e esquece a porteira aberta.


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Araraquara teve a conferência de Jean-Paul Sartre em 1960 e o discurso de Nosso Guia em 2008
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BENDITA A CIDADE que ganha fama com uma palestra. Foi isso que aconteceu com Araraquara depois que o filósofo francês Jean-Paul Sartre terminou sua conferência no auditório da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, em setembro de 1960. Daí em diante ela se tornou conhecida como "a Conferência de Araraquara". Era uma época em que as pessoas iam a esses eventos de terno e gravata.

Sartre tratou de arcanas questões filosóficas e teve Jorge Amado na mesa, Fernando e Ruth Cardoso, mais Antonio Candido e Gilda de Mello e Souza na primeira fila.
Há uma semana, discursando em Araraquara, na inauguração da escola que ganhou o nome da professora Gilda, morta em dezembro de 2005, Nosso Guia fez um discurso que merece atenção. Foi um improviso, menor que a conferência de Sartre, mas ainda assim longo. Tem seis vezes o tamanho deste artigo e, à primeira vista, pode ser confundido com mais um Opus Lula.

Nosso Guia trocou de cenário. Ele cavalga o desempenho da economia e os avanços sociais ocorridos durante seu reinado. Não formula idéias novas, apenas arruma velhos esplendores. Lula faz isso de uma forma que seus adversários devem pensar melhor antes de continuar com uma oposição de frases feitas e CPIs para alimentar noticiário.

Alguns exemplos:
"Todo o sacrifício que nós fizemos permitiu que a gente pudesse estar vivendo o momento que estamos vivendo hoje. (...) Hoje temos quase 200 bilhões de dólares de reservas, não devemos nada ao FMI, não devemos nada ao Clube de Paris e não devemos nada a ninguém."

"Aqui no Brasil pobre não tinha acesso a banco. Aliás, os bancos tinham desaprendido a atender pobre. (...) O que nós fizemos? Nós resolvemos fazer crédito para o povo pobre. (...) Criamos o crédito consignado. (...) Eu acho que a gente colocar dinheiro na mão do pobre é investimento neste país."

"Quando eu tomei posse a indústria automobilística me procurou dizendo: "Nós estamos quebrados". (...) E ontem eu recebi uma carta: eles saíram de 2,2 milhões de carros e estão prometendo produzir 4 milhões de carros em 2009. Qual foi o milagre? O milagre foi uma coisa que a gente vinha dizendo há 20 anos: com 24 meses de prestação, só pode comprar carro o setor da classe média. Se vocês quiserem que o pobre compre um carro, aumentem o número de prestações."

"Noventa e seis por cento dos acordos feitos pelos sindicatos são acordos feitos acima da inflação, com aumento real de salário."
"Neste ano, nós vamos ter a primeira turma formada pelo ProUni. São 60 mil jovens que tiraram o diploma pelo ProUni e 40% desses são negros e negras."
Nosso Guia teve até o seu "momento Obama": "O grande desafio (...) é acreditar que a gente pode".

Não há um novo Lula, o que há é uma nova conjuntura. Sua falação pode ser repetitiva, mas tem duas características. Primeiro, ele não está enrolando. Depois, leva à rua uma agenda de progresso e otimismo, deixando à oposição o penoso exercício do mau humor. Se uma mentira, repetida mil vezes, acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?

O Brasil bem pensante, que até hoje procura entender a conferência de Sartre, precisa ler o discurso de Araraquara. Está na internet, basta passar no Google "discurso lula araraquara gilda". Em 1960, aos 15 anos, Nosso Guia corria atrás de seu único diploma. O do Senai.

Vale vai contratar 62 mil até 2012


Nos próximos cinco anos, a Vale contratará 62 mil pessoas em todo o mundo, e 70% do total das vagas disponíveis serão direcionados para o Brasil. Só este ano, a empresa vai contratar em torno de 7 mil novos empregados próprios.

O motivo de tanta abundância é que - além de o setor viver momento de expansão no mercado global por causa do recente reajuste no preço das commodities (a empresa conseguiu aumentar em 65% o preço do minério de ferro) - a Vale também quer concentrar esforços na capacitação da mão-de-obra especializada para sustentar crescimento e aumentar a competitividade internacional.

No ano passado, a empresa anunciou vultosos investimentos da ordem de US$ 59 bilhões para o período 2008-2012, onde, deste montante, US$ 11 bilhões serão gastos só neste ano.

Maria Gurgel, diretora de Planejamento de Recursos Humanos e Remuneração da companhia, revela que a empresa lançou oito programas de recrutamento e formação. Os programas de recrutamento compreendem o modelo formal de contratação, em que a empresa define um número de vagas, recebe currículos, entrevista e seleciona os profissionais capacitados.

No entanto, no outro modelo de contratação, a empresa oferece cursos de pós-graduação para engenheiros e geólogos recém-formados.

Eles ingressam na companhia já participando de um curso de 450 horas (três meses de duração) e recebem um salário inicial de R$ 3 mil - destaca a diretora. - Uma oportunidade para desenvolver e capacitar a mão-de-obra especializada para suprir a carência da empresa e do mercado.

Maria ressalta que o programa total prevê a geração de 33 mil empregos próprios e 30 mil terceiros - permanentes e em projetos - onde, segundo a diretora, a maioria pode ser absorvida pela própria Vale. Mas nada impede que as empresas parceiras da gigante da mineração possam contratar este profissionais no futuro.

É também um trabalho de inclusão social, em que pretendemos desenvolver a comunidade local - observa. - Vamos dar prioridade aos talentos nas próprias localidades. Os paranaenses vão encontrar emprego no Pará, os mineiros, em Minas.

Entre as especializações oferecidas pela Vale estão os cursos de mineração, organizados em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, em Belo Horizonte; a pós-graduação em Porto, elaborada conjuntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro; e a pós-graduação em engenharia ferroviária, parceria com PUC (MG) e CEFET (ES).

A empresa conduzirá também processos de recrutamento e seleção para estagiários e nível técnico no Brasil. Os jovens estagiários têm salário inicial de R$ 400 mais benefícios.

No exterior, a Vale contratará engenheiros e geólogos para atuarem no Leste Europeu e Filipinas. Estes profissionais vão aprender, além de mineração, um pouco da cultura brasileira.

Além disso, a companhia também vai recrutar profissionais para programas summer jobs (cursos de verão). Alunos que estudam em cursos de MBA das 25 universidades mais importantes no mundo participam do programa.

Funcionários da Gautama permanecem em liberdade


A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu ontem manter livres todos os acusados de envolvimento no esquema de fraudes em licitações públicas desbaratado pela Operação Navalha, desencadeada pela Polícia Federal (PF) no ano passado.

Para os ministros do Supremo, o decreto de prisão preventiva dos funcionários da empreiteira Gautama não estava fundamentado em elementos concretos, necessários para demonstrar os motivos para a detenção.

As prisões preventivas haviam sido decretadas, na época, pela ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito, mas todos os indiciados já se encontravam soltos, inclusive o dono da Gautama, Zuleido Veras, considerado o principal beneficiário do esquema fraudulento.

Ex-assessor

A decisão foi tomada no julgamento do habeas-corpus a Ivo Almeida Costa, ex-assessor do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, que perdeu o cargo em função da participação do então colaborador no episódio.

Em novembro último, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, já havia concedido a Almeida Costa liminar para que um laudo do perito Ricardo Molina fosse juntado aos autos do inquérito em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na época, Gilmar Mendes afirmou que o argumento do STJ, ao negar o pedido por entender que o inquérito policial é um procedimento investigatório e inquisitorial que não envolve o contraditório, contraria jurisprudência do STF, que assegura a amplitude do direito de defesa, mesmo no curso de inquéritos policiais.

Para tentar provar sua inocência, Ivo Costa contratou o perito, que teria demonstrado, em seu laudo, não serem consistentes as interpretações feitas pela PF de algumas gravações feitas nas investigações do esquema de corrupção.

CCJ da Câmara aprova a extinção do foro privilegiado


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem duas propostas que foram incluídas no pacote de combate à impunidade. Uma delas extingue o direito a foro privilegiado para autoridades dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e a outra sugere que quanto mais elevado o grau de escolaridade do réu, mais rigorosa deve ser a punição imputada a ele.

Tanto a proposta de emenda constitucional (PEC) que sugere o fim do foro privilegiado como também o projeto de lei que estabelece a avaliação do grau de escolaridade na pena do réu devem ser submetidos a mais uma fase de análises na Câmara. Ambas serão apreciadas por outras comissões e só depois remetidas ao plenário.

O autor das duas propostas, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que apesar da controvérsia gerada pelas medidas, está confiante que será possível aprová-las em plenário.
Segundo ele, é provável que ainda este ano o assunto seja votado pela Câmara. "A idéia é acabar com o foro privilegiado do presidente da República ao procurador. Todos passam a ser iguais perante à lei", disse Itagiba.


Ao ser questionado sobre a "polêmica" da proposta, o deputado reage: "Não é uma proposta polêmica, é igualitária. Antes, na CCJ, todo mundo achava que não iria ser aprovada. Agora está aí". Itagiba disse que o projeto de lei que estabelece que o juiz deve avaliar o grau de escolaridade do réu para definir a sentença é uma tentativa de indicar critérios "objetivos" a situações "subjetivas". "Aqueles que têm discernimento têm de receber punição maior do que os que não têm o mesmo grau de instrução", afirmou.

Geração de empregos cresce 38% e bate recorde


Foram criados 204.963 empregos com carteira assinada em fevereiro, o que, segundo o Ministério do Trabalho é recorde para o mês. Na comparação com fevereiro do ano passado, o crescimento foi de 38,47%. A melhor marca do mês tinha sido em 2006, com saldo de 176.632 postos entre contratações e demissões e aumento de 16,04%. No resultado do primeiro bimestre, foram gerados 347.884 postos de trabalho, o que representa crescimento de 37,23% sobre as vagas abertas em igual período em 2007. Em relação ao estoque de vagas formais, o emprego cresceu 1,2% no primeiro bimestre.


"Esse resultado confirma a minha expectativa de que em 2008 bateremos novamente o recorde na geração de empregos. Acredito que o crescimento será de mais de 6%, com geração de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. As pessoas estão acreditando e apostando no Brasil, inclusive os brasileiros, que comemoram a carteira assinada, o emprego e a renda no final do mês", destacou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante entrevista coletiva.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revela que, em fevereiro, indústria, construção civil, agropecuária e administração pública bateram recordes de criação de vagas para o período. Em termos absolutos, os serviços tiveram o maior saldo no mês passado, com 74.441 empregos formais a mais. Em seguida, vêm indústria (46.812), construção (27.574), agropecuária (25.239), administração pública (15.276) e comércio (13.806).

Na avaliação do ministro, os meses com maior criação de empregos são, tradicionalmente, os de março, abril e maio. Isso ocorre com a recuperação da atividade agrícola no Nordeste e com o auge das safras em todo o país. Segundo ele, 2008 será o melhor ano da história do Caged, graças à criação de empregos formais impulsionada pela aquecida demanda interna.

O ministro não vê risco de elevação da inflação, porque o aumento do consumo está sendo acompanhado pela elevação da produção. Nas suas previsões, serão gerados mais de 1,8 milhão de empregos formais neste ano. No ano passado, o Caged teve saldo recorde de 1.617.392 vagas.

Segundo a avaliação do ministério, o setor de serviços teve o melhor desempenho nos números do Caged em fevereiro, porque prevaleceram fatores sazonais. O segmento do ensino, graças ao início do ciclo escolar, criou 31.849 vagas. Atividades ligadas aos serviços prestados às empresas (como limpeza, vigilância, seleção e recrutamento de mão-de-obra, informática, entre outros) criaram 17.015 postos de trabalho no mês passado. Serviços de alojamento e alimentação, vinculados ao turismo, foram responsáveis por mais 15.846 empregos.

Na indústria, o segmento que liderou a geração de emprego em fevereiro foi o de alimentos e bebidas, com 13.271 postos. Em seguida, vêm as empresas metalúrgicas com 7.101 vagas. As indústrias mecânicas tiveram saldo de 6.382 empregos com carteira assinada. E as empresas produtoras de calçados também criaram 5.034 vagas em fevereiro, o que revela a recuperação desse segmento, que foi muito prejudicado pela valorização do real.

Na análise regional, Sudeste (140.956) e Centro-Oeste (28.367) bateram seus recordes de criação de empregos nos meses de fevereiro. Sul (47.759) e Norte (2.600) apresentaram saldos positivos, mas fatores sazonais na agricultura (ciclo da cana) levaram o Nordeste à perda de 14.719 postos de trabalho.

Os números do Caged mais atualizados, considerando os resultados de fevereiro, indicam um estoque de 29,314 milhões de empregos no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no Brasil. O setor de serviços é o que mais emprega, com 11,5 milhões de vagas. Em seguida, vêm indústria (7,1 milhões), comércio (6, 4 milhões), construção civil (1, 6 milhão), agropecuária (1,5 milhão), administração pública (552 mil), serviços de utilidade pública (336, 4 mil) e extração mineral (164, 3 mil)(

Lula quer aliados contra proposta que enfraquece MPs


O PresidenteLula orientou ontem ministros e líderes do governo a forçar a derrubada da proposta que tira o poder da medida provisória, instrumento usado pelo Executivo para adotar ações consideradas essenciais sem consulta prévia ao Congresso. Em reunião pela manhã do grupo da coordenação política, Lula disse que o governo não pode ser surpreendido com o fim das MPs. Desde 2003 o governo enviou 318 medidas provisórias ao Congresso.

Uma das propostas que mais preocupam o governo é a que acaba com o trancamento da pauta nos plenários da Câmara e do Senado se a MP não for votada. Essa proposta foi apresentada pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), relator da comissão especial criada na Câmara em fevereiro para mudar as regras de tramitação das medidas. Atualmente, uma MP tem validade de 120 dias. A partir do 45º dia sem ser votada, ela passa a bloquear os trabalhos.

O Palácio do Planalto orientou assessores, líderes aliados e até ministros a usarem um tom de conciliação com o Congresso, para evitar surpresas. A ordem do próprio Lula é deixar claro, em público, que o governo está disposto a negociar e até propor um acordo para reduzir o número de medidas provisórias. “Poderíamos, num primeiro passo, fazer uma pactuação do número de MPs”, disse o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. “O costume precisar mudar.”

Um auxiliar do presidente deixou claro que o palácio considera que as regras atuais da MP não podem ser mudadas, pois garantem a governabilidade. No discurso, porém, Múcio elogiou os parlamentares que defendem as mudanças. Mas sempre com ressalvas. “Você não pode perder o sentido da MP, criada há muitos governos para dar celeridade àquelas coisas que não andavam na velocidade que deveriam”, disse. “Precisamos encontrar um caminho que atenda com legitimidade deputados e senadores e também o não-engessamento da celeridade da ação do Executivo.”

Nas contas do governo, 25% das MPs são usadas para liberações de crédito suplementar. Assessores do Planalto disseram que o governo está disposto a discutir novos instrumentos para essas liberações de recursos, mas desde que se mantenha o “espírito” da MP, isto é, o trancamento da pauta da Câmara e do Senado.

O trancamento do plenário, na avaliação do Planalto, é a única forma de pressionar parlamentares a votar as medidas provisórias e não deixar o governo na mão dos opositores. “Vamos discutir sempre com o interesse de atender às duas partes”, afirmou Múcio. “Não se pode simplesmente acabar com o instrumento da medida provisória, tratá-lo com desleixo.”

Durante a reunião do grupo de coordenação política, Lula e os ministros avaliaram ainda que o momento é de “normalidade” no Senado, o que facilita uma reação mais dura do governo à proposta que enfraquece o poder da medida provisória. O Palácio do Planalto comemora as vitórias da semana passada, quando conseguiu aprovar o Orçamento e a criação da TV pública.


Chapa Aécio-Ciro assombra partidos


Este ano, como naquela marchinha de carnaval, está combinado: o PSDB e o Partido Democratas começam a brincar separados. O marco é a disputa pela prefeitura de São Paulo, onde tudo indica que o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), concorrerá à reeleição, batendo chapa com o tucano Geraldo Alckmin.

Mas não é só no campo da oposição que velhos casais ensaiam passos separados no baile eleitoral. O PCdoB já anuncia aos quatro cantos candidaturas próprias para 400 prefeituras, incluindo mais de uma dezena de capitais onde dará adeus à velha aliança com o PT.

Como já disse o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), nada disso está sendo feito gratuitamente. As eleições municipais deste ano ensaiam um movimento maior de separação, no âmbito nacional, que deve se refletir na campanha presidencial de 2010. Há, de fato, uma forte tendência a que o PSDB e o DEM estejam realmente separados em 2010. O mesmo tende a ocorrer entre o PT e o PCdoB. Os comunistas passaram praticamente todo o período do governo Lula preparando este rompimento definitivo. E falavam abertamente no apoio a Ciro Gomes (PSB) para presidente, num projeto de aliança PCdoB-PSB-PDT capaz de tirar o sono dos caciques petistas.

Vinha tudo muito bem, ou muito mal, entre os dois casais. PSDB e DEM às turras de um lado e PCdoB e PT aos tapas de outro. Até que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, resolveu se mexer contra o prato feito oferecido pelos tucanos de São Paulo ao PSDB de todo o país, segundo o qual o governador José Serra já seria o nome indicado pelo partido para candidato a presidente da República. Protegido pelo silêncio da montanhas mineiras, Aécio, que almeja a vaga, tem marcado conversas seguidas com quem quer que possa lhe oferecer um caminho alternativo. E encontrou em Ciro Gomes um interlocutor de primeira linha. Os dois já discutiram o tema eleitoral por diversas vezes. E têm deixado aberta a possibilidade de marcharem juntos em 2010.

Ontem ouvi claramente de um ministro do governo Lula e de um aliado do PSB que a avaliação corrente no meio político é que Ciro está jogando para ser vice em 2010. E que sua opção preferencial é ser vice de Aécio Neves. O mineiro, por sua vez, também tem dito a vários tucanos que, se for ungido candidato pelo partido, tem todas as condições de trazer Ciro para sua chapa. E tem mesmo!

Mais. Trazer Ciro significa, de uma forma ou de outra, trazer uma parcela dos aliados do presidente Lula. O ministro com quem falei, por exemplo, suspeita até que o próprio presidente ficaria feliz em apoiar a chapa Aécio-Ciro. Daí Lula ter deixado sempre clara sua simpatia por Aécio. Porque Lula sabe que a chapa do mineiro com seu ex-ministro cairia como uma bomba sobre os tucanos de São Paulo.

Mas a tal chapa não incomodaria apenas o PSDB. Também deixaria o PCdoB em apuros, com seus planos de se livrar do PT. Órfão da candidatura Ciro, não restaria ao PCdoB outra alternativa que não fosse a de retornar aos braços da velha aliança com os petistas.

A interpretação deste ministro é de que Ciro Gomes habita os pensamentos do presidente Lula, quando ele fala em aproximação com parcelas do PSDB. E que é este mesmo Ciro quem está por trás das articulações de Aécio Neves, quando ele classifica sua eventual candidatura como uma opção de governo pós-Lula, e não contra Lula.

Do ponto de vista das articulações de bastidores, tal chapa e os temores do ministro fazem todo sentido. Do ponto de vista da política partidária, ela pode se tornar um grande estorvo. Ciro não é um nome afeito a partidos. Transitou do PFL ao PPS até se alojar no PSB. Aécio, embora seja um tucano de primeira hora, sempre deixou no ar uma certa possibilidade de transferir-se para o PMDB, caso tenha sua candidatura presidencial negada pelos tucanos. Uma aliança dos dois para apenas concorrer à presidência da República, neste caso, acabaria simbolizando uma verdadeira afronta à estrutura partidária.

De fato, há momentos na política em que os partidos atrapalham alguns dos seus principais protagonistas. O presidente Lula e seu PT, por exemplo, já não são tão unidos quanto no passado. O PSDB e Aécio vivem um momento de incertezas em sua relação. E quanto a Ciro, seu partido, o PSB, e os aliados PCdoB e PDT, estes nunca acreditaram muito nas juras de amor eterno do candidato.

Tucano Luiz Paulo será vice de Gabeira


Depois da disputa interna entre os tucanos para um candidato à prefeitura e a desistência de três nomes fortes em favor de ter o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) como cabeça da Frente Carioca - composta por PSDB, PPS e PV - o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha foi o nome escolhido para ser o vice na chapa.

O convite foi feito pelo próprio Gabeira, que na tarde de ontem se reuniu com Luiz Paulo e nomes dos PSDB, PV e PPS.

Eu disse a eles que se já havia aberto mão, junto a dois companheiros correligionários, de ser candidato do PSDB porque acreditava na frente e na candidatura de Gabeira. Como quero ajudar a frente, coloco-me à disposição para ajudar o candidato como vice.

Mantega tenta conter deputado


As críticas do relator do projeto de reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), deixaram o Palácio do Planalto em alerta. Atacando pontos considerados essenciais da proposta para acabar com a guerra fiscal, defendendo, por exemplo, a manutenção de incentivos via Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Picciani chamou a atenção da equipe econômica e hoje deve receber um recado do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O alerta é para o deputado centrar esforços na análise da constitucionalidade do texto e não no mérito da matéria. O Planalto teme que a reforma tributária sofra o mesmo desgaste da PEC que pedia a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na CCJ da Câmara. No ano passado, o relator da PEC, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual presidente da CCJ, manteve o texto congelado por dois meses, pressionando o governo a indicar Luiz Paulo Conde para o comando de Furnas.

Petróleo e energia

No encontro com o ministro da Fazenda, Picciani deve tirar dúvidas sobre pontos da reforma e defender algumas alterações, como estabelecer que petróleo e energia elétrica também paguem parte do ICMS na origem. A modificação aventada pelo parlamentar beneficiaria seu Estado, o Rio de Janeiro, que produz 80% do petróleo do Brasil e se queixa da regra atual. Pela proposta do governo, o pagamento do tributo sobre o óleo na unidade onde é consumido. A norma é favorável aos Estados consumidores de petróleo, que ficam com a receita tributária que deveria ser retida nos estados produtores, como Rio, Bahia e Espírito Santo.

Mantega teria pedido a assessores argumentos para demover Picciani. O ministro deve reforçar ao relator o impacto da desoneração da folha de pagamento e dos investimentos, defendendo que, a medida como está na proposta, todos vão sair ganhando, União, estados e contribuintes. O ministro deve destacar ainda que a espinha dorsal da reforma, que trata da unificação das alíquotas do ICMS e o conseqüente fim da guerra fiscal poderá gerar de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões a mais para os Estados.

Outro argumento é que a União vai bancar os prejuízos financeiros dos estados que perderem recursos com as novas regras. Será criado o Fundo de Equalização de Receitas (FER), formada por 1,8% da arrecadação dos impostos federais. O ministro também deve destacar ao relator que o governo precisa do parecer da matéria dentro do calendário, previsto para o dia 25.

Bancada

Em outra frente, o ministro da Fazenda retoma o diálogo com as bancadas sobre a reforma tributária. O texto ainda sofre resistência de alguns partidos, inclusive governistas. A conversa de hoje com deputados e senadores do PT, no entanto, não deve apresentar polêmicas, uma vez que os petistas são os principais apoiadores do governo para garantir no Congresso a aprovação da proposta.

A expectativa é de que o tema central do debate com o PT seja em torno da desoneração da folha a partir de recursos do INSS - a proposta é que contribuição caia de 20% para 14% em seis anos.

Este debate é importante para criar uma intimidade dos parlamentares com o texto - afirma o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).

Ontem, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que essas reuniões podem ajudar a "pavimentar" as negociações em torno da reforma tributária.

(O ministro) vai perceber quais as resistências, as dúvidas das bancadas quanto à proposta do governo - declarou Chinaglia.


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